A prima sulista me seduziu enquanto meu namorado dormia
Meu namorado roncava feito tronco no quarto do fundo quando ela se aproximou de mim. O sotaque sulista e aqueles olhos pretos me disseram tudo antes das mãos dela.
Meu namorado roncava feito tronco no quarto do fundo quando ela se aproximou de mim. O sotaque sulista e aqueles olhos pretos me disseram tudo antes das mãos dela.
Há dois meses comecei com uma garota que me quer de verdade. E, mesmo assim, assim que ela fecha a porta, eu abro o site de contatos e procuro o que ela nunca vai poder me dar.
Começamos com stickers bobos no fim do turno. Depois veio o apelido. Depois a fantasia. Nessa noite ele me escreveu que a minha casa ficava mais perto e eu não soube dizer não.
Quando cheguei ao restaurante com meu vestido preto e meu conjunto de renda por baixo, eu já sabia que não sairia de lá sendo a esposa fiel que fingia ser.
Sou casada. Sou hétero. Era isso que eu era quando entrei no banheiro do shopping. O que eu era quinze minutos depois, já não tenho tanta certeza.
Da minha cadeira de rodas vi minha esposa sair do carro de braços dados com meu chefe. E soube, sem saber como, que naquela noite eu sobrava no meu próprio casamento.
Quando ela acelerou o passo pela trilha e o alcançou com um sorriso amplo demais para aquela hora, Mateo soube que o nascer do sol não seria a única coisa que veria no alto.
Quando ela se inclinou sobre minha mesa para me mostrar o arquivo, a saia subiu dois dedos. Eu já não conseguia disfarçar nada. Ela também não queria que eu disfarçasse.
A voz de Diego no áudio soava derrotada. Quando ouvi o nome dela, soube que ele me traía havia meses, direto do escritório.
Aos quarenta e oito anos, num bar de Miami, minha melhor amiga me agarrou pelo pescoço e me beijou. Foi minha primeira vez com uma mulher e eu soube que não poderia voltar atrás.
Quando Diego fechou a porta da van e desapareceu em direção às luzes do supermercado, eu soube que tinha meia hora para fazer tudo o que vinha imaginando havia meses.
O telefone tocou justo quando ele entrou pela porta. Era meu namorado. Eu não podia desligar. E meu ex não ia esperar eu acabar a ligação.
Diego sempre me deixava duro e eu o evitava por causa do meu namorado. Até que naquela tarde ele me levou pra sauna da academia e eu entendi que não ia conseguir continuar mentindo pra mim mesmo.
Achei que era um encontro secreto com a prima da minha namorada. O que eu não sabia era que o celular ao lado da cama estava transmitindo tudo ao vivo.
Quando ela me apontou no meio da multidão, eu soube que aquela noite ia quebrar algo que eu vinha tentando manter intacto havia anos.
Meu namorado chamava o eletricista que arrumava a fiação de “Bigodinho”. Naquela tarde, quando todos saíram, fui eu quem pediu desculpas a ele na sala.
Eram sete da manhã, eu tinha acabado de terminar com minha namorada por mensagem e a vizinha ainda estava de bruços na minha cama. Não ia desperdiçar a manhã.
Quando levantei o olhar do sofá, Bruno e Damián estavam à minha frente com os paus de fora. Não consegui chegar até a porta.
Mateo fez um gesto com a cabeça e subiu as escadas. Eu o segui sem pensar, sabendo que a namorada dele era minha melhor amiga e que nada mais podia nos deter.
Fui ao show esperando que ele me levasse para a cama. Não imaginei que seria a namorada dele quem me arrastaria ao banheiro depois da terceira música.