Toda segunda-feira imagino a mesma coisa com minha colega de escritório
Às dez em ponto entro na sala de reuniões e, enquanto o chefe fala de cifras, minha cabeça vai para um lugar onde ela e eu não respeitamos regra nenhuma.
Às dez em ponto entro na sala de reuniões e, enquanto o chefe fala de cifras, minha cabeça vai para um lugar onde ela e eu não respeitamos regra nenhuma.
Ela senta duas cadeiras à minha esquerda e, enquanto a família conversa, minha cabeça já a coloca de pernas abertas sobre minhas coxas. Ninguém sabe. Nem ela. Ainda.
Quando meu marido se levantou para ir ao banheiro, eu soube que o homem da mesa ao lado viria se aproximar. Eu ainda não tinha dito a ele que tinha medo de voltar a algo assim.
Eu vinha me apagando em silêncio havia doze anos. Nessa noite, coloquei o vestido que ele odiava, saí sem avisar e não voltei a ser a mesma mulher.
Tirei a rola fingindo mijar sob a árvore, esperando ver se aquele desconhecido se atrevia a se aproximar na penumbra do parque.
Marquei de vê-lo pelo app em vinte minutos. Não imaginei que naquela mesma noite um desconhecido ia decidir por mim o que meu corpo faria e para quem eu o entregaria.
Passada a meia-noite, coloquei os saltos vermelhos, abri o portão com o controle e saí para caminhar. Só queria me sentir vista. Não esperava que alguém parasse.
Cheguei às duas da manhã com a boca seca e uma única ideia na cabeça: naquela noite eu não colocaria limite nenhum, acontecesse o que acontecesse entre os pavilhões.
Vinte anos casados e cada um escondia seu próprio segredo: ele em banheiros alheios, eu ainda sem saber o que aquela mulher da ioga estava prestes a despertar em mim.
Pedi que ela abrisse as pernas no posto e o frentista quase arregalou os olhos. Naquela manhã entendemos que o tesão de ser observados podia com a gente.
Saí do trabalho sem calcinha e com a blusa entreaberta. Só queria sentir o ar entre as pernas. Não imaginava quem encontraria no vagão.
Achei que estava sozinho entre as árvores, até que um estalo mudou tudo e eu entendi o quanto desejava ser encontrado assim, nu e entregue.
A menos de cem metros da música e do champanhe, ela abriu as pernas ao sol sem saber que alguém vinha pelo caminho. E, quando o viu, já era tarde demais para fechá-las.
Eles achavam que a enseada estava vazia. Eu seguia atrás da pedra, sem respirar, vendo ela se mover sobre ele enquanto o céu ficava laranja.
Tenho 55 anos, um marido tranquilo e sonhos que me deixam o corpo em chamas. Numa festa, no depósito de um restaurante, entendi que não dava mais para fingir.
Saí daquela reunião com o sangue fervendo. Nessa noite eu não queria brincar de leve: queria destruir os dois meninos que me esperavam de joelhos no colchão.
Entrou no provador em frente a mim com sete biquínis. A cortina não fechou direito, e a partir do terceiro ela soube que eu a estava olhando.
Quando atravessei a cortina com a placa de «só machos», não imaginava que acabaria segurando um pau enquanto o dono dele era fodido na minha frente.
Quando o whisky caiu no meu vestido rosa, soube que aquele casamento não terminaria como eu imaginava. Nem que o tio da noiva me encontraria no corredor mais escuro.