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Relatos Ardientes

O namorado o vestiu de coelhinho para sair à rua

A estreia de Adrián do outro lado do Atlântico não era apenas uma notícia esportiva para quem o acompanhava de Vigo. Para Téo e Nico, era a desculpa perfeita, o pretexto que esperavam havia semanas para se reencontrarem.

A partida era disputada de madrugada por causa da diferença de fuso horário: começava às onze da noite na Espanha e terminava depois da uma, quando a cidade dormia e apenas eles continuavam acordados.

Uma hora de trem os separava. Téo morava na cidade; Nico, numa cidadezinha do interior. Convencer a mãe de Nico foi um exercício de paciência e meias-verdades sussurradas ao telefone.

—Mãe, por favor, é a estreia do Adrián, nós o conhecemos na viagem. Téo tem espaço na casa dele e os pais dele vão preparar uma cama no chão para mim. Volto amanhã cedo, juro —implorava Nico, andando pelo quarto com o celular grudado à orelha.

—Não sei, filho —suspirou ela do outro lado—. Esse Téo não me inspira confiança. Ele é tão... estranho, com esse jeito de se vestir. Não quero que você ande com gente que não sabe o que é ser homem como Deus manda.

As palavras espetavam como farpas, disfarçadas de preocupação. Nico cerrou os dentes.

—Mãe, o Téo é gente boa. Só é diferente. Ele é importante para mim.

A contragosto, ela cedeu. Me ligue assim que chegar e não faça besteira. Os pais de Téo improvisaram uma cama extra, mas os dois guardavam planos muito mais sujos: dormir pele contra pele, foder até o amanhecer e, antes disso, passar uma tarde inteira brincando com um segredo que tinham preparado desde Chicago.

Nico escondeu na mochila o conjunto de coelhinho que Téo lhe dera, um tecido macio como uma promessa molhada. Téo, por sua vez, passara dias assistindo a tutoriais de maquiagem sob a luz azul da tela e comprando tudo de que precisava: sombras, delineador, um batom que brilhava como um beijo úmido. Queria transformar Nico na putinha de seda com que os dois fantasiavam.

—Já está no trem? —escreveu Téo assim que recebeu o aviso.

—Saindo. Chego em uma hora.

—Está com ele?

—Claro. E o meu também funciona.

O outro segredo eram dois brinquedos vibratórios, controláveis pelo celular: gêmeos, um preto para Téo, outro rosa para Nico. Eles os tinham comprado em promoção no último dia da viagem, com a promessa de estreá-los justamente hoje, enfiados no cu, vibrando dentro deles enquanto passeavam pela rua como se nada estivesse acontecendo.

***

Naquela mesma manhã, conectaram-se por videochamada, cada um no próprio banheiro, os torsos nus diante da câmera. Téo dava as instruções com a voz rouca e segura.

—Primeiro, o creme depilatório —disse, mostrando o tubo—. Espalhe bem, amor: torso, pernas, púbis, bolas, o cu inteiro. Deixe por dez minutos. Arde um pouco, mas depois fica tudo lisinho, pronto para eu comer você.

Nico obedeceu, vermelho até as orelhas, as mãos tremendo enquanto o aroma adocicado do creme invadia o cômodo. Besuntou as coxas, o púbis, separou as nádegas com dois dedos e passou creme também entre elas, sentindo um formigamento quente no cu quando o creme o cobriu. Quando o retirou sob o chuveiro, a pele ficou macia como uma pétala, o pau sem um único pelo, as bolas brilhantes, o cu liso como o de uma criança recém-banhada.

—Porra, como me sinto estranho —murmurou, passando a mão pelo púbis sem pelos—. Dá para ver tudo. O pau parece maior sem os pelos. E a bunda... toque você, vai ver como está lisa.

—Você é perfeito —respondeu Téo da tela, mostrando também o próprio corpo depilado, a pica dura apontada para o teto—. Agora, a limpeza. Enfie a cânula do irrigador devagar, relaxe o cu, deixe a água morna entrar e segure um pouco.

Nico ficou de quatro diante da câmera, a bunda empinada, e introduziu o enema com uma desajeitada vergonha. Um gemido sutil escapou quando a água lhe encheu as tripas. Repetiu o processo até a água sair limpa, o olhar cúmplice de Téo do outro lado deixando-o excitado em dobro. Quando terminaram, ambos respiravam ofegantes, os paus duros, os corpos já tensos de expectativa.

