Um dia de tortura e os pés dela me esperando em casa
Caminhou a tarde toda entre pés alheios que não podia tocar. Em casa, Laura o esperava com os dela sujos de asfalto e um sorriso que era uma ordem.
Caminhou a tarde toda entre pés alheios que não podia tocar. Em casa, Laura o esperava com os dela sujos de asfalto e um sorriso que era uma ordem.
Naquela manhã, Rodrigo fechou a porta da sala dele e tirou uma pequena sacola dourada. Dentro havia algo que mudaria para sempre as manhãs do escritório.
Quando atravessei a porta da masmorra, ela me estendeu a mão para que eu a beijasse. Depois apontou para o chão. Naquele instante, soube que a noite seria longa.
Ela entrou no escritório com um olhar que não admitia perguntas. Mandou que eu tirasse a roupa. Tinha reunião em vinte minutos e eu seria seu entretenimento.
Esfregava a louça com as luvas de borracha quando a mulher do amante sussurrou em seu ouvido o quanto tinha gostado do marido dela.
Achei que enfrentar uma mulher sem treinamento seria mamão com açúcar. O primeiro abraço de urso arrancou essa ideia da minha cabeça para sempre.
Trinta e um pontos. A voz de ELARA já o esperava: «Acorda, querido. Hoje você também não será o homem que passou anos acreditando ser».
Ele era grande, calejado, de mãos que faziam o trabalho pesado sem reclamar nunca. Não era o homem que eu imaginaria. Mas naquela tarde de neve, algo se quebrou.
Abrir a porta naquela noite foi a decisão mais difícil da minha vida. Do outro lado havia um homem alto, sorridente, pronto para tomar o que eu já não podia dar à minha mulher.
Ela sempre disse que meu corpo a denunciava antes da minha voz. Naquele dia, depois de esbarrar em uma velha amiga, ela iria comprovar isso da forma mais crua.
Fui ao consultório por uma simples dor nas costas, sem suspeitar que o médico da empresa tinha um tipo de tratamento que não aparece em manual nenhum.
Eu só ia jantar algo leve e dormir. Até ele entrar com a bandeja, olhar para minha roupa íntima e dizer a frase que mudou tudo.
Passei meses beijando-a às escondidas sem que nada além disso acontecesse; naquela tarde, com a garrafa quase vazia, foi ela quem me arrastou até a janelinha do motel.
Quando Sebastián entrou no meu apartamento, achou que era o rei da noite. Não imaginava que, na minha bolsa, havia algo capaz de inverter os papéis antes do amanhecer.
Eu estava com a boca cheia dele quando ouvi a porta. E então ela apareceu, com aquele meio sorriso que sempre soube me dizer tudo sem abrir a boca.
Desci para o banheiro com os saltos na mão e ainda sem entender o que seria um dia inteiro saindo como Luna ao lado de Bruno por aquele vilarejo.
Buscar sexo pela internet sempre tinha dado certo, até aquela sexta-feira no quarto 207, quando entendi que nunca se sabe o que esperar de desconhecidos.
Ele me colocou as algemas de veludo nos pulsos e a venda nos olhos. Disse que eu confiasse, que eu ia gostar. Eu não sabia como dizer que sim.
Quando ela saiu do banheiro com a roupa que eu tinha deixado sobre a cama, soube que naquela tarde obedeceria a cada ordem sem reclamar.