O que começou entre elas terminou sendo de três
A cama de um metro e meio não foi feita para três pessoas. Para uma, era espaçosa; para duas, justa; para três, era um problema que nenhum dos que a ocupavam parecia querer resolver ainda. Valeria dormia de lado, colada em Noa, que por sua vez tinha uma perna por cima de Rodrigo. Os três estavam nus, com o lençol enrolado nos pés e parte dele no chão. O quarto ainda cheirava a sexo: a suor, a buceta molhada, a sêmen seco na pele e nos lençóis.
A roupa dos três cobria o parquet numa bagunça que ninguém tinha organizado na noite anterior. Os sapatos de Valeria junto à parede, os jeans de Rodrigo cruzados por cima dos de Noa. No chão, ao lado da cama, um preservativo vazio e descartado. Só um. O resto da noite tinha transcorrido sem proteção, por decisão expressa de Valeria, que tinha dito que tomava a pílula e que confiava nele, que queria sentir o pau cru dentro e a porra onde desse na telha. Restos dessa porra ainda tinham secado no pescoço dela e entre os seios.
Para os três tinha sido a primeira vez naquela combinação. Provavelmente a última, ao menos entre eles.
***
Tudo tinha começado meses antes, quando Valeria chegou a Salamanca para estudar Psicologia.
Valeria tinha vinte anos naquela noite e era a mais velha do apê. Media um metro e sessenta e dois, tinha o cabelo longo cor de mel que lhe caía até a metade das costas quando o deixava solto, e era magra, mas com curvas bem distribuídas. Tinha o costume de subir sempre as escadas a pé, nunca de elevador, o que aparecia nas pernas e na bunda, redonda e firme, daquelas que marcam por baixo de qualquer jeans. Seu rosto ainda guardava algo de suavidade juvenil. Era o tipo de garota que chamava atenção em qualquer lugar sem nem tentar.
Rodrigo tinha dezoito anos e vinha de Aragão. Não era o mais bonito da faculdade nem o mais atlético, mas tinha uma simpatia natural que funcionava melhor do que qualquer uma dessas coisas. Cabelo curto castanho, um metro e setenta, magro. O que não se via à primeira vista era o que Rodrigo chamava em particular de «o projétil»: dezoito centímetros de pau grosso, cheio de veias, com uma glande larga que terminava em ponta. Era o tipo de rola que nenhuma garota esquecia depois de tê-la dentro. Tinha tido vários relacionamentos desde os quinze anos e sabia muito bem como foder com ela, embora preferisse não se gabar disso de início.
Noa também tinha dezoito anos, mas era a mais alta dos três: um metro e oitenta e dois de esporte acumulado. Primeiro patins, depois basquete, depois vôlei. Tinha o cabelo preto bem curto, na altura do pescoço, um rosto alongado com os lábios carnudos e uns olhos verdes que eram a primeira coisa em que qualquer um reparava quando a olhava. Seu corpo era o de uma esportista: pernas musculosas, abdômen plano com um piercing no umbigo, glúteos firmes e duros, seios pequenos com os mamilos pontudos e muito sensíveis. Era lésbica, ou pelo menos era o que pensava até aquela noite.
Os três tinham acabado dividindo apê por uma cadeia de coincidências que nenhum tinha procurado. Valeria já estava em Salamanca havia dois anos quando Rodrigo e Noa chegaram para estudar Direito, no mesmo curso e no mesmo horário. Tinham se conhecido nas redes sociais ao longo dos anos, tinham se encontrado algumas vezes nas férias de verão e, quando suas famílias sugeriram que dividissem um apê para economizar e cuidarem uns dos outros, nenhum levantou objeção séria. Quatro quartos, dois banheiros, cozinha e terraço. O grupo do WhatsApp do apê era usado para as compras, os turnos de limpeza e avisar quando alguém trazia companhia. A regra não escrita: nas áreas comuns, nada de sexo e nada de andar pelado.
Viviam assim havia quatro meses e funcionava bem. As famílias achavam que era uma solução prática. Ninguém imaginava que pudesse acabar de outro jeito.