—Vamos colocar os brinquedos antes de sair de casa —decidiu Téo—. Para vibrarem no caminho.

Minutos antes de irem para a estação, conectaram-se novamente. Muito lubrificante, respiração profunda. Nico despejou uma quantidade generosa na palma, espalhou pelo cu já depilado, enfiou um dedo, depois dois, abrindo-se para o brinquedo rosa que segurava com a outra mão. Téo fazia o mesmo com o dele, preto, brilhando de silicone e lubrificante.

—No três, amor —ofegou Téo, apoiando a ponta do vibrador contra o cu—. Um, dois... três.

Os dois empurraram ao mesmo tempo, sincronizados, ofegando diante da tela enquanto o corpo cedia centímetro a centímetro. Nico cerrou os dentes, a boca aberta num O mudo, enquanto o brinquedo mergulhava em seu cu, alargando-o, preenchendo-o por dentro até a base encostar nas nádegas.

—Está me preenchendo —ofegou Nico, com os olhos vidrados—. Porra, está me preenchendo até o alto. Dói um pouco, mas é bom demais. Meu cu inteiro está esticado.

—O meu também, porra —o peito de Téo subia depressa, o pau pingando sobre o piso—. Agora ligue por um segundo.

Um breve zumbido, uma onda de prazer percorrendo os dois ao mesmo tempo. O cu de Nico se contraiu ao redor do brinquedo e ele soltou um gemido agudo; Téo mordeu o punho para não gritar. Risadas nervosas e entrecortadas, a mão de cada um agarrando o próprio pau por reflexo.

—Desliga, desliga —ofegou Téo—. Deixamos para depois, quando estivermos juntos. Se continuar, vou gozar aqui sozinho, e não quero. Quero gozar com você dentro de mim.

***

Téo esperava na plataforma, com o coração acelerado e o brinquedo pulsando, desligado, em seu cu. Nico desceu do trem andando de um jeito estranho, o cabelo rosa revolto pelo vento, a mochila no ombro e um sorriso que dizia tudo. Abraçaram-se com força, os corpos apertados, um beijo roubado e discreto no qual as línguas roçaram os piercings.

—Senti sua falta —sussurrou Nico contra o pescoço dele—. E esse desgraçado que estou carregando me esfregou a próstata durante toda a viagem. Estou quase gozando.

Na casa de Téo, com os pais ainda no trabalho, fecharam a porta do quarto. Téo maquiou Nico com devoção: base leve, olhos esfumados em tons rosados, lábios brilhantes. Depois veio o conjunto: a calcinha rosa apertando-se por cima do brinquedo que ainda carregava dentro de si, as meias subindo pelas coxas sem pelos, a saia curta, o suéter plissado e uma tiara com orelhinhas.

O resultado deixou Nico sem palavras diante do espelho, os olhos vidrados.

—Quero sair assim na rua —disse de repente, com uma ousadia que surpreendeu até a ele mesmo.

—Você está louco? —Téo o encarou, mas, ao ver seu sorriso, cedeu—. Está bem. Se é o que você quer, faremos juntos.

Para si, escolheu uma maquiagem sombria —delineador preto, lábios escuros— e um visual com calça cargo justa, botas militares, camiseta sem mangas e colete jeans. Saíram do apartamento com o pulso disparado e dois brinquedos vibratórios esperando a ordem.

***

Os primeiros metros pela rua foram um turbilhão. Caminhavam colados, as mãos entrelaçadas com força, como se temessem que o feitiço se quebrasse. O coração de Téo batia sob a camiseta, dividido entre o orgulho de ver Nico tão radiante e uma vergonha ardente que lhe subia pelo pescoço ao notar os olhares dos transeuntes.

—Porra, todo mundo está olhando para nós —sussurrou Nico, entre a excitação e o pânico.

—Sim, mas olhe para você. Está lindo. É o que sempre quisemos, não?

Numa esquina do centro antigo, um grupo de homens mais velhos os viu passar do terraço de um bar. Um deles, com a voz rouca de tanto fumar, soltou algo audível:

—Olha só, o que é isso, carnaval em plena luz do dia?

Os outros riram baixinho. Nico ficou tenso de repente, apertando a mão de Téo até machucá-lo, o rosto empalidecendo sob a maquiagem. Téo sentiu a raiva subir pelo peito, mas também o instinto de protegê-lo. Virou-se por um segundo, com o olhar firme.

