O que faço sozinha com os e-mails dos meus leitores
Entrei no e-mail há meia hora, com as pernas já inquietas. Queria saber quantos tinham se tocado pensando em mim. Foram mais do que eu imaginava.
Entrei no e-mail há meia hora, com as pernas já inquietas. Queria saber quantos tinham se tocado pensando em mim. Foram mais do que eu imaginava.
Levei a calcinha para casa como se fosse só mais uma peça, mas assim que a aproximei do nariz soube que aquela mulher tinha planejado tudo desde o início.
Pedi a um amigo que me acompanhasse para realizar uma fantasia que alimentava havia anos: deixar desconhecidos me olharem. Eu não esperava gostar tanto.
Nunca tinha tirado a blusa ao ar livre. Eu estava com o coração disparado e as mãos tremendo, mas algo em mim precisava saber como era ser vista por um desconhecido.
Faz meses que durmo sozinho. Mas quando a insônia aperta, volto a tê-la por cima de mim, gemendo meu nome como antes de tudo se quebrar.
Diante da tela, com um pano entre os dentes para não gritar, obedeci a cada ordem de um homem que eu nunca tinha visto. E faria isso de novo.
Tinham se passado oito anos desde a última vez que eu me despi diante daquela câmera. Nessa noite voltei a ligá-la, e do outro lado ele ainda me esperava.
Ele me pediu pela tela, e eu obedeci: abrir a janela, deixar a roupa cair e permitir que aqueles homens me olhassem sem pudor.
Nessa manhã não havia ninguém em casa para me ouvir. Só o espelho, meus saltos e a voz de um homem que vivia dentro da minha cabeça.
Tudo começou por uma foto no celular. Dez dias depois, eu não consigo acordar sem pensar no momento do dia em que vou me tocar de novo.
Adoro a soneca quando estou sozinha em casa. Hoje o frio da tempestade arrepiou minha pele e, sem perceber, só conseguia pensar em como você me olharia.
Chove, não tem ninguém em casa e a série que coloquei para dormir acabou virando outra coisa. Então me lembrei de onde guardava meu brinquedo vermelho.
Ele morava bem em frente a mim e nunca tinha me olhado duas vezes. Naquela tarde, decidi que isso ia mudar, mesmo que eu tivesse que cruzar o corredor sem sutiã.
Eram dez da manhã, eu estava sozinha em casa e só conseguia pensar nas mãos dele. Hoje, enfim, estaríamos a sós e eu precisava acalmar o que ele despertava em mim.
O grande desgraçado tinha usado o próprio corpo dela como inspiração, e agora ela tremia diante da tela sem saber se o que sentia era raiva ou desejo.
Guardei-o na bolsa às pressas, mas naquela tarde tirei-o por outro motivo: estava sozinha, entediada e excitada demais para me segurar.
Passei o dia inteiro com a calcinha úmida só de pensar no que me esperava em casa. A caixa continuava fechada sobre a cama, e eu já não aguentava mais.
Pensou nele o dia todo. Agora, sob os lençóis e com a chuva batendo no vidro, sua mão começa a percorrer o que a imaginação já tinha prometido.
Nunca tive privacidade para nada. Naquela tarde, num banco vazio e com a saia levantada, entendi que finalmente podia fazer exatamente o que quisesse.
Nunca tinha me tocado. Naquela tarde, atrás de uma porta mal fechada, entendi por que meu corpo vinha me pedindo há anos algo que eu não ousava lhe dar.