Testei meu novo brinquedo no meio do supermercado
Eram duas da manhã quando um vídeo me colocou a ideia na cabeça. Dias depois, eu andava pelo supermercado com um segredo vibrando entre as pernas.
Eram duas da manhã quando um vídeo me colocou a ideia na cabeça. Dias depois, eu andava pelo supermercado com um segredo vibrando entre as pernas.
Naquela manhã, abri as cortinas com a ideia de espiar as camareiras. Não imaginei que seria uma desconhecida na janela da frente que não tiraria os olhos de mim.
Fechei a porta e liguei o notebook para deixar a imaginação terminar o que um desconhecido tinha começado no meio da multidão da plataforma.
Só queria descansar um pouco na maca. Não imaginei que terminaria com a mão dentro da roupa, mordendo o lábio para ninguém no corredor me ouvir.
Chego em casa, fico nua no sofá e perco a conta. É minha rotina, meu segredo, a única coisa de que realmente preciso no fim do dia.
Cheguei quarenta minutos adiantada, desliguei o motor no estacionamento subterrâneo e então o cheiro daquela madrugada voltou a mim como uma corrente.
Nunca pensei que ver uma desconhecida se tocar ao amanhecer acenderia em mim um desejo tão forte que, naquela mesma noite, eu acabaria num parque, perdendo toda a vergonha.
Faltava mais de uma hora para chegar, o assento ao lado estava vazio e aquela coceira entre as pernas não me deixava pensar em outra coisa.
Quando me ajoelhei na areia com o sol batendo nas minhas costas, não imaginei que alguém observava cada movimento do outro lado do rochedo.
O namorado dela brincava no celular a um metro de distância enquanto ela entreabria a cortina do provador e, toda vez que se despia, conferia com o olhar que eu ainda estava ali.
Quando tirei o sutiã do biquíni na frente de Carolina, o rosto dela mudou. E então eu soube que aquela tarde eu não sairia da praia sendo só a amiga dela.
A sala estava quase vazia. Meu marido se levantou para buscar as bebidas e, antes de sair, tinha erguido minha saia e meu suéter o bastante para que o amigo dele não desviasse o olhar.
O parque estava vazio às nove. Quando as três silhuetas escuras apareceram no fim do caminho, eu soube que não chegaria em casa como a mesma pessoa.
De dia parecia a mais inocente de todas. De madrugada, com a porta fechada, eu descobria uma versão de mim que ninguém jamais teria imaginado.
Pedi ao meu amigo que me acompanhasse para realizar algo que eu vinha imaginando havia anos: deixar que desconhecidos me vissem. Não esperava o quanto isso me faria gostar.
Nunca tinha tirado a blusa ao ar livre. Eu estava com o coração disparado e as mãos tremendo, mas algo em mim precisava saber como era ser vista por um desconhecido.
Ele me pediu pela tela e eu obedeci: abrir a janela, deixar a roupa cair e deixar que aqueles homens me olhassem sem pudor.
Nunca tive privacidade para nada. Naquela tarde, num banco vazio e com a saia levantada, entendi que finalmente podia fazer exatamente o que quisesse.
Levei meia hora caminhando quando o calor entre minhas pernas deixou de ser só uma ideia e virou urgência. O muro de cimento estava frio; eu ardia.
Eu tinha terminado todo o trabalho, não havia ninguém no andar e o calor me deixava inquieta. Naquela tarde, decidi brincar com fogo sobre a mesa.