—Somos livres para ser como quisermos. E vocês? Felizes por amargurar a vida dos outros?

A voz saiu tranquila, mas cortante. Os homens resmungaram alguma coisa e desviaram o olhar. Téo puxou Nico para continuarem andando.

—Não ligue para eles, amor. Somos mais fortes que eles —disse, beijando-lhe a têmpora.

—Com você me sinto protegido —respondeu Nico, os olhos agora brilhando com um orgulho novo.

Avançaram até uma rua lateral, sob umas arcadas sombrias que os escondiam da agitação. Ali, enfim sozinhos, explodiram em risadas nervosas e contagiantes. Nico se curvava com a mão na boca para não estragar o batom; Téo soltou uma gargalhada que ressoou contra a pedra.

—Nós conseguimos! —comemorou Nico em voz baixa, dando pulinhos que faziam a saia flutuar e moviam o brinquedo dentro do cu.

Perseguiram-se por alguns passos, como crianças libertas, até Téo alcançá-lo num abraço giratório. Vieram carícias suaves, beijos rápidos, tomando cuidado para não borrar a maquiagem, as línguas brincando com os piercings.

—Não vamos estragar o visual, mas eu comeria você inteiro —riu Nico.

Quando se acalmaram, lembraram-se dos amigos. Téo pegou o celular e tiraram fotos: Nico posando como um coelhinho travesso, a saia ligeiramente levantada sobre as meias; Téo de braços cruzados, numa atitude desafiadora, o delineador afiçando seu olhar. Enviaram-nas na mesma hora.

Adrián, concentrado no aquecimento da partida, ainda não as tinha visto. Mas Eric, do outro lado, abriu a mensagem e seus olhos se iluminaram. Imediatamente, iniciou uma videochamada.

—Pessoal! Vocês saíram assim na rua? —ria, emocionado.

—No começo ficamos pirando com os olhares —respondeu Téo, virando a câmera para mostrar o conjunto—. Mas agora é liberdade total. Pelo Adrián, que hoje vai arrebentar!

—Vocês são uma inspiração —disse Eric—. Adrián vai ficar maluco quando vir as fotos. Brilhem por ele.

***

Depois de desligar, empolgados com a ligação, o passeio continuou sem inseguranças. E então começou o verdadeiro jogo. Na praça central, cercados de gente conversando nas mesas dos terraços, Téo tirou o celular com um sorriso malicioso e aumentou o brinquedo de Nico para a intensidade média.

O zumbido se intensificou de repente dentro dele. Os joelhos de Nico amoleceram contra um muro frio, o lábio preso entre os dentes, o pau crescendo sob a calcinha rosa até marcar-se sob a saia. Sentiu o vibrador pressionando sua próstata sem parar, uma martelada doce que subia por sua coluna.

—Aqui não, com tanta gente —sussurrou, agarrando-se ao braço de Téo—. Está ficando duro. Vão notar sob a saia. Mas não pare, desgraçado, não pare.

—Por que eu pararia? —respondeu Téo, rouco, aumentando mais um nível a intensidade—. Ninguém conhece nosso segredo. Só eu sei que você tem um brinquedo enfiado no cu, vibrando na sua próstata, e que está com o pau pingando dentro da calcinha. Adoro ver você assim, tremendo, e saber que só eu sei por quê.

Nico disfarçava os gemidos com uma tosse fingida, o calor se expandindo dentro dele como fogo lento. Sentia o líquido pré-seminal encharcando o tecido rosa, um fio pegajoso escorrendo pela glande cada vez que o brinquedo mudava de padrão. Nas vielas estreitas, teve sua vingança: abriu o aplicativo e ativou de repente o brinquedo de Téo no máximo. Téo se apoiou contra uma parede para não fraquejar, com o pau marcado sob a calça cargo.

—Caralho, Nico, isso foi forte —ofegou Téo, com os olhos semicerrados e uma mão apertando o volume—. Está partindo meu cu por dentro. Meu pau está ficando duro, olha.

—Você merece, por causa da praça. E se eu aumentar mais? E se deixar o brinquedo no máximo até você gozar aqui no meio da rua, com o pau dentro da calça?

—Você está me matando. Mas continue. Gosto que você me controle. Gosto que me tenha pelo cu, literalmente.

Continuaram assim por um bom tempo, alternando os padrões, perseguindo o prazer de um lugar para outro. Num bar de mesas velhas, num canto escuro, Nico apertou a coxa de Téo sob a mesa, deslizando a mão até a braguilha e apalpando o pau duro por cima do tecido.

