Meu namorado me desfilou quase nua pelo supermercado
Saí de casa com um suéter que deixava tudo transparente e sem nada por baixo. Meu namorado caminhava atrás de mim, olhando, enquanto os olhos dos outros percorriam meu corpo inteiro.
Saí de casa com um suéter que deixava tudo transparente e sem nada por baixo. Meu namorado caminhava atrás de mim, olhando, enquanto os olhos dos outros percorriam meu corpo inteiro.
Entrei no banheiro usando a tanga e saí com ela enrolada no cabelo. Eu não imaginava que a fila para entrar na sala seria a parte mais longa da noite.
O vapor apagava os rostos e os nomes. Só restava o calor, o olhar fixo em mim e a certeza de que nenhum dos dois ia parar.
Ela se levantou da mesa, virou-se e me olhou de um jeito que não deixava dúvidas. Fui atrás sem pensar, com o coração batendo forte no peito.
Apoiei as mãos na parede fria, respirei fundo e entendi que do outro lado alguém esperava a permissão invisível para começar a me tocar.
Ele mandou eu abrir as pernas e apoiar as mãos na nuca. O que parecia uma revista de rotina era, na verdade, o começo do meu jogo.
Estávamos sozinhos na montanha, ou eu achava, até sentir uns olhos cravados em nós da cabana ao lado e não querer que parasse.
Diego se tocava pensando em Nadia quando seu desejo abriu uma porta fechada havia mil e oitocentos anos. O que cruzou tinha fome, e a cidade seria seu banquete.
Ninguém sabia por que eu sempre estacionava no mesmo trecho deserto. Naquela tarde, um corredor virou o rosto para minha janela e percebeu tudo.
Eu estava grávida, sozinha e mais quente do que nunca; quando aqueles dois homens se ofereceram para me acompanhar até em casa, eu já sabia o que ia deixar acontecer entre nós três.
Ele tinha vinte e poucos anos, uma esposa magra nadando lá embaixo e uns olhos famintos que me imploravam sem saber. Naquela tarde, eu lhe ensinei quem manda.
No banheiro me esperava um nécessaire com um bilhete: «vista tudo e ligue». A partir desse instante deixei de decidir sobre o meu próprio corpo.
Saí de casa com a calcinha dobrada no bolso e três frases que eu não escolhi escritas na pele. Cada aula me deixava mais perto do limite, sem permissão para gozar.
Me deram a escolher entre três anos de cadeia ou me tornar o cachorro submisso da minha mulher. Escolhi errado, e naquela noite no O Reservado eu entendi tudo.
Ela só ia aconselhá-lo sobre um avental. Não imaginava que, diante do vendedor, ele a apontaria como a criada que vieram vestir.
Entrei no carro com cada peça escolhida por ele e soube que naquela tarde meu único trabalho seria obedecer enquanto as pessoas passavam sem desconfiar de nada.
O táxi avançava no escuro quando Lena tirou o lenço e cobriu seus olhos. Bruna confiou na melhor amiga sem imaginar aonde aquela noite a levaria.
Quando Bárbara deixou a sandália pendurada na ponta dos dedos, soube que eu obedeceria ali mesmo, no saguão, acontecesse o que acontecesse.
Três dias aguentando seus caprichos foram suficientes: desta vez Renata não pretendia deixar passar nem mais uma, e Daniela estava prestes a descobrir até onde ia sua paciência.
Renata vinha aguentando havia semanas os olhares do vizinho do segundo andar. Naquela tarde, decidiu que ele e a mulher aprenderiam, de uma vez, quem mandava no prédio.