Ajoelhei-me diante dele e sussurrei: me usa
Saí daquela loja tremendo de desejo, sem imaginar que naquela mesma semana terminaria de joelhos, implorando para me usarem sem um pingo de ternura.
Saí daquela loja tremendo de desejo, sem imaginar que naquela mesma semana terminaria de joelhos, implorando para me usarem sem um pingo de ternura.
Meu amante me deixou querendo mais, mas meu marido sabia exatamente como me tratar: sem romantismo, sem piedade, como a submissa que eu sou.
Sentei no centro da sala fingindo ser uma paciente inconsciente. Ninguém sabia que, a cada mão que me imobilizava, eu me desfazia por dentro pensando nele.
Sentei naquela cadeira fingindo uma emergência, mas sob o top sem sutiã meu corpo só obedecia a uma voz que não estava na sala: a do meu amo.
Dirigi até a fábrica abandonada com o coração disparado. Tirei a roupa entre os vidros quebrados e cruzei a porta sem saber o que me esperava nos andares de cima.
Desci para a cozinha de pijama, sem nada por baixo, sabendo que ele estaria acordado. A tensão vinha crescendo havia dias e, naquela noite, decidi que não ia me conter mais.
Saí da academia com a mesma roupa de sempre e todos os olhos em cima de mim. Naquela noite entendi que não queria mais esconder o quanto me excitava ser desejada.
Voltei ao colégio naquela tarde com a desculpa de estudar na biblioteca, mas nenhuma de nós ia abrir um único livro. Íamos por eles.
Sempre achamos que ninguém nos via. Foi essa mentira que contávamos a nós mesmos o começo de tudo o que veio depois, noite após noite.
Servi a essa casa desde menino e vi como a cabeleira de fogo daquela mulher punha de joelhos os homens mais poderosos do vale, um por um, conforme o dia da semana.
Minha amiga me prometeu uma noite de fantasias e descontrole. Vesti a fantasia mais ousada da sex shop e saí sem imaginar o que me esperava naquele bar.
Sempre tive nojo de banheiros públicos, mas naquele dia não tive escolha. O que eu não imaginava era o que encontraria ao voltar correndo pelo celular que tinha esquecido sobre a caixa d’água.
Tinha sessenta anos e um casamento adormecido quando notei que o rapaz da casa ao lado me espionava entre as sebes. Não me cobri. Entrei no jogo dele.
Nessa quinta-feira eu não tinha aula e a manhã era minha. Abri a água, fechei os olhos e me deixei levar... sem imaginar que umas botas apareceriam na ventilação.
Eu tinha me acostumado a ser observada, mas naquela tarde, sozinha na cachoeira, decidi que dessa vez não ia me cobrir quando o descobrisse escondido entre as árvores.
Ele fechou a porta do quarto com toda a minha roupa nas mãos e me deixou de joelhos, nua, com uma única ordem: «Te espero no carro».
Quando nos levou ao palco e começaram as apostas sobre o que usávamos por baixo do vestido, entendi que a festa de luxo tinha saído do normal.
Havia quinze anos eu o cumprimentava na praia sem imaginar o que aquele homem via todas as noites através do vidro do banheiro, enquanto eu achava que estava sozinha.
Às quatro da manhã, trancado sob os lençóis com o telefone da minha mãe, comecei a abrir pasta por pasta sem imaginar que nada jamais seria igual.
A janela do nosso quarto dava bem de frente para o terraço dele. Naquela noite entendi que a ideia de ser observada me excitava mais do que eu jamais admitiria.