—Pare ou vou explodir aqui mesmo —ofegou Téo, com a respiração entrecortada—. Estou com o pau duro como uma pedra. E esse desgraçado vibrando dentro de mim vai me fazer gozar na cueca.

—É isso que eu quero —respondeu Nico, deslizando um dedo pelo contorno da glande através da calça—. Ver você no limite, saber que com um toque faço você ofegar. Que você goze aqui, diante de todo mundo, sem ninguém saber por quê.

Junto ao estuário, o vento fresco lhes revolvia os cabelos enquanto o brinquedo alternava vibrações intermitentes. Beijavam-se escondidos atrás das árvores, a excitação sem descarga, apenas uma antecipação torturante. Téo enfiou a mão por baixo da saia de Nico, apalpou o volume duro dentro da calcinha rosa e sentiu a umidade atravessando o tecido.

—Sua calcinha está ensopada, seu safado —sussurrou em seu ouvido—. Olhe só como você está pingando.

—Você está com o pau duro como um bastão. Eu sinto. Quero chupar você agora —ofegou Nico—. Enfie na minha boca aqui mesmo, atrás da árvore.

—Não aguento mais, isso é uma tortura doce.

—É perfeito —sussurrou Téo em seu ouvido, abraçando-o por trás e pressionando o pau duro contra o cu cheio pelo brinquedo—. Aguente até esta noite. Vai ser explosiva. Vou foder você até você não conseguir andar.

***

No caminho para casa, compraram hambúrgueres e batatas para jantar diante da partida. Antes, tomaram banho juntos para retirar os brinquedos. Téo ficou atrás de Nico, levantou-lhe a saia com as duas mãos, baixou a calcinha até as coxas e separou suas nádegas depiladas.

—Vamos ver essa bundinha. Relaxe, amor.

Puxou devagar a base do vibrador rosa. Nico gemeu agudo quando o brinquedo começou a sair, o cu cedendo com um estalo úmido. Um gemido longo escapou quando a parte mais larga ultrapassou o anel e o brinquedo caiu na mão de Téo com um puxão surdo.

—Porra, como ficou meu cu —ofegou Nico, com as pernas tremendo—. Está aberto, eu sinto.

—Agora eu. Tire o meu —disse Téo, apoiando as mãos nos azulejos e empinando a bunda.

Nico ajoelhou-se atrás dele, segurou a base do vibrador preto e puxou devagar. Quando o brinquedo saiu por completo, não aguentou mais: enterrou o rosto entre as nádegas e lambeu o cu dilatado com a língua inteira, chupando com força, saboreando a pele quente e esticada.

—Ah, porra, Nico, assim, assim —gemeu Téo, apoiando a testa nos azulejos, com o pau pingando sob o jato do chuveiro.

Nico comeu o cu dele por um bom tempo, enfiando a língua lá dentro, chupando o anel com os lábios, apertando suas nádegas com os dedos para abri-lo ainda mais. Depois se levantou, virou Téo e agarrou seu pau duro. Ensaboou-o devagar, subindo e descendo o punho, e Téo fez o mesmo com o dele. As duas picas deslizavam entre as mãos alheias, lisas, brilhando de sabonete, chocando-se quando se aproximavam para se beijar.

—Chupa o meu —pediu Nico, com a boca contra a dele—. Só um pouco. Para não nos esvaziarmos agora.

Téo caiu de joelhos, a água escorrendo por seus cabelos, e colocou o pau de Nico na boca. Chupou-o inteiro, a língua rodeando a glande, os lábios apertados no tronco. Nico agarrou sua nuca, a visão turva, sentindo a garganta de Téo se fechar ao redor da ponta cada vez que ele a empurrava para dentro.

—Chega, chega ou vou gozar —ofegou Nico, afastando sua cabeça com suavidade—. Deite você.

Trocaram de posição. Nico ajoelhou-se e colocou a pica de Téo até o fundo, mamando-a de boca aberta, a saliva escorrendo pelo queixo misturada à água. Chupou com força, tirando e colocando, as mãos nas bolas de Téo, até que Téo também precisou afastá-lo.

—Pare, pare. Vamos guardar para a cama.

Terminaram com gemidos abafados contra os azulejos, as bocas se alternando sobre o outro sem chegar a liberar a carga, deixando o resto para a comemoração depois.

