O que o namorado da mamãe queria não era a mamãe
Ele tinha mais do que o dobro da idade dela e era o homem da mãe dela. Mas, quando ficaram sozinhos em casa, Carla entendeu que ele desejava exatamente isso há meses.
Ele tinha mais do que o dobro da idade dela e era o homem da mãe dela. Mas, quando ficaram sozinhos em casa, Carla entendeu que ele desejava exatamente isso há meses.
Saí de casa com a calcinha vermelha e o coração disparado: meu tio jamais me chamava em dia de folga, e eu já sabia qual era a verdadeira intenção.
A filha perfeita de dia, a amante da minha própria mãe à noite. Aprendi a fingir diante de todos, até minha irmã voltar e eu ter que escolher entre as duas.
De pé diante deles, só com o conjunto de renda rosa, esperei a ordem. A sacola com o vestido pesava nas minhas mãos, e eu já tremia antes de tudo começar.
Passei meses evitando voltar, mas naquela tarde minha irmã colocou um vídeo na tela e nada na nossa família voltou a ser o que eu pensava.
Pensei que a casa inteira era minha naquela madrugada. Então a fechadura soou, ele me olhou da porta e eu ainda estava nua sobre o sofá.
Fazia meses que eu não tocava em ninguém quando comecei a olhar minha tia de outro jeito. Ela rezava toda noite; eu só pensava em como dobrá-la sem culpa.
Cada tarde, ao voltar da faculdade, guardava a roupa masculina na gaveta de baixo como quem esconde provas de um crime. E descia a escada de saltos.
Eu achava que meu segredo estava seguro entre estas paredes, até ouvir a janela dele se fechar com força e saber que alguém tinha acabado de ver quem eu sou de verdade.
O silêncio à mesa disse tudo antes das palavras: meu pai tinha uma dívida, e desta vez ela não seria paga com dinheiro.
Ela baixou a testa sobre a mesa de carvalho, entre o filho e a mãe dele, e entendeu que seu título de sogra respeitável acabara de morrer naquele escritório.
Eu a desprezava havia anos, mas naquela tarde, agachada diante do freezer, Marisol cometeu o erro de colocar a bunda na altura dos meus olhos.
Cheguei à casa dele só para ver o jogo. Quando o apito final soou, uma mão afundou nas minhas nádegas e entendi que o verdadeiro plano começava naquele momento.
Ela estava no sofá, com a saia levantada e a buceta molhada, e só precisava dizer uma frase para eu não ir embora e deixá-la assim, esperando o marido.
Ela bateu à minha porta desesperada: o marido tinha sido preso. Aceitei ir, mas com uma única condição, e ela não estava em posição de recusar nada.
Quando minha filha cruzou a porta rindo, eu ainda trazia na pele o rastro do homem com quem ela iria se casar.
Eu cuidava dela havia anos, pagava tudo, suportava seus gritos. Nessa madrugada, diante do beco vazio, decidi que pela primeira vez ela ia me dar algo em troca.
Fiquei amarrado de barriga para cima, com as pernas abertas e sem saber o que ela tiraria em seguida daquela bolsa preta que deixou sobre a cama do hotel.
Ele veio ao meu quarto para me cobrar pelo sábado, mas o que confessou depois me tirou o ar: ele tinha visto tudo, e tinha gostado.
Ele atravessou a cidade sem mais bagagem que o desejo. Quando a porta se abriu, soube que aquele homem não pediria permissão para nada do que aconteceria.