Minha chefe me castigou no trem a caminho da reunião
Ela me mandou esperá-la no compartimento, nua e com a régua sobre o colo. Eu sabia que ela viria; o que não sabia era quanto tempo levaria para me fazer sofrer.
Ela me mandou esperá-la no compartimento, nua e com a régua sobre o colo. Eu sabia que ela viria; o que não sabia era quanto tempo levaria para me fazer sofrer.
Ela usava a máscara e tinha ordem de não se mover. Sabia que, desta vez, não haveria ternura — só a lição que ela mesma havia pedido por dias.
A primeira vez que entrei no escritório dele, pensei que ia negociar um empréstimo. Saí com as instruções dele gravadas na pele e a certeza de que já não mandava no meu próprio desejo.
Eu só queria sentir o cheiro por um segundo. Quando ouvi a voz dela atrás de mim, soube que naquela noite eu deixava de decidir quando, como e quanto.
O táxi avançava no escuro quando Lena tirou o lenço e cobriu seus olhos. Bruna confiou na melhor amiga sem imaginar aonde aquela noite a levaria.
A toalha escorregou durante a massagem e, sem querer, eu fiquei olhando. Ele percebeu. E, daquele segundo em diante, deixei de ser eu para virar algo dele.
“Tira a roupa”, ela disse sem elevar a voz. E ele, depois de quinze anos juntos, soube que o fim de semana inteiro pertencia a ela.
Ela aceitou o teto, a comida e a liberdade de sair com quem quisesse. O que não leu direito foi a cláusula das nove da noite, quando deixava de ser livre.
Podiam ter pedido um táxi e voltado para casa. Em vez disso, Raquel ajeitou a camiseta da oficina e esperou, descalça, que o dono voltasse para reivindicá-las.
Eu estava no terceiro uísque quando o celular vibrou: «Procuro um macho que me trate como sua escrava». Abri a foto no meio da festa e soube que estava perdido.
Estava com o cinturão há meses e ela prometeu tirá-lo naquela noite. Não me disse o que eu teria de fazer antes para merecê-lo.
Entrei por aquela porta convencida de conhecer meus limites. Três horas depois, entendi que eu mal começava a descobri-los, tremendo entre o medo e uma vontade que eu não sabia nomear.
Quando Bárbara deixou a sandália pendurada na ponta dos dedos, eu soube que obedeceria ali mesmo, no hall, passasse quem passasse.
Três dias aguentando seus caprichos foram suficientes: desta vez Renata não pretendia deixar passar nem mais uma, e Daniela estava prestes a descobrir até onde ia sua paciência.
Renata vinha aguentando havia semanas os olhares do vizinho do segundo andar. Naquela tarde, decidiu que ele e a mulher aprenderiam, de uma vez, quem mandava no prédio.
Ela tinha todas as provas sobre a mesa. Podia me destruir com uma única ligação. Em vez disso, trancou a porta e mandou que eu me ajoelhasse.
Fico vermelha só de pensar que vocês vão ler isto, mas ele me ordenou: devo contar, sem esconder nada, como aprendi a me ajoelhar e agradecer.
Mandei duas fotos escondida no banheiro para provocá-lo. A resposta dele não foi um elogio: foi uma ordem para eu abrir a gaveta que sempre mantinha trancada.
Ele mancava, suava e não ousava me olhar. Quando mandei tirar a toalha diante do irmão dele, soube que faria tudo o que eu dissesse.
Aos vinte e nove anos, ela ainda tinha cara de moça direita, mas naquela manhã entrou no meu escritório sabendo exatamente o que teria de fazer para que o pai dormisse em casa.