Minha amante apareceu quando meu mundo inteiro desabou
Mariela acordou com a luz do sol filtrando-se apenas pelas frestas da persiana. O apartamento estava em silêncio absoluto, como se o mundo inteiro tivesse parado para dar espaço ao próprio caos dela. Ficou muito tempo na cama, olhando para o teto, sem se mexer. O corpo doía de um jeito diferente: não era o cansaço físico dos últimos dias com Damián, mas um peso surdo no peito, como se algo tivesse se quebrado por dentro e estivesse tentando se recompor sozinho.
Levantou-se devagar, preparou um café que não tinha vontade de beber e sentou-se no sofá, com as pernas cruzadas e a xícara quente entre as mãos. O vapor subia até seu rosto, mas ela mal percebia. Sua mente girava repetidamente, como um disco riscado.
Como eu cheguei até aqui?
Olhou para as mãos. Eram as mesmas que tinham tocado Damián com desejo, as mesmas que haviam assinado o “sim” para Esteban meses antes. Agora pareciam alheias, pertencentes a outra mulher.
Primeiro pensou na própria ingenuidade. No começo, ela tinha sido absurda, quase infantil. Acreditou em tudo o que lhe diziam porque queria acreditar: que a terapia era pelo casamento, que explorar com Damián era uma “preparação”, que tudo tinha um propósito nobre. Deixara-se levar como uma menininha que segue um conto sem questionar o final. Mas, em algum momento, aquela inocência se transformou em outra coisa, mais sombria. Em desejo. Em um desejo consciente, deliberado. Ela sabia muito bem o que fazia quando se despia para Damián, quando abria as pernas para que ele chupasse sua boceta, quando implorava que ele a fodesse mais forte. Sabia e queria.
Eu me traí primeiro. O resto não é desculpa.
Pensou em Esteban, em sua encruzilhada, naquele amor impossível que o levara a arrastá-la junto. Não o culpava tanto quanto deveria. O amor, supunha, às vezes nos leva a cometer loucuras. Esteban escolhera proteger a si mesmo: a família, o sobrenome, a vida, tudo à custa de erguer uma mentira. E ela fora a peça perfeita para aquela mentira. A garota conformada, que se contentava com pouco. Agora enxergava com clareza: ele a escolhera porque era fácil de controlar.
E então, inevitavelmente, pensou em Damián.
Era nele que doía mais.
Pensou na primeira vez que ele a beijou, em como a fazia rir, em como a olhava depois de cada gozada como se ela fosse a coisa mais valiosa do mundo. Em suas mãos grandes e quentes apertando sua bunda, em sua voz rouca quando dizia que ela era a melhor trepada de sua vida, em como ficava calado apenas para ouvi-la falar sobre sua cidade. Tudo aquilo tinha sido real. Ou pelo menos ela precisava acreditar que tinha sido. Mas tudo começara com uma mentira, com uma traição que agora pesava sobre ela como uma pedra.
Como algo que pareceu tão verdadeiro pode nascer de algo tão falso?
Levantou-se, deixou a xícara sobre a mesa e caminhou até a janela. Olhou para a rua: gente indo trabalhar, carros passando, vida normal. A dela já não era. Já não era a garota do interior que acreditava em contos de fadas, nem a namorada obediente que se preparava para um casamento sem paixão. Era Mariela. Apenas Mariela. E isso lhe dava medo e liberdade ao mesmo tempo.
O telefone vibrou sobre a mesa. Ela o pegou com as mãos trêmulas. Era uma mensagem de Hugo.
“Mariela, preciso que você venha ao consultório hoje mesmo. É urgente. Não demore.”
Franziu a testa. Achou estranho. Imaginava que Esteban já tivesse contado tudo a ele, que Hugo soubesse que a traição havia sido descoberta. Hesitou por um longo momento. Podia ignorá-lo, bloqueá-lo, desaparecer. Mas algo dentro dela — curiosidade, raiva, a necessidade de fechar uma porta — a impeliu a responder.
