O que meu vizinho me mostrou pela janela
Abri a cortina só o bastante para confirmar minha suspeita: ele estava lá fora, com a mão metida na calça, esperando ver algo que não deveria ter visto.
Abri a cortina só o bastante para confirmar minha suspeita: ele estava lá fora, com a mão metida na calça, esperando ver algo que não deveria ter visto.
Achávamos que seria um trajeto de vinte quadras. Nem Lucía nem eu imaginávamos que desceríamos daquele ônibus como duas mulheres completamente diferentes.
Saí sozinha para explorar a área norte e um golpe na nuca mudou tudo. Acordei cercada por estranhos, sem roupa e sem nenhuma chance de escapar.
Deixei as cortinas abertas de propósito e fingi não vê-lo. Ele, parado na sua laje, não perdia um só detalhe do meu corpo nu.
Toda semana olhávamos as fotos da entrada sem ousar entrar. Na noite em que cruzamos a porta, descobri até onde eu era capaz de ir com ele me olhando.
Levo trinta anos fingindo ser a mulher recatada que meu marido acha ter libertado. O que ele não sabe é que neste cruzeiro sou eu quem controla o jogo.
Quando ela me disse o que realmente a excitava, eu soube que estávamos abrindo uma porta que não conseguiríamos mais fechar. E eu não queria fechá-la.
Conectei o sistema do escritório só para vigiar a obra. O que apareceu na tela foi minha mulher tirando o biquíni diante dele.
Desceu do plano do prazer para um apê em Ruzafa e, no instante em que o desejo da rua roçou sua pele, soube que nem a roupa mais folgada conteria o que era.
Eu demorava de propósito para lhe entregar o casaco, curtindo os homens olhando para ela. Não imaginei que um deles se atreveria a tanto na minha frente.
Você não nos conhecia de nada, mas passou a tarde toda com a mão dentro da sunga, nos vendo brincar. E nós sabíamos disso desde o começo.
Quando senti o olhar dele cravado nas minhas costas da janela da frente, soube que naquela tarde eu não ia comprar pão: ia dar a ele algo muito melhor.
Nunca pensei que ver outro homem olhando para minha namorada nua, com as pernas abertas sobre a areia, seria a coisa mais excitante que eu sentiria na vida.
Deixei o vestido cair na varanda sabendo que ele me observava do outro lado do vidro. E soube que meu marido tinha planejado tudo.
Ninguém naquela trilha imaginava o que eu levava vestido sob a roupa, nem a mulher selvagem que o roçar do ar acabou despertando naquela tarde.
Eram duas da manhã quando um vídeo plantou a ideia na minha cabeça. Dias depois, eu caminhava pelo supermercado com um segredo vibrando entre as pernas.
Ela abriu as pernas no chão da sala e me lançou um desafio que eu não soube recusar: me mostra, e se toca pra mim. A amiga dela continuava dormindo no sofá.
Chego em casa, fico nua na poltrona e perco a conta. É minha rotina, meu segredo, a única coisa de que realmente preciso no fim do dia.
Eu estava sozinho, o calor era insuportável e a água corria morna sobre minha pele. Então me veio uma ideia que eu vinha imaginando havia meses e nunca tinha tido coragem de fazer.
Liguei o vibrador, abri um jogo de bingo e me prometi uma regra para cada bolinha. O que aconteceu depois levou semanas para eu contar a alguém.