Deixei a porta entreaberta para que minha prima me ouvisse
Eu sabia a hora exata em que ela voltaria. Deixei a porta entreaberta, apaguei a luz e esperei ouvir seus passos no corredor para começar.
Eu sabia a hora exata em que ela voltaria. Deixei a porta entreaberta, apaguei a luz e esperei ouvir seus passos no corredor para começar.
Entrei no chuveiro para tirar o cansaço do dia e acabei sentada no chão, com o jato entre as pernas, chamando você em voz baixa.
Começou como uma brincadeira vendo vídeos na cama. Terminou com as duas dobradas sobre o colchão, tentando algo que nunca julgamos possível.
Nunca quis fazer câmera. Até que uma noite apostei na curiosidade e um usuário sem rosto me pediu para ficar a sós comigo.
Eu procurava algo diferente naquela tarde, algo que me tirasse do tédio. Encontrei um desconhecido disposto a me olhar enquanto eu me deixava ser vista.
Levei meia hora caminhando quando o calor entre minhas pernas deixou de ser só uma ideia e virou urgência. O muro de cimento estava frio; eu ardia.
Apago a luminária, fecho os olhos e deixo a voz dela do outro lado da parede marcar o ritmo da minha mão. Ela já não é minha, mas eu ainda gozo pensando nela.
Ele não sabe que, quando fecha a janela do chat, eu apago a luz e deixo minhas mãos fazerem o que as dele jamais poderão me fazer de tão longe.
A chuva batia na janela e a casa estava em silêncio. Eu tinha a tarde inteira para mim e, pela primeira vez, decidi parar de imaginar e sentir de verdade.
Imaginou-se na escuridão, com o jaleco aberto e mãos desconhecidas a percorrendo sem pedir licença. E, pela primeira vez, não quis que parassem.
Eu nunca a tinha visto, não sabia o nome dela, mas naquela noite as frases dela me tocaram mais fundo do que alguém me tocava havia anos. E eu me deixei levar.
O sussurro vinha do quarto dos meus pais, e quando espiei na escuridão já não consegui me mexer. Então minha irmã apareceu do outro lado do corredor.
Eu tinha terminado todo o trabalho, não havia ninguém no andar e o calor me deixava inquieta. Naquela tarde, decidi brincar com fogo sobre a mesa.
Nunca tinha me atrevido a me ver enquanto me tocava. Naquela tarde, coloquei o celular em frente à cama, respirei fundo e aprendi algo novo sobre meu desejo.
Nunca pensei que um objeto tão idiota como um pente pudesse me deixar tremendo, sozinha no meu quarto, mordendo os lábios para não gritar.
Achei que seria só mais uma conversa para matar o tédio. Mas quando ele começou a escrever, fechei os olhos e deixei suas palavras fazerem o que nenhuma mão tinha feito em meses.
Não havia ninguém em casa, nem plano, nem desculpa. Só eu, o sofá diante da janela e a ideia perigosa de deixar tudo à vista.
Achei que estava sozinho em casa. Deixei a porta do banheiro aberta, fechei os olhos e disse o nome dela em voz alta sem imaginar que ela já tinha voltado.
Passamos a tarde inteira trancados no quarto, e mesmo assim ele ainda estava acordado no banheiro. A curiosidade venceu o sono, e o que vi mudou tudo.
Quando senti a ereção dele apertada contra minha bunda, soube que não ia me mexer. E soube também que, na próxima estação, nós dois íamos descer.