Confesso o que desejo cada vez que ela se ajoelha
Estamos juntos há anos e ainda há algo que não ouso pedir. Cada vez que ela se ajoelha diante de mim, a fantasia volta e eu mal consigo me calar.
Estamos juntos há anos e ainda há algo que não ouso pedir. Cada vez que ela se ajoelha diante de mim, a fantasia volta e eu mal consigo me calar.
Estava há um mês e meio enjaulada por ordem de Bruna. Naquela manhã, quando a chave enfim girou, nem o bairro inteiro conseguiu conter o que se desencadeou.
Ela deixou os baús sobre a cama e me mandou provar cada peça. Naquela noite, entendi que a viagem não era um destino, mas a prova de quanto eu lhe pertencia.
Pedi ajuda para chegar ao banheiro com aquela fantasia impossível. O que ela fez quando fechou a porta atrás de nós não estava no meu contrato.
Eu tinha entrado na torre para cobrar uma velha dívida. O que eu não esperava era ficar imóvel atrás da cortina, prendendo a respiração, incapaz de desviar o olhar.
Todas as manhãs ela entrava no prédio sabendo que, em suas mãos, estava o destino de cada homem que atravessava aquela porta. E ela adorava.
Cada manhã coloco as algemas antes de sair para o campo. Ninguém me obriga: faço isso porque o peso da corrente nos tornozelos é a única coisa que me faz sentir viva.
Quatro homens, dois buracos na parede e uma única regra: eu não podia saber quem era quem. Só suas picas iam entregá-los.
Começou como um e-mail de admiração pelos meus relatos. Terminou comigo olhando suas fotos às escondidas, querendo cruzar um oceano para tocá-la uma única vez.
Quando criamos o perfil, não queríamos sexo às cegas, e sim alguém que entendesse o nosso lance. Diego e Valeria nos escreveram uma noite, e tudo mudou.
Ela me deixou a calcinha na mesinha de cabeceira como todas as noites. Mas dessa vez entrei no quarto dela sem avisar e encontrei algo que mudou tudo entre nós.
Eu estava sozinho no apartamento dela quando vi as sandálias ao lado do sofá. Eu sabia que não devia tocá-las, mas naquela noite descobri do que eu era capaz por uma obsessão que jamais confessei.
Não eram minhas e era justamente isso que as tornava irresistíveis. Ergui-as do chão da lavanderia sabendo que naquela noite faria com elas tudo o que vinha imaginando havia meses.
Eu achava que só assistiria à filmagem do filme mais sujo da Europa. Não me avisaram sobre as duas poltronas nem sobre a mulher ao meu lado.
Pedi que ele calçasse meus saltos para eu ficar uma cabeça acima dele, e no rosto dele entendi que naquela noite ele não mandava em nada.
Às dez em ponto entro na sala de reuniões e, enquanto o chefe fala de cifras, minha cabeça vai para um lugar onde ela e eu não respeitamos regra nenhuma.
Naquela noite deixei meus filhos dormindo, me vesti como uma secretária e desci ao estacionamento tremendo. Ia me postar numa esquina à espera de clientes.
Achei que vender algumas fotos seria inofensivo. Mas naquela noite, com o telefone em uma das mãos, descobri o quanto desejava alguém que era apenas meu amigo.
São onze da noite, eu volto a estar sozinha e tua última mensagem ainda brilha na tela. Apago a luz, e então minha mente — e minhas mãos — decidem por mim.
Não sei quem você é nem onde está, mas enquanto escrevo isto te imagino me lendo, e é essa ideia que está encharcando minha calcinha.