O que o resort oferecia não estava no folheto
Pedi uma piña colada no quiosque e o garçom a trouxe com um sorriso. No segundo dia, descobri que o serviço dele ia muito além do balcão.
Pedi uma piña colada no quiosque e o garçom a trouxe com um sorriso. No segundo dia, descobri que o serviço dele ia muito além do balcão.
O primeiro cliente me pediu algo que não estava no meu contrato. Quando voltei ao quarto, Salvador respirava como se estivesse acordado havia horas.
O que começou como uma tarde besta no sofá dele terminou comigo ajoelhado entre suas pernas, descobrindo que certas intimidades não dá para desfazer.
Entrei no carro com o coração na boca e disse, quase sem pensar, que enfim entendia o que uma mulher sente a caminho de se entregar.
Nunca pensei que uma cena do jogo acendesse algo entre nós, nem que naquela mesma tarde eu teria o gosto dele na boca e o nome dele repetindo na minha cabeça.
O táxi chegou às duas e meia. Subi os quatro andares com duas sacolas nas mãos e a certeza de que não havia mais volta.
Quando três batidas soaram na porta do banheiro, achei que fosse Carla. Mas quem entrou foi ele, sem esperar resposta, descalço e de peito nu.
O parque estava vazio às nove. Quando as três silhuetas escuras apareceram no fim do caminho, eu soube que não chegaria em casa como a mesma pessoa.
Octavio desfilava nu pela beira da piscina como se fosse um troféu, sem suspeitar que sua esposa e a amiga já tinham um plano para aquela tarde.
Aos cinquenta e um, depois de muitas mulheres, escrevi para um desconhecido num site gay sem saber que essa mensagem me obrigaria a aceitar o que sempre neguei.
Quando senti a ereção dele apertada contra minha bunda, soube que não ia me mexer. E soube também que, na próxima estação, nós dois íamos descer.
Eram onze da manhã, o local estava vazio e meu colega dormia. Quando o vi entrar pela porta, soube que aquele domingo não seria como nenhum outro.
Eu só queria chegar em casa. Mas os olhos cor de mel dele e aquele meio sorriso de garoto que sabe o que quer me fizeram mudar o rumo no meio da estação.
Nos chuveiros do colégio, eu olhava sempre escondido. Naquele dia, voltando do treino, Mateo me fez a pergunta que eu esperava havia anos.
Minha cabeça dizia para eu nunca mais voltar. Meu corpo lembrava daqueles lábios e não me deixava dormir. No terceiro dia, disquei o número dele.
Eu passava anos treinando com os dedos e brinquedos, mas nenhum deles me preparou para a primeira vez em que senti outro homem respirando na minha nuca e empurrando com paciência.
Andrés sempre foi o irmão forte, o que trazia comida e dormia com as namoradas. Até que uma noite de abstinência me procurou na escuridão.
Eu só ia pedir para ele baixar o volume do pornô. Nunca imaginei que essa discussão terminaria com nós dois na cama dele, sem nada nos separando.
Eu estava sozinho em casa, abri o aplicativo e um caminhoneiro romeno respondeu com uma foto que me tirou do sofá e me levou até sua carreta.
Cheguei ao hall sem saber se teria coragem de subir. Me chamo Esteban, tenho 48 anos e lá em cima me esperava um casal que eu só conhecia por mensagens.