Meio saciados, com os paus ainda meio duros, devoraram os hambúrgueres enquanto Adrián estreava brilhantemente e levava seu time à vitória. Quando soou o apito final, olharam-se e souberam que a noite estava apenas começando.

Na cama, compensaram todas as semanas separados. Beijos vorazes com gosto de hambúrguer e desejo, os piercings roçando, as mãos percorrendo cada centímetro conhecido com urgência. Despiram-se aos arrancos, as roupas caindo pela beirada do colchão, os corpos sem pelos brilhando sob a luz suave do abajur.

Téo empurrou Nico de costas e abriu-lhe as pernas, colocando-as sobre os ombros. Cuspiu em seu cu e enfiou dois dedos de uma vez, aproveitando que o brinquedo o deixara aberto e sensível.

—Olhe como está seu cu, amor —murmurou, mexendo os dedos lá dentro—. Macio, dilatado. Pronto para o meu pau.

—Enfia logo, porra, não me faça esperar mais.

Téo segurou a pica, passou-a pelo cu de Nico, brincando com a glande contra o anel, até empurrar devagar. O pau mergulhou inteiro numa só investida, e Nico jogou a cabeça para trás com um gemido longo, arqueando as costas.

—Senti tanto a sua falta —ofegou Téo, imóvel dentro dele, olhando-o nos olhos.

Começou a fodê-lo devagar, quadril contra quadril, retirando o pau quase todo e voltando a enterrá-lo até as bolas. Nico agarrava os lençóis, o pau duro batendo contra seu ventre a cada investida. Depois Téo acelerou: agarrou seus tornozelos, abriu-lhe mais as pernas e começou a malhar seu cu com força, as bolas batendo nas nádegas com um estalo úmido.

—Assim, assim, mais forte —gemia Nico, a boca aberta, a maquiagem já borrada nos olhos—. Arrebenta meu cu, porra.

Téo virou-o e o colocou de quatro. Agarrou seus quadris e voltou a enfiá-lo até o fundo, investindo com mais raiva, as palmas deixando marcas vermelhas na pele das nádegas depiladas. Deu-lhe um tapa, depois outro, e Nico gemeu mais alto, empurrando a bunda para trás para recebê-lo melhor.

—Fode, fode do jeito que eu gosto —ofegava, com a bochecha apertada contra o lençol—. Adoro seu pau.

Revezaram-se. Téo deitou-se de costas e Nico sentou-se sobre ele, empalando-se devagar, a pica afundando centímetro a centímetro até ele se sentar por completo, as bolas de Téo sob suas nádegas. Começou a cavalgá-lo, subindo e descendo, a saia do conjunto esquecida no chão, as meias ainda até as coxas. O pau de Nico dançava, duro e vermelho, contra o ventre de Téo, espalhando gotas de líquido pré-seminal a cada quique.

—Cavalgue-me, sim, assim —gemia Téo, com as mãos nos quadris de Nico, marcando o ritmo—. Que cu delicioso. Dá para ver seu pau pulando.

Nico agarrou a pica e começou a se masturbar enquanto se movia, dois prazeres ao mesmo tempo, a próstata sendo esfregada por dentro e o punho subindo e descendo por fora. Seu ventre se contraiu, as coxas ficaram tensas e, com um grito rouco, gozou em jatos sobre o peito de Téo, a porra saindo em golfadas brancas e espessas que caíram em seus mamilos e pescoço.

—Porra, porra, vou gozar, vou gozar —gemia, sem parar de se mover sobre o pau.

Téo agarrou seus quadris e começou a fodê-lo por baixo com força, aproveitando que o cu se contraíra com o orgasmo. Adorava fodê-lo logo depois que gozava, quando o cu se fechava em espasmos ao redor de seu pau.

—Eu também, amor, quase... —rosnou, com a mandíbula cerrada.

Retirou o pau de repente, puxou Nico para o lado e ajoelhou-se junto ao seu rosto. Nico abriu a boca sem que fosse preciso pedir, com a língua para fora. Téo masturbou-se rapidamente, duas, três puxadas, e gozou com um gemido gutural sobre o rosto maquiado de Nico. Os jatos de esperma caíram em sua bochecha, nos lábios brilhantes, na língua, nas orelhinhas de coelho tortas da tiara. Nico engoliu o que entrou em sua boca e passou a língua pelos lábios sujos.

