Meu melhor amigo me pediu para fazer aquilo naquela noite
Lá embaixo, nossos pais brindavam aos vinte anos juntos. Lá em cima, no quarto, eu tinha o pau dele na mão e ele esperava que eu criasse coragem de uma vez.
Lá embaixo, nossos pais brindavam aos vinte anos juntos. Lá em cima, no quarto, eu tinha o pau dele na mão e ele esperava que eu criasse coragem de uma vez.
Tenho 1,62 e ele 1,88. Quando abriu a porta de short e vi o que tinha entre as pernas, pensei em dar meia-volta. Não fiz isso.
Desci do ônibus com a cabeça cheia de aulas e o corpo cheio de outra coisa. Vinte minutos depois eu estava no carro de um desconhecido, aprendendo o que nunca me atrevi a perguntar.
Quando desci para tomar um café na cafeteria vazia do hotel, não imaginava que ele abandonaria a festa para me seguir com uma garrafa e uma intenção clara.
Quando me virei para lavar as mãos, vi ele no espelho: alto, grisalho, com o zíper aberto e o olhar cravado no meu. Minha noite estava só começando.
Reconheci-o assim que ele se virou. Ia ser meu professor de ginástica e, ao primeiro toque das mãos dele nas minhas costas, soube que aquele dia não terminava ali.
Quando levantei os olhos do celular e o vi caminhando em direção ao meu banco, soube que aquela tarde na Zona T não acabaria com uma simples conversa sob as palmeiras.
Ele disse que me mostraria três momentos de prazer e que eu sairia leve. Não mencionou as algemas, a varanda nem o vibrador que mudaria tudo.
Quando a sala esvaziou, ele ficou diante da minha mesa com uma desculpa tola sobre um exercício que já sabia resolver. E eu parei de fingir.
Naquela sexta, nós éramos os últimos na piscina. Quando saí da água, o olhar dele desceu até minha sunga e eu soube que naquela noite o aluno seria outro.
Quando ela fechou a porta, disse que eu não era homem suficiente. Eu não imaginava que naquela mesma noite deixaria de ser para sempre, e que isso seria a melhor coisa que me aconteceu.
A gaveta emperrava por causa de um caderno manuscrito. Dentro estavam as páginas mais íntimas de um desconhecido e de seu amante de oito anos.
Pedi uma piña colada no quiosque e o garçom me trouxe com um sorriso. No segundo dia, entendi que o serviço dele ia muito além do bar.
O primeiro cliente me pediu algo que não estava no meu contrato. Quando voltei ao quarto, Salvador respirava como se estivesse acordado havia horas.
O que começou como uma tarde boba no sofá acabou comigo ajoelhado entre as pernas dele, descobrindo que algumas intimidades não se desfazem.
Entrei no carro com o coração na boca e disse, quase sem pensar, que enfim entendia o que uma mulher sente a caminho de se entregar.
Nunca pensei que uma cena do jogo acenderia algo entre nós, nem que naquela mesma tarde eu teria o sabor dele na boca e o nome dele repetindo dentro da minha cabeça.
O táxi chegou às duas e meia. Subi os quatro andares com duas sacolas nas mãos e a certeza de que não havia mais volta.
Quando as três batidas soaram na porta do banheiro, pensei que fosse Carla. Mas quem entrou foi ele, sem esperar resposta, descalço e com o peito nu.
O parque estava vazio às nove. Quando as três silhuetas escuras apareceram no fim do caminho, eu soube que não chegaria em casa como a mesma pessoa.