Meu amante me deixou sem roupa naquele hotel
Ele fechou a porta do quarto com toda a minha roupa nas mãos e me deixou de joelhos, nua, com uma única ordem: «Te espero no carro».
Ele fechou a porta do quarto com toda a minha roupa nas mãos e me deixou de joelhos, nua, com uma única ordem: «Te espero no carro».
Eu vinha imaginando isso havia meses e não ousava admitir. Numa tarde qualquer, uma conversa bastou para tudo sair do controle.
Ela era quinze anos mais velha que eu, tinha um conversível vermelho e uma ideia muito clara do que queria naquela noite. Eu só precisava obedecer e aproveitar.
Eu vinha evitando ela há semanas, convencido de que o nosso caso tinha acabado. Então o telefone tocou e a voz dela bastou para eu saber que eu ia cair de novo.
Ela me abaixou a calça no meio da trilha, sem uma palavra, e eu entendi que naquela tarde meu corpo não era mais meu, era dela.
Achávamos que seria um trajeto de vinte quadras. Nem Lucía nem eu imaginávamos que desceríamos daquele ônibus como duas mulheres completamente diferentes.
Ela entrou nua na cama, só de calcinha, e sussurrou no meu ouvido: não se vire, não diga nada, só me escute. Então começou a me contar sobre aquela noite.
Saí sozinha para explorar a área norte e um golpe na nuca mudou tudo. Acordei cercada por estranhos, sem roupa e sem nenhuma chance de escapar.
Eu estava semanas sem resposta. Naquela noite, me vesti para outro e, justo quando o beijava na mesa ao lado, ele entrou de braços dados com uma desconhecida.
Toda semana olhávamos as fotos da entrada sem ousar entrar. Na noite em que cruzamos a porta, descobri até onde eu era capaz de ir com ele me olhando.
Eu não amarrei as mãos dela para imobilizá-la. Amarrei para que entendesse, antes que qualquer coisa acontecesse, que naquela noite o corpo dela já não era dela.
Levo trinta anos fingindo ser a mulher recatada que meu marido acha ter libertado. O que ele não sabe é que neste cruzeiro sou eu quem controla o jogo.
Quando ela me disse o que realmente a excitava, eu soube que estávamos abrindo uma porta que não conseguiríamos mais fechar. E eu não queria fechá-la.
Todo mundo na faculdade sabia como eu era, e o vigilante da entrada bastou uma sorrida para entender que naquela tarde, depois da faxina, eu não iria embora tão cedo.
Nunca tinha sentido tanto com um simples roçar de coxas. Quando ela se ajeitou atrás de mim no ônibus lotado, eu soube que aquela viagem não terminaria como as outras.
Desceu do plano do prazer para um apê em Ruzafa e, no instante em que o desejo da rua roçou sua pele, soube que nem a roupa mais folgada conteria o que era.
Eu demorava de propósito para lhe entregar o casaco, curtindo os homens olhando para ela. Não imaginei que um deles se atreveria a tanto na minha frente.
Você não nos conhecia de nada, mas passou a tarde toda com a mão dentro da sunga, nos vendo brincar. E nós sabíamos disso desde o começo.
Desci do carro achando que ia defendê-lo e acabei vendo-o com uma desconhecida sentada no colo dele. O que fiz depois não planejei: simplesmente parei de ter medo.
Ela chorava bêbada no meu ombro dizendo que ninguém mais a desejava. Não imaginava que, naquela mesma noite, na areia, eu ia provar exatamente o contrário.