Trinta e dois graus à sombra da minha madrasta
Trinta e dois graus, o menino dormindo e só um baralho entre os dois. Quando ela perguntou o que ele queria apostar, ele respondeu com a única coisa que vinha guardando a semana toda.
Trinta e dois graus, o menino dormindo e só um baralho entre os dois. Quando ela perguntou o que ele queria apostar, ele respondeu com a única coisa que vinha guardando a semana toda.
Baltasar sentiu a tensão assim que o rapaz pediu carona. Não queria conversa: queria o mesmo que ele, e os dois souberam sem dizer uma palavra.
Com dezoito anos, eu nunca tinha ficado com uma mulher. O último que eu esperava era que minha primeira vez viesse com a empregada que entrou para limpar meu quarto.
Quando ela abriu a porta com aquele robe curto e a camisola translúcida por baixo, eu soube que a tarde não ia ser só sobre instalar uma TV.
Chegamos ao motel como sempre, mas dessa vez ela tinha algo diferente no olhar e uma promessa guardada que eu nem imaginava que estivesse disposta a cumprir naquela tarde.
No primeiro dia de aula, ela se sentou ao meu lado cheirando a baunilha. Eu não fazia ideia de que aquela garota mudaria por completo a forma como eu entendia o desejo.
Ela chegou de lingerie preta, abriu a mangueira e deixou a água correr pela pele. Na hora eu soube que aquela noite de agosto não ia terminar como amizade.
Baixei o olhar e vi a mão dela apoiada na minha coxa. Éramos amigas havia cinco anos, mas naquela noite, depois do segundo copo de vodca, tudo mudou de uma vez.
Eu dividia o apartamento com duas universitárias que andavam quase nuas pela casa sem nenhum pudor na minha frente. Demorei semanas para entender o motivo.
Tomás saiu do banho nu e disse que pra que ia se vestir se a gente ia despí-lo mesmo. Naquela noite na cabana, nenhum dos quatro pensou em dormir.
Ele vinha fingindo há meses que o uniforme dela não o afetava. Naquela tarde, com a coxa dela enfaixada e as mãos dele tremendo sobre sua pele, soube que não aguentava mais.
Entreguei a ela uma blusa um tamanho menor sem dizer por quê. Quando ouvi seu grito abafado vindo do provador, soube que ia entrar e não sairia igual.
Da sala de monitores, vi quando ela abriu o blazer achando que ninguém a observava. Eu não fazia ideia de que seu novo vigilante já a estava encarando a manhã inteira.
Estreei os tênis num sábado cedo, sem imaginar que voltaria para casa com o short úmido por motivos que não tinham nada a ver com correr.
Quando suspenderam o confinamento, eu já estava tempo demais aguentando. Saí para a rua decidido a encontrar o que precisava, sem imaginar que seriam três ao mesmo tempo.
Sempre achei que fosse coisa de garota fácil. Então me ajoelhei diante dele, me olhei no espelho antigo e entendi que passei anos errada.
Eu tinha entrado na torre para cobrar uma velha dívida. O que eu não esperava era ficar imóvel atrás da cortina, prendendo a respiração, incapaz de desviar o olhar.
Conheci-a num app de leitura. Cabelo preto, alta, intimidadora. Aceitei ser sua submissa porque jamais imaginei que uma mulher assim olharia para mim duas vezes.
Voltei ao reencontro por causa de um beijo pendente do colégio. Não imaginei que naquela noite, com a garrafa girando, acabaríamos sendo três na mesma cama.
Nunca tinha pensado em outra mulher assim, até que o jaleco branco dela roçou meu joelho e eu entendi que aquele exame não se pareceria com nenhum outro.