***
Era a última noite antes do período de provas de dezembro. Os três tinham combinado de sair, mas cada um levava seus próprios planos secundários.
Rodrigo vinha há semanas comendo Martina, uma garota de Biologia ruiva e sardenta, com uma buceta apertada que espremia seu pau cada vez que ele enfiava. Naquela noite, porém, Martina estava menstruada e os pais dela estavam em casa, então os planos de Rodrigo se limitavam a uns amassos no fundo da boate e voltar sozinho, com os ovos cheios e a mão por companhia. Ele tinha aceitado.
Noa tinha combinado com Sofia, uma garota de Engenharia que estudava em outra cidade, a meia hora de distância. Era o primeiro relacionamento sério que Noa tinha na universidade e estava muito envolvida. Mais do que deveria, talvez.
Valeria estava com as amigas sem nenhum plano em particular. Naquela noite tinha decidido não procurar nada, só se divertir e desligar.
A primeira a ir embora foi Noa. Escreveu no grupo do apê que Sofia tinha terminado com ela, que ela estava em casa, que estava arrasada. Uma desculpa sobre a distância, dizia. Trinta quilômetros de distância, no máximo.
Valeria leu a mensagem antes de Rodrigo e respondeu em particular. Se despediu das amigas e foi para casa consolá-la. Rodrigo, que já tinha calculado que a noite com Martina não ia dar em nada, leu as mensagens e decidiu que preferia isso a ficar na boate com as mãos no bolso. Imaginou os três na sala, com uma garrafa, falando de desilusões amorosas. Achou um plano melhor. Despediu-se e saiu também.
Durante o caminho falaram de Noa, de Sofia, um pouco de Martina. Rodrigo contou que não a considerava sua namorada de verdade, que sabia que ela tinha outras coisas rolando, que o deles era uma relação de foder e pouco mais. Valeria ouviu sem julgar. Contou algo que pouca gente sabia: uma vez, bastante bêbada, tinha ficado com uma amiga, tinha lambido a buceta dela no banheiro de um bar e tinha gostado mais do que esperava. Essa amiga agora estudava fora. Esperava que a distância mantivesse assim.
Chegaram ao apê. Valeria entrou no quarto de Noa e disse a Rodrigo para esperar, que já o chamaria se precisassem dele. Rodrigo assentiu, trocou de roupa, lavou o rosto. A porta continuava fechada. Não se ouviam choros nem vozes altas.
Esse silêncio o deixou intrigado.
Tinha pensado em fazer isso outras vezes, mas nunca tinha criado coragem. O terraço dava para os quartos das duas garotas, que normalmente mantinham as persianas fechadas. Mas Noa costumava fumar no terraço e às vezes esquecia de fechar completamente quando voltava a entrar. Rodrigo saiu descalço e em silêncio.
A persiana de Noa estava entreaberta. Uma fresta de cinco centímetros.
Ele se abaixou para olhar.
***
Valeria estava deitada na cama sem camiseta, com o jeans vestido e os sapatos no chão. Noa estava inclinada sobre ela, chupando seus peitos com fome, sugando os mamilos e mordendo ao redor da aréola. Rodrigo ficou paralisado, encostado na parede, com o pau já endurecendo dentro da calça.
Os seios de Valeria eram grandes para sua compleição, brancos com os mamilos escuros, grossos e duros como pedras de tão excitada que estava. Noa passava de um ao outro com uma língua experiente, lambendo-os longa e chapada antes de sugá-los como se quisesse tirar leite, e Valeria a guiava com uma mão no cabelo, dizendo para ela não se dedicar só a um, que tinha dois. Os mamilos de Noa, por sua vez, eram pequenos e pontudos, ainda cobertos pelo sutiã que Valeria tentava desabotoar com uma mão enquanto com a outra acariciava o abdômen e descia até a borda da calcinha.
Rodrigo estava se tocando por cima da calça quase sem perceber. Tinha o pau tão duro que sentia cada pulsação contra o zíper.
