Descobri que só gozava dentro da minha cabeça
Nenhum homem me fez gozar. Descobri isso tarde, depois de anos de mãos alheias e orgasmos fingidos: o único corpo que sabia exatamente o que o meu queria era o meu próprio.
Nenhum homem me fez gozar. Descobri isso tarde, depois de anos de mãos alheias e orgasmos fingidos: o único corpo que sabia exatamente o que o meu queria era o meu próprio.
Prometi a mim mesma não me tocar até chegar em casa, mas entre o trabalho, a academia e um desconhecido bonito demais, meu corpo tinha outros planos.
Eu estava entediada, estressada e com tesão quando uma garota de cabelo lavanda apareceu no meu privado e perguntou se eu queria mais que um simples chat de jogo.
Pedi para ela vestir o short mais curto que tinha. Queria ver como os operários olhariam para ela enquanto passava, e como ela aguentaria o dia inteiro com aquela roupa.
Apaguei a TV quando ela subiu para dormir, mas a cena continuava se repetindo na minha cabeça com o rosto da minha irmã no lugar da atriz.
Achei que seriam só mais algumas fotos em troca de uns dólares. Mas quando me pus de quatro diante da câmera, soube que naquela noite o desejo seria só meu.
Às quatro da manhã, sozinho na fornada, ele descobriu que o divórcio não tinha despertado nele os desejos de sempre: tinha despertado outros, com nome de vizinho.
Imagino uma mulher parecida comigo: a mesma pele macia, a mesma boca. Nos acariciamos devagar até não haver mais volta e eu finalmente realizo o que sonhei sozinha por tantas noites.
Ia para o escritório com o plug no lugar e as meias sob a roupa, sonhando com o que minha mulher faria comigo quando voltasse. Nessa noite, no palco, tudo mudou.
Tem manhãs em que acordo molhada, com os mamilos duros e um único pensamento fixo. Começou mais uma das minhas semanas de cio e ninguém em casa imagina o que escondo.
Aceitei o desafio sem imaginar que a quinta foto me levaria a uma enseada deserta, diante de um desconhecido deitado sob o último raio de sol.
Ela releu a mensagem quatro vezes e o coração batia como aos vinte. Tinha cinquenta e nove anos e uma desconhecida acabara de despertar algo que ela acreditava perdido para sempre.
Me maquiei diante do espelho, sorri e voltei para a cozinha com um plano que nenhum deles imaginava. Nessa noite, o cardápio fui eu quem escolheu.
Às dez em ponto entro na sala de reuniões e, enquanto o chefe fala de cifras, minha cabeça vai para um lugar onde ela e eu não respeitamos regra nenhuma.
Ela senta duas cadeiras à minha esquerda e, enquanto a família conversa, minha cabeça já a coloca de pernas abertas sobre minhas coxas. Ninguém sabe. Nem ela. Ainda.
Ele só queria uma camisa decente. Mas então ela ergueu o olhar do balcão, e a cabeça de Andrés começou a inventar o que nunca iria acontecer.
Eu guardava esse desejo trancado havia anos. Numa madrugada de excesso e coragem, contei tudo ao meu melhor amigo — e ele resolveu tornar real.
Achei que ela me contava aquelas histórias para me deixar com ciúmes. Demorei a entender que o que acendia em mim era algo muito mais escuro e difícil de admitir.
Nós tínhamos falado mil vezes em sussurros e eu nunca achei que aconteceria. Mas naquela noite ela se ajoelhou no meio do quarto e eu só pude me sentar para olhar.
Fazia uma semana que ele dormia colado às costas dela para acalmar a bebê. Uma semana fingindo não notar o que acontecia entre os dois no escuro.