—Como você é safado —ofegou Nico, sorrindo, com o rosto cheio de porra—. Você acabou com a minha maquiagem.

—Você está ainda mais bonito assim —respondeu Téo, deixando-se cair ao lado dele, sem ar.

Descansaram por um momento, as respirações ofegantes, os corpos suados. Mas não tinham terminado. Revezaram-se outra vez, mudaram de posição e recomeçaram entre pausas carinhosas e investidas intensas. Nico também fodeu Téo, de costas com as pernas erguidas, e encheu seu cu com a segunda gozada da noite enquanto mordia seu pescoço. Adormeceram ao amanhecer, os corpos entrelaçados, o esperma secando entre as coxas, as respirações enfim sincronizadas.

***

No meio da manhã, a mãe de Téo entrou no quarto sem avisar. Levantou a persiana com estrondo e abriu a janela para arejar o ambiente, enquanto recolhia as roupas espalhadas pelo chão —o conjunto rosa, o colete jeans—, sem esconder certo espanto ao ver os brinquedos esquecidos sobre o tapete.

—Quando se arrumarem, venham para a cozinha —disse, serena—. Precisamos conversar.

Tomaram banho juntos em silêncio, desta vez sem sexo, apenas uma cumplicidade nervosa. Nico estava apavorado.

—Com certeza ouviram tudo.

Téo conhecia os pais, pessoas abertas que sempre lhe haviam falado sobre respeito, mas, até aquela manhã, nunca os tinha confrontado com sua homossexualidade de forma tão evidente. Entraram na cozinha constrangidos, o olhar no chão. Quatro xícaras de café fumegavam sobre a mesa de madeira. Carlos, o pai, estava sentado à cabeceira; Marta permanecia de pé, apoiada na bancada.

—Para começar —disse Carlos, escolhendo cada palavra—: não estamos zangados. Marta e eu conversamos e queremos que isto seja uma conversa aberta, sem julgamentos. Vocês são jovens, muito jovens. Na idade de vocês, é natural explorar, descobrir o que os faz sentir vivos. Não há nada de errado nisso, desde que haja respeito e consentimento.

Téo sentiu um alívio percorrer-lhe o peito, embora o nó na garganta continuasse ali. Olhou de soslaio para Nico, que mantinha a cabeça baixa, o rubor subindo pelo pescoço.

—Mas, para apoiá-los, precisamos entendê-los um pouco melhor —continuou Carlos—. Desde quando vocês se conhecem? Como tudo começou?

—Nós nos conhecemos no aeroporto, antes da viagem —respondeu Téo, com a voz entrecortada—. Foi como uma faísca, pai. Desde o primeiro instante. E, desde então, só temos ficado um com o outro. O que aconteceu ontem à noite foi para recuperar o tempo que passamos separados, nada mais.

Nico não conseguia articular palavra; apenas assentia com movimentos tímidos, os olhos vidrados pela emoção contida.

—Obrigado pela honestidade —disse Carlos, expirando—. Nesta casa, vocês serão aceitos exatamente como são. Parem de fingir diante de nós. Não há nada de errado em se amarem. Somos seus aliados.

Marta, que permanecera calada, aproximou-se e pousou a mão no ombro de Nico, com a voz trêmula.

—Mas existe um lado sombrio, filhos. Há algumas semanas, agrediram um rapaz da idade de vocês apenas por andar de mãos dadas com o namorado. Há gente intolerante, doenças e perigos. Isso me apavora como mãe. Não posso protegê-los para sempre, só pedir que tenham bom senso. Cuidem-se.

Algo se rompeu dentro de Nico. As palavras de Marta, carregadas de um carinho que ele nunca recebera em sua própria casa, derrubaram a última barreira. As lágrimas escorreram silenciosamente.

—É que na minha casa eu nunca terei isso —conseguiu dizer, com a voz quebrada—. Minha mãe não entenderia. Estou chorando porque aqui me sinto seguro. Amado.

Carlos segurou sua mão por cima da mesa, esfregando o dorso com o polegar.

—Se em sua casa você não pode ser livre, esta porta estará sempre aberta para você. Você faz parte da família.

Marta o abraçou com força, envolvendo-o como a um filho. Téo sentiu o próprio nó se desfazer e juntou-se ao abraço, beijando a bochecha de Nico, que retribuiu o gesto em seus lábios. O café esfriava nas xícaras, mas a cozinha se enchera de uma paz nova: o medo transformado em esperança, a vergonha em liberdade.

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