As duas pararam um instante para tirar as calças, ficando de lingerie. A calcinha preta de Valeria tinha uma mancha escura de umidade na virilha. A de Noa, branca, também. Rodrigo se afastou da fresta. Quando ouviu que tinham se acomodado de novo, olhou outra vez. Agora era Valeria quem estava por cima, mordendo os mamilos de Noa enquanto enfiava uma mão dentro da calcinha dela.
— Você está encharcada — disse Valeria em voz baixa, tirando dois dedos brilhantes —. Está escorrendo.
— Cala a boca e continua — respondeu Noa, agarrando o pulso dela para que voltasse a enfiar a mão.
Os gemidos chegaram logo. Noa agarrava os lençóis com as duas mãos sempre que os dedos de Valeria bombeavam sua buceta, dois dentro e o polegar girando em círculos sobre o clitóris. Valeria desceu devagar pelo corpo dela, lambendo o abdômen, contornando o piercing com a ponta da língua, até chegar embaixo. Tirou a calcinha, deixou-a pendurada num tornozelo e abriu as pernas dela com as duas mãos. A buceta de Noa estava raspada por completo, brilhante, com os lábios internos inchados e separados. O que Valeria fez em seguida fez Rodrigo precisar se apoiar na moldura da janela para não perder o equilíbrio.
Enfiou a língua inteira numa única lambida, de baixo para cima, e a deixou lá em cima girando no clitóris enquanto os dois dedos voltavam a entrar. Chupou. Mordiscou de leve. Enfiou a língua inteira dentro e a tirou úmida e brilhante. Noa soltou um grito rouco e pôs a mão na nuca dela para que não se afastasse.
Rodrigo tomou nota mental de tudo. Do ritmo. Das pausas deliberadas. De como Valeria acelerava justamente quando Noa estava prestes a gozar, sugando o clitóris entre os lábios, e então parava, deixando-a na beira por alguns segundos, e recomeçava de mais embaixo com a língua nos lábios externos enquanto os dedos permaneciam lá dentro, imóveis. Era um jogo de controle que Rodrigo observava com atenção real, não apenas como espectador.
— Por favor — ofegava Noa —. Por favor, não para de novo, filha da puta, não para.
Valeria sorriu contra a buceta dela e acelerou de vez. Três dedos, agora, entrando e saindo com um som molhado que enchia o quarto.
Rodrigo já não se tocava por cima da calça. Tinha se livrado dela e segurava o pau com a mão, devagar, para não precipitar nada. Uma gota de pré-gozo brilhava na ponta da glande.
Depois de vários minutos, foi Noa quem se pôs por cima. Era mais direta, mais eficiente. Sabia exatamente onde ir e como. Abriu as pernas de Valeria com um joelho, baixou a calcinha arrancando-a quase de uma vez, e mergulhou entre as coxas sem preâmbulos. Chupou o clitóris com a boca aberta, sugando longo, enquanto dois dedos compridos entravam até a junta e trabalhavam um ponto no teto da buceta que fez Valeria arquear o corpo e morder o lábio para não gritar tanto que fosse ouvido da sala.
Valeria goza na metade do tempo. Soltou um gemido entrecortado, apertou a cabeça de Noa contra sua buceta com as duas mãos e, quando terminou de gozar, ficou deitada com o peito subindo e descendo rápido.
As duas ficaram deitadas um instante, falando baixo, tocando o rosto uma da outra. Depois Valeria se levantou e foi até o armário. Tirou algo de uma caixa: um consolador de silicone, realista, de bom tamanho, com veias marcadas e uma glande grossa.
— Chupa — disse a Noa, que obedeceu sem hesitar, abrindo a boca e engolindo-o quase inteiro, babando-o de cima a baixo como se fosse um pau de verdade.
Quando ficou pronto, Valeria o introduziu devagar, perguntando como ela gostava. Noa disse que lento e fundo. Valeria ajustou o ritmo, enterrando-o até o fundo, puxando-o quase todo para fora, voltando a empurrá-lo. Enquanto isso, Noa acariciava as coxas dela, tentando devolver algo, mas sem conseguir se concentrar por completo.