“Vou daqui a uma hora.”
***
Quando chegou ao prédio, subiu as escadas com o coração batendo forte. Bateu à porta do consultório e Hugo abriu quase imediatamente, com um sorriso arrogante que lhe gelou o sangue.
— Entra, Mariela. Eu estava esperando por você.
Ela entrou. O consultório continuava igual: poltronas, escrivaninha, cheiro de café velho. Mas agora tudo lhe parecia sujo. Hugo fechou a porta e apoiou-se na escrivaninha, cruzando os braços.
— Esteban já me contou. Disse que você sabe de tudo, que ouviu a conversa.
Mariela permaneceu de pé, com os punhos cerrados ao lado do corpo.
— Então não precisamos fingir. O plano, o dinheiro, a mentira. Descobri tudo.
Hugo soltou uma risada baixa e debochada.
— Nunca conheci uma mulher tão ingênua. Mas, claro, você é tão bonita que compensa. Eu tinha planos para você, sabia? Planos muito interessantes.
Mariela sentiu a raiva subir pela garganta.
— Prefiro ser ingênua a ser um mercenário como você — disse, com a voz trêmula de fúria. — Agradeça por eu ainda não ter denunciado você.
Hugo riu ainda mais alto, jogando a cabeça para trás.
— Me denunciar? Você? Não vai fazer nada, linda. Porque, se fizer, mando todas as gravações para os seus pais. Cada sessão. Cada vez que você abriu a boca para chupá-lo, cada vez que gritou como uma puta enquanto ele fodia você. Vou garantir que a cidade inteira saiba o que você é. Sua família vai ter de fugir da vergonha. Quer isso?
Mariela ficou em choque. O ar escapou de seus pulmões.
— Você não pode fazer isso... — sussurrou, com a voz quebrada.
Hugo deu um passo à frente, com um sorriso cruel.
— Não vou fazer... se você fizer tudo o que eu mandar. E vai ser fácil para você. Tenho dívidas, Mariela. Com gente que não perdoa. E você é uma moeda de troca muito apetecível. Esses caras vão ficar satisfeitos se eu lhes oferecer algumas noites com você. Se eles puderem se revezar para foder você por todos os buracos, vão ficar felizes.
Mariela ficou atônita. Cada palavra era um golpe mais forte que o anterior.
— O quê...? — conseguiu dizer, quase sem voz.
— Mas antes — continuou ele, sentando-se na cadeira e colocando as mãos atrás da cabeça — quero conferir suas habilidades em primeira mão. Ajoelhe-se e me chupe. Vamos, linda, você já sabe como se faz. Com Damián, fazia muito bem.
Desabotoou o cinto com calma, abriu o zíper e puxou a calça até os tornozelos. Esperou, confiante, com um sorriso triunfante.
— Anda. Ou cumpro a ameaça agora mesmo e mando tudo para a sua cidade. Ajoelhe-se!
Mariela deu um passo lento em direção a ele. Depois outro. Ajoelhou-se entre suas pernas. Estendeu a mão devagar, mas parou no meio do caminho, o olhar perdido por alguns segundos. Então sua mão virou para o lado e, em vez de continuar, pegou a xícara de café que Hugo tinha sobre a escrivaninha. O líquido ainda estava muito quente.
Sem dizer uma palavra, ela o despejou sobre ele.
Hugo soltou um grito de dor pura que ressoou por todo o consultório. Levantou-se num salto, cambaleando, agarrando o pau com as duas mãos enquanto pulava de um pé para o outro.
— Sua filha da puta! Você me queimou!
Mariela levantou-se e recuou vários passos, com o coração batendo nos ouvidos. Hugo, vermelho de dor e fúria, agarrou uma régua de metal da escrivaninha e avançou contra ela, levantando-a como uma arma.
Mas alguém agarrou seu pulso por trás, detendo-o no mesmo instante. Hugo virou a cabeça, surpreso.
Era Damián.
Ele torceu o braço de Hugo com violência e, sem hesitar, desferiu-lhe um soco direto no nariz. Ouviu-se um estalo seco. Hugo caiu no chão, com as mãos no rosto e o sangue escorrendo entre seus dedos.
— Você está bem? — perguntou Damián, com a voz rouca de preocupação.
Mariela não respondeu. A cena a deixara meio em choque. Apenas olhava para Hugo no chão, esfregando o pau queimado com uma mão e o nariz ensanguentado com a outra.
— Eu vou destruir vocês... — arfou ele, com a voz anasalada. — Vou mandar os vídeos para todo mundo...
A porta abriu-se de repente. Esteban entrou, pálido, respirando com dificuldade.
— Você não vai fazer nada — disse, olhando para Hugo com uma frieza que Mariela jamais vira nele.
— Você vai me impedir? Tenho tudo gravado...
Esteban abaixou-se para encará-lo.
— Tinha. Depois que você me ameaçou, entrei em contato com o irmão do Tomás. Ele é técnico de informática e trabalha com uma equipe. Não demoraram nada para entrar no seu sistema; era muito antigo. Encontraram cada arquivo, cada cópia, cada backup. Apagaram tudo. E instalaram uma câmera aqui. Gravaram suas conversas com o pessoal da máfia, gravaram você ameaçando Mariela. Se tentar alguma coisa, tudo isso vai direto para a polícia. E também para as pessoas a quem você deve dinheiro. Quer que elas descubram que você as gravou?
Hugo empalideceu. A dor física misturou-se a um medo muito mais profundo.
— Não... você não pode...
— Posso. E já fiz. Levante-se e vá embora. E nunca mais se aproxime de nenhum de nós.
Assustado e ferido, Hugo não teve escolha senão ir embora. Levantou-se com dificuldade, pegou o paletó com a mão trêmula, encarou os três com puro ódio e saiu sem dizer uma palavra. A porta fechou-se com um estalo seco.
Restou um silêncio pesado. Esteban virou-se para Mariela, que continuava de pé, com os olhos arregalados.
— Quando Hugo me ameaçou — disse, mais suavemente —, imaginei que faria o mesmo com você. Por isso pedi a Damián que cuidasse de você, que ficasse por perto. Não queria que enfrentasse isso sozinha.
Mariela olhou para ele, ainda tremendo. As lágrimas que havia contido começaram a escorrer por suas faces, mas, dessa vez, não eram apenas de raiva. Eram de alívio, de confusão, de tudo ao mesmo tempo.
— Esteban... me perdoe. Eu sei que você me usou. Mas ainda assim sinto muito por ter sido infiel. Para mim, aquilo era um compromisso. E eu o quebrei.
Ele sorriu tristemente e minimizou suas palavras com um gesto da mão.
— Você não precisa me pedir perdão. O que eu fiz é muito pior. Expus você a um criminoso e menti durante meses. Você só estava procurando algo que lhe faltava, algo que eu lhe neguei desde o início. Não há comparação.
Fez uma pausa e olhou por um segundo para Damián.
— Vou conversar com a minha família. Vou dizer que o casamento está cancelado. Talvez conte a verdade. Já não tenho medo. Que aconteça o que tiver de acontecer.
Caminhou até a porta e, antes de sair, virou-se uma última vez.
— Cuidem-se. Vocês dois.
***
Ficaram sozinhos no consultório. O silêncio era denso. Damián olhou para ela; ela olhou para ele. Nenhum dos dois disse nada.
Saíram sem falar. Lá fora, a noite já havia caído por completo e um vento frio arrastava folhas secas pela calçada.
— Vou acompanhá-la até sua casa — disse Damián em voz baixa. — Não quero que vá sozinha depois de tudo isso.
Ela apenas assentiu. Caminharam em silêncio pelas primeiras quadras, o ruído da cidade abafado pelo horário. Cada passo parecia mais pesado que o anterior, mas também a atravessava uma clareza estranha, que nunca tivera antes.
De repente, ela parou. Damián parou ao seu lado, surpreso.
— É melhor irmos para a sua casa — disse ela, com a voz rouca, mas decidida. — Quero confirmar uma coisa.
— Confirmar o quê?
Ela não respondeu. Começou a caminhar na direção contrária, rumo ao apartamento dele. Damián hesitou por um instante e a seguiu sem fazer mais perguntas.
O apartamento cheirava a ele: a café velho, a lençóis recém-usados, àquele aroma quente que Mariela começara a reconhecer como seu. Entraram. Ele fechou a porta. Ela ficou parada no meio da sala, respirando fundo, como se quisesse encher os pulmões daquele cheiro uma última vez.
— Quer um copo d’água? — perguntou ele, nervoso, indo para a cozinha.
Mariela não respondeu. Quando ele voltou com o copo, ela já havia tirado a jaqueta. Olhou fixamente para ele. Damián estendeu o copo; ela o deixou sobre a mesa sem tocá-lo. E, de repente, sem aviso, aproximou-se e o beijou.
Foi um beijo desesperado, faminto, cheio de tudo o que ela vinha contendo: raiva, alívio, desejo, medo. Damián ficou rígido a princípio, mas pouco a pouco deixou-se levar. Envolveu a cintura dela com os braços e puxou-a contra si. As línguas se enroscaram com urgência, mordendo os lábios, chupando a língua um do outro como se quisessem apagar tudo o que acontecera nas últimas horas.
— Me fode — arfou ela contra sua boca. — Me fode como se fosse a última vez. Quero sentir você dentro de mim, quero esquecer tudo.
— Toda sua, caipirinha — respondeu ele, com a voz rouca, o volume já marcando contra o ventre dela.
Despiam-se entre beijos, com mãos desajeitadas e ansiosas. A camiseta de Mariela caiu no chão, seguida do sutiã, que ele arrancou num puxão brusco, fazendo o fecho saltar. Seus seios ficaram soltos, balançando, e ele cravou a boca em um mamilo, chupando-o com fome enquanto beliscava o outro entre os dedos. Ela gemeu em seu ouvido, procurando o cinto dele com dedos desajeitados. Desabotoou-o, baixou sua calça jeans e a cueca de um puxão. O pau de Damián surgiu duro, rijo, marcado de veias, batendo contra seu ventre. Mariela segurou-o com a mão e apertou com força, sentindo-o pulsar em sua palma. Estava quente, já úmido na ponta.
— Olha só como você está — murmurou ela, passando o polegar pela glande escorregadia. — Todo meu.
— Todo seu — arfou ele. — Tire a calça. Agora.
Ela obedeceu, baixando a calça jeans e a calcinha juntas, chutando-as para longe. Ficou nua diante dele, com a pele arrepiada, os mamilos duros como pontas e a boceta já brilhando de umidade entre as coxas. Damián olhou-a de cima a baixo, de boca entreaberta, como se nunca a tivesse visto antes.
— Toda vez que vejo você assim, fico louco — disse, agarrando-a pela nuca para beijá-la outra vez e empurrando-a de costas contra o sofá.
Deitou-a de costas, abriu suas pernas com um tapa e jogou-se sobre ela. Foi beijando todo o seu corpo, mordendo-lhe o pescoço e os ombros, chupando seus seios até deixá-los vermelhos e cheios de marcas. Desceu pelo ventre, lambendo seu umbigo, mordiscando seus quadris, e continuou até a parte interna das coxas. Mordeu-a ali, com força, e Mariela soltou um grito abafado.
— Damián, por favor — implorou ela, arqueando-se. — Chupa. Chupa minha boceta.
Ele sorriu contra sua pele e baixou a boca. Abriu seus lábios com dois dedos e passou a língua inteira de baixo para cima, numa única lambida longa e faminta. Mariela gritou, agarrando-se ao encosto do sofá. Ele voltou a lambê-la, dessa vez mais devagar, saboreando-a, chupando seus lábios um por um antes de cravar a língua na entrada.
— Você está encharcada, puta — arfou ele, com a boca brilhando de seus sucos. — Sua boceta está escorrendo.
— É para você — gemeu ela, agarrando-o pelos cabelos e empurrando sua cabeça contra a virilha. — Chupa tudo. Não pare.
Damián enfiou dois dedos de uma vez, e ela soltou um grito rouco. Curvou-os para dentro, procurando aquele ponto que a deixava louca, enquanto chupava o clitóris com os lábios, puxando-o e açoitando-o com a língua. Mariela se contorcia sob ele, movendo os quadris contra sua boca e apertando-lhe o rosto com as coxas. Ele continuou sem piedade, chupando e metendo os dedos num ritmo que a levou ao limite em questão de segundos.
— Eu vou gozar... vou gozar, Damián, não pare, não pare...
Ele acelerou a língua, chupou com mais força e enterrou os dedos até os nós. Mariela gozou com um grito rouco que lhe arranhou a garganta. O corpo inteiro tremeu, as pernas fecharam-se ao redor da cabeça dele e seus quadris sacudiram-se contra sua boca enquanto o orgasmo a atravessava em ondas. Ele não a soltou: continuou lambendo-a suavemente, bebendo tudo o que escorria dela, até que ela o empurrou pela testa, porque não aguentava mais.
— Chega, chega, não aguento mais... — arfou, com a respiração entrecortada.
Damián se ergueu com o rosto brilhando dos fluidos dela. Lambeu os lábios e sorriu.
— Você tem o sabor mais gostoso do mundo, caipirinha.
Mariela se endireitou, ainda tremendo, e empurrou-o para que se sentasse no sofá. Ajoelhou-se entre suas pernas abertas e segurou seu pau com as duas mãos. Fez um punho ao redor dele, apertou com força e passou a língua pela ponta, saboreando o líquido pré-ejaculatório que brotava dali. Damián soltou um longo suspiro, jogando a cabeça para trás.
— Ai, Deus... faz isso, chupa tudo...
Ela o lambeu da base à ponta, devagar, olhando-o nos olhos. Chupou suas bolas uma por uma, colocando-as na boca enquanto continuava masturbando-o com a mão. Depois voltou a subir pelo tronco, cuspiu sobre a glande e colocou-o inteiro na boca, afundando a cabeça até a ponta tocar sua garganta. Engasgou-se um pouco, mas não o tirou. Começou a mover-se para cima e para baixo, num ritmo lento e profundo, chupando com força, com as bochechas encovadas, deixando o pau brilhando de saliva.
— Assim, assim, não pare — arfava ele, segurando seus cabelos com as duas mãos, sem forçar. — Como você chupa bem, puta, como faz bem...
Mariela olhava para ele de baixo, com os olhos marejados, a boca cheia e a baba escorrendo pelo queixo. Tirou-o por um instante para lamber a ponta e chupar suas bolas outra vez, depois voltou a colocá-lo até o fundo. Damián empurrou sua cabeça apenas um pouco e ela engasgou novamente, com os olhos cheios de lágrimas, mas voltou a subir e descer com ainda mais furor.
— Para... — arfou ele, puxando suavemente seus cabelos. — Para, ou vou gozar agora na sua boca, e não quero.
Ela tirou o pau da boca com um som úmido, deixando-o brilhante e palpitante, e lambeu-o mais uma vez, provocando-o.
— E se eu quiser que você goze na minha boca?
— Depois. Agora vem aqui.
Ele a puxou para cima e a sentou montada sobre si. Mariela segurou o pau dele e guiou-o até sua entrada. Apoiou-se na ponta, esfregando-se e banhando-o com seus sucos. Depois desceu devagar, muito devagar, gemendo longamente enquanto sentia o membro abri-la e entrar centímetro a centímetro até o fundo. Quando o tinha inteiro dentro dela, ficou imóvel por um segundo, de olhos fechados, saboreando a sensação de estar completamente preenchida.
— Deus, como você me preenche — arfou. — Você é enorme.
— Mexa-se, meu amor — pediu ele, segurando seus quadris. — Foda-me.
Ela começou a se mover, primeiro devagar, subindo quase até a ponta e voltando a descer até o fundo. Damián segurava seus quadris com as duas mãos, ajudando-a no movimento. Beijavam-se com as testas encostadas, as respirações misturadas, mordendo os lábios. Ele baixou a boca até um seio e chupou seu mamilo com força, enquanto a outra mão apertava uma de suas nádegas.
Mariela acelerou. Começou a quicar sobre ele, apoiando as mãos em seus ombros para conseguir um ângulo melhor. O sofá rangia a cada estocada. As coxas dela batiam contra as dele com um ruído úmido e obsceno. Seus seios balançavam diante do rosto dele, e ele os agarrava, apertava e chupava com fome.
— Assim, assim — grunhia Damián. — Foda meu pau, foda tudo, não pare...
— É seu, é seu — gemia ela. — Todo seu, esta boceta é sua, foda quando quiser...
Damián agarrou sua bunda com as duas mãos e começou a empurrar de baixo para cima, encontrando-a a cada descida. Mariela soltou um grito, jogando a cabeça para trás. O novo ângulo atingia um ponto que a deixava louca. Sentiu o segundo orgasmo crescer depressa, imparável, subindo desde a base da coluna.
— Vou gozar de novo... vou gozar... Damián, vou gozar...
— Goza toda em cima de mim — arfou ele, estocando com mais força. — Encharca meu pau.
Mariela gozou com um grito dilacerado, o corpo convulsionando sobre ele, a boceta apertando seu pau em espasmos que a deixaram sem ar. Damián segurou-a enquanto tremia, continuou fodendo-a por baixo e prolongou seu clímax até que ela desabou, arfando, contra seu peito.
Ele não a deixou descansar por muito tempo. Tirou-a do sofá, ainda com o pau dentro dela, e carregou-a nos braços. Mariela enlaçou as pernas em sua cintura, rindo contra seu pescoço enquanto ele caminhava até o quarto.
— Você é louco — sussurrou ela.
— Louco por você, caipirinha.
Ele a jogou de bruços na cama. Agarrou seus quadris e levantou-os, colocando-a de quatro, com a bunda empinada e o rosto colado ao colchão. Mariela sentiu o pau dele esfregar-se entre suas nádegas e estremeceu inteira. Damián abaixou-se, abriu suas nádegas com as duas mãos e enfiou a língua em seu cu, molhando-o e lambendo devagar, subindo e descendo até a boceta e voltando.
— Damián... — arfou ela, apertando os lençóis. — O que você está fazendo...?
— Preparando você — respondeu ele, cuspindo ali e massageando seu buraquinho com o polegar. — Hoje vou enfiar no seu cu, caipirinha. Você topa?
Mariela mordeu o travesseiro. Estremeceu, mas assentiu com a cabeça.
— Sim... sim, faça. Mas devagar.
Ele foi preparando-a com paciência. Cuspindo mais saliva, enfiou um dedo devagar, movendo-o em círculos e relaxando-a. Depois colocou um segundo dedo, abrindo-a suavemente. Com a outra mão, acariciava seu clitóris, mantendo-a excitada, enquanto ela arfava contra o colchão, movendo-se para trás em busca dele.
— Agora, Damián, agora... faça... não aguento mais...
Ele tirou os dedos, cuspiu na mão e passou-a pelo pau, lubrificando-o bem. Encostou-se à bunda dela e empurrou devagar. A ponta entrou com um gemido sufocado dos dois. Mariela soltou um longo gemido, no qual se misturavam dor e prazer. Damián parou, acariciando suas costas e dando-lhe tempo.
— Respire... relaxe... já estamos quase lá.
Ela assentiu, respirando fundo. Ele foi entrando centímetro a centímetro, com uma lentidão dolorosa, até tê-lo inteiro dentro dela. Os dois arfaram em uníssono. Mariela ficou imóvel por um momento, acostumando-se à sensação de estar tão cheia, tão esticada, tão possuída.
— Mexa-se — sussurrou ela. — Foda-me, por favor.
Ele começou a se mover: primeiro devagar, saindo quase inteiro e voltando a entrar, tomando cuidado com ela. Depois com mais força. Em seguida, mais rápido. Agarrou seus quadris com as duas mãos e começou a fodê-la sem piedade, batendo a pélvis contra suas nádegas, fazendo carne contra carne. Mariela gemia a cada estocada, as unhas cravadas nos lençóis, o rosto enterrado no travesseiro para não gritar.
— Assim, puta, é assim que você gosta que eu enfie no seu cu — arfava ele. — Diga, diga que adora.
— Eu adoro, adoro — gemia ela, com a voz quebrada. — Foda-me mais forte, Damián, mais forte, não pare...
Ele passou uma mão por baixo dela e começou a esfregar seu clitóris com dois dedos, sem deixar de estocar. Com a outra mão, agarrou seus cabelos e puxou sua cabeça para trás, arqueando-a. O prazer acumulou-se em dobro, no cu e na boceta ao mesmo tempo, até explodir num orgasmo brutal que a deixou inteira trêmula, com lágrimas escorrendo pelas faces e a voz cortada pelos gritos.
— Vou gozar de novo, vou gozar, ai, Deus, vou gozar...
Damián estocou com mais força, sentindo-a apertar-se ao redor dele. Aguentou mais algumas estocadas, grunhindo, com os dentes cerrados, e, quando não conseguiu mais, empurrou uma última vez até o fundo e gozou dentro dela com um grunhido rouco que nasceu em seu peito. Mariela sentiu os jatos quentes enchendo-a por dentro, um após o outro, enquanto ele continuava movendo-se devagar, prolongando sua gozada.
Desabaram juntos na cama, suados, ofegantes, ainda unidos. Ele a abraçou por trás, colando o peito às costas dela, e cuidadosamente saiu de dentro dela. Um fio de esperma escorreu por suas coxas. Damián recolheu-o com dois dedos e levou-os à boca dela, que os chupou devagar, olhando para ele.
— Eu te amo — sussurrou baixinho em seu ouvido, quase como se temesse que ela o escutasse.
Mariela fechou os olhos. Não respondeu. Apenas deixou-se abraçar. Adormeceram assim, enroscados, exaustos, com o cheiro de sexo grudado à pele.
***
Na manhã seguinte, Damián acordou. A cama estava vazia ao seu lado. O lugar onde ela estivera ainda estava quente, mas Mariela não estava ali.
Sobre o criado-mudo havia um bilhete escrito à mão, com a letra trêmula dela. Ele o pegou e leu:
“Não sei muito bem quem sou depois de tudo isso. Mas sei que preciso voltar a me conhecer, sozinha, por um caminho livre. Talvez um dia voltemos a nos encontrar, nesta vida ou na outra. Adorei ser sua namorada. Cuide-se, idiota.”
Damián ficou olhando para o papel por um longo tempo. Um sorriso pequeno e triste desenhou-se em seu rosto. Suspirou, dobrou o bilhete com cuidado e guardou-o no bolso.
Levantou-se, olhou para a cama vazia e murmurou para si mesmo:
— Você vai se conhecer, caipirinha. E, quando isso acontecer... espero estar aqui para ver.





