Descobri um fetiche que me deixou sem fôlego
Tenho vinte e quatro anos e ainda estou aprendendo o que me acende. Naquela tarde, com a mão no meu pescoço, descobri algo que eu não sabia que precisava.
Tenho vinte e quatro anos e ainda estou aprendendo o que me acende. Naquela tarde, com a mão no meu pescoço, descobri algo que eu não sabia que precisava.
Três manhãs por semana ela limpava o corredor bem do outro lado da minha escrivaninha. E três manhãs por semana eu aprendi a não desviar os olhos do vidro.
Demorou dois dias para chegar e, nesses dois dias, eu não pensei em outra coisa. Quando finalmente abri a caixa, soube que naquela noite ia me conhecer de um jeito novo.
Tranquei a porta, respirei fundo e me disse que naquela tarde finalmente ia descobrir do que meu corpo era capaz quando ninguém me olhava.
Começou como um jogo solitário à meia-noite. Quando terminei, tinha descoberto algo sobre meu próprio prazer que eu jamais conseguiria fingir que não sabia.
Eu esperava a casa ficar em silêncio para apagar a luz, abrir a gaveta e descobrir até onde eu era capaz de chegar sozinha.
Pedi uma foto do meu marido e me veio a de outro homem: um desconhecido perfeito. Nessa noite, não imaginei até onde aquela imagem me levaria enquanto eu dormia.
Eu estava havia um ano sem escrever para ele. Naquela tarde, abri o e-mail, digitei seu nome e, antes de pensar, já contava exatamente o que queria que ele me fizesse.
Faltava mais de uma hora para chegar, o assento ao lado estava vazio e aquela coceira entre as pernas não me deixava pensar em outra coisa.
Prometi a mim mesma que nunca mais sentiria falta dele. Então por que esta noite estou com a mão entre as pernas e o nome dele preso na garganta?
Eu estava há dias excitada e sem um minuto a sós. Nessa sexta, reservei um quarto, tirei o vibrador da caixa e decidi que a noite era minha.
Toda manhã é igual: abro os olhos com o corpo em chamas e a cama revolta, sabendo que nenhum travesseiro vai bastar para acalmar o que eu realmente peço.
Eu tinha dezenove anos e nunca tinha me atrevido a me explorar. Naquela tarde, com a casa em silêncio, decidi imitar o que via na tela.
O abraço dele me subiu pelo corpo com um calor que eu não soube explicar. Só sabia que, assim que ficasse sozinha, teria de terminar o que ele tinha começado.
Ela desceu o pelúcia da prateleira mais alta, escolheu o vídeo certo e se preparou para uma sessão que ninguém mais jamais conheceria.
Aos sessenta e quatro eu achava que essa parte de mim estava apagada para sempre. Bastou uma ligação e uma cenoura para provar o quanto eu estava enganada.
Eu passava semanas me mostrando para ela na câmera. Naquela noite, com uma única frase sussurrada, ela me pediu algo que mudou para sempre o que eu achava querer.
Nunca os vi. Só ouvi cada palavra, cada batida da cabeceira na parede, e de repente o prazer deles também virou o meu.
De dia parecia a mais inocente de todas. De madrugada, com a porta fechada, eu descobria uma versão de mim que ninguém jamais teria imaginado.
Entrei no e-mail há meia hora, com as pernas já inquietas. Queria saber quantos tinham se tocado pensando em mim. Foram mais do que eu imaginava.