Foi então que Rodrigo ouviu o que mudou tudo.
— Nunca gozei com um pau de verdade — disse Noa entre ofegos —. Um de carne. Não sei o que estou perdendo.
— Está perdendo bastante — respondeu Valeria sem parar, torcendo o consolador no pulso —. O plástico não esquenta. Não pulsa. Não te preenche igual. O plástico não tem chance.
— Não temos um à mão para comparar, então continua.
Rodrigo parou de se tocar.
Até que tinham um à mão.
Ele foi para o quarto, tirou o resto da roupa, pegou a caixa de preservativos da gaveta da mesa de cabeceira e respirou fundo. O pau se projetava reto, duro, pulsando, com a glande inchada e avermelhada. Caminhou pelo corredor. Abriu a porta do quarto de Noa. Encostou uma mão na moldura. Com a outra segurava a rola, deixando-a bem visível.
— Quem vai ser a primeira? — disse.
***
As duas ficaram imóveis. Não gritaram. Não se cobriram. Olharam para o rosto dele, desceram o olhar até o pau, e voltaram a olhar para o rosto dele.
O silêncio durou três segundos.
— Caralho — murmurou Noa, sem tirar os olhos da rola.
— Entra. Fecha a porta — disse Valeria.
Rodrigo jogou o pacote de preservativos sobre a cama. Valeria se pôs de quatro no colchão, com a bunda erguida na direção da porta, os lábios da buceta brilhantes e entreabertos, e Noa deitada diante dela com as pernas abertas. Rodrigo se ajoelhou atrás de Valeria. Ela estava tão molhada que, quando ele aproximou a glande, sentiu o calor antes mesmo de encostar. Baixou a cabeça e passou a língua inteira pela fenda, de baixo para cima, recolhendo tudo o que Noa tinha deixado sem terminar. Tinha gosto de sal e de mulher excitada. Enfiou a língua dentro, chupou o clitóris uma vez, confirmando o que já intuía: que não ia precisar de nenhum tipo de preparação.
Levantou-se e abriu um preservativo.
— Tira — disse Valeria, olhando por cima do ombro —. Tomo a pílula. Confio em você. Quero sentir cru. E quero que você goze dentro.
Rodrigo pensou meio segundo e jogou-o no chão.
Segurou o pau pela base e o passou pela fenda, de cima a baixo, encharcando a glande com os fluidos dela. Encostou a ponta na entrada e empurrou devagar. Valeria abriu a boca sem que saísse nenhum som no começo. Centímetro por centímetro, Rodrigo foi entrando, sentindo a buceta se abrir para acomodá-lo, apertada e quente, ordenhando-o por dentro. Quando chegou até o fundo e o púbis bateu nas nádegas, ficou ali um instante, com as mãos nas ancas dela. Valeria expirou pelo nariz, com os olhos fechados.
— Caralho — sussurrou ela —. Caralho, que grande você tem.
— Assim? — perguntou ele.
— Mais rápido — respondeu ela —. Forte. Me fode forte. Me quebra.
Rodrigo obedeceu. Tirou o pau até deixar só a glande dentro e o enfiou de novo com uma estocada seca. O ritmo que Valeria pedia era exatamente o que ele gostava: força constante, sem pausas, metendo até o fundo a cada vez. Os quadris dos dois se chocavam com um som seco e repetido que enchia o quarto, misturado ao chapinhar da buceta encharcada ao redor da rola. Os seios de Valeria balançavam por baixo, os mamilos roçando o lençol a cada empurrão.
— Assim — ofegava ela —. Assim, filho da puta, assim, não para.
Valeria continuava manejando o consolador em Noa, mas o ritmo já não era tão constante porque cada investida de Rodrigo a descompassava um pouco, empurrava-a para a frente e o consolador entrava mais fundo do que o planejado. Noa estava recebendo mesmo assim, com os olhos fechados e as mãos agarradas aos lençóis, mordendo o lábio para não gritar.
Rodrigo deu um tapa na bunda de Valeria, primeiro de leve, depois mais forte quando ela gemeu pedindo mais. A marca vermelha da mão ficou desenhada na nádega direita. Agarrou as ancas dela com as duas mãos e acelerou, fodendo-a com um ritmo brutal que a fazia escorregar para a frente a cada estocada.
— Olha para ela — disse Valeria a Noa entre ofegos, com a voz quebrada —. Olha como ele me fode. É isso que você está perdendo, idiota.
Noa olhava para ela com os olhos bem abertos. Passou a língua pela boca aberta de Valeria, recolhendo um fio de saliva. Enfiou dois dedos na boca dela para que os chupasse. Depois desceu esses mesmos dedos até o próprio clitóris e se esfregou enquanto observava o pau de Rodrigo entrando e saindo da buceta de Valeria, grosso, brilhante, coberto pelos fluidos dela.
Rodrigo tentou não fixar o olhar em nenhum ponto por muito tempo. Quando olhava para baixo, vendo como seu pau cru desaparecia dentro de Valeria, se excitava rápido demais. Quando olhava para o rosto de Noa se tocando, a mesma coisa. Começou a contar números primos em silêncio para ganhar tempo: dois, três, cinco, sete, onze, treze... Chegou até 2467 antes de Valeria decidir que já era o bastante.
Se afastou dele com um som molhado quando o pau saiu da buceta, deu um beijo breve no canto dos lábios dele e o empurrou suavemente até a cama, deixando-o deitado de costas. A rola se projetava vertical, ensopada, brilhando. Depois tirou o consolador de Noa e o jogou de lado.
— Agora você — disse a Noa, apontando com a cabeça para o pau de Rodrigo —. Experimenta. Compra.
Noa não disse nada. Aproximou-se primeiro de quatro, abaixou a cabeça e o colocou na boca. Chupou longo, até o fundo da garganta, com os olhos fechados. Provou os fluidos de Valeria na pele do pau, fez uma careta de aprovação e o tirou devagar, deixando-o brilhante de saliva. Rodrigo gemeu pela primeira vez em voz alta.
— Caralho, Noa.
Ela montou nele devagar, com os joelhos de cada lado de seus quadris. Sua buceta raspada, inchada e vermelha, se apoiou sobre o pau, esmagando-o com os lábios externos antes de guiá-lo com a mão. Quando sentiu a ponta abrindo-a, parou um segundo. Esfregou a glande para cima e para baixo, pressionando de leve, hesitante.
— Devagar — murmurou —. É a primeira de verdade.
— Devagar — repetiu Rodrigo, quase sem voz.
Não era a mesma coisa que o plástico. Era mais quente, mais insistente, mais presente em todos os sentidos. Desceu muito devagar, sentindo como a glande a abria e depois como a rola grossa ia ocupando milímetro a milímetro um lugar que o silicone nunca tinha sabido preencher. Rodrigo ficou imóvel, deixando-a marcar o ritmo completamente, com os punhos cerrados contra os lençóis para não socar para dentro. Quando a teve quase inteira, ela fez uma pausa, expirou fundo e desceu o resto de uma vez. Rodrigo ergueu um pouco os quadris, afundando-se até os ovos, e Noa soltou um som entre surpresa e alívio que ficou pairando no quarto.
— Deus — disse em voz baixa —. Meu Deus. Está pulsando. Está pulsando dentro.
— Monta — ordenou Valeria de lado —. Cavalga como se fosse sua.
Noa começou a se mover. Primeiro para cima e para baixo, devagar, sentindo cada centímetro. Depois em círculos, esfregando o clitóris contra o púbis de Rodrigo. Depois com mais confiança, levantando-se até deixar só a glande dentro e descendo de uma vez, repetidas vezes, até que as coxas ardessem e a buceta produzisse um som molhado ao recebê-lo.
Valeria tinha se colocado ao lado dela. Mordia os mamilos de Noa, acariciