Minha primeira noite de voyeur em um clube swinger
Às duas da manhã, naquela sala com luzes vermelhas, parei de fingir que tinha ido só acompanhar meu marido. Eu estava olhando. E estava gostando demais.
Às duas da manhã, naquela sala com luzes vermelhas, parei de fingir que tinha ido só acompanhar meu marido. Eu estava olhando. E estava gostando demais.
Cinco primos, um amigo e uma sauna isolada. Aquela despedida ia começar num jacuzzi com duas bocas se revezando na minha rola e terminar ao amanhecer.
Cruzei olhares com ele na lanchonete da área de serviço. Soube que ele ia me seguir até o banheiro, e soube que dali eu não sairia igual a como entrei.
Os óculos escuros nos deram a permissão perfeita: ele olhava as garotas de topless, eu olhava os homens, e os dois sabíamos o que viria depois.
Naquela manhã decidi sair sem nada sob a saia. Eu não queria ser tocada, só observada. E na sorveteria do segundo andar alguém percebeu.
Achei que a escuridão do cinema ia me distrair do fracasso com ela. Não contava com que o mesmo senhor que nos surpreendera meses atrás estivesse lavando as mãos ao meu lado.
Vi o motorista nos observando pelo retrovisor e, em vez de me cobrir, deixei que ele abaixasse meu top. Às três da manhã, meu ex e eu éramos um espetáculo grátis.
A cerveja tinha nos deixado carinhosos e o terraço parecia vazio. Até eu ver o brilho de uns binóculos nos mirando do morro.
Quando levantei os olhos entre o capim, dois faróis se apagaram a trinta metros. Dentro do carro, uma sombra imóvel não parava de nos observar.
Passei o verão inteiro esperando a enseada esvaziar. Encontrei-a deserta, sim, mas o vento me trouxe uns gemidos atrás das dunas que precisei ir buscar.
Quando me agachei para pegar uma revista na prateleira mais baixa, senti o ar frio entrar inteiro entre minhas pernas. Três pares de olhos se ergueram ao mesmo tempo. Não baixei a saia.
Cada vez que entro num provador, deixo a cortina só um pouco aberta. Quem olha do outro lado nunca imagina que eu estou esperando por ela. E quase sempre alguma entra no jogo.
Quando entendi que o que me excitava não era olhar, mas ser olhada, procurei o barracão vazio atrás de casa no Ano-Novo e deixei a calcinha cair de propósito.
Três cervejas, um baseado e uma mesa isolada na varanda. A adrenalina de saber que qualquer um podia aparecer era exatamente o que queríamos naquela noite.
Ofereci meu assento quando ela entrou e, poucas estações depois, a mão dela já buscava o zíper da minha calça, enquanto a enfermeira da frente olhava sem disfarçar.
Quando desci do carro com a blusa colada ao corpo e a tanga marcada na calça, não esperava que o olhar daquele homem ficasse preso em mim durante a entrevista inteira.
Cheguei na hora exata, mas eles não apareciam. Até receber a foto: minha namorada de joelhos diante do meu namorado, no banheiro do fundo, esperando eu finalmente entrar.
Mal as luzes se apagaram, ela se levantou da poltrona e se acomodou na frente de nós dois. O que veio depois não foi nenhum trailer.
O terraço envidraçado deixa minha silhueta visível para fora. Naquele dia, enquanto eu estendia roupa nu, ouvi duas vozes de garotas rindo bem embaixo da minha janela.
Três amigas, uma pista de dança e uma decisão que mudou a madrugada. Foi isso que aconteceu quando parei de procurar Renata e a encontrei exatamente onde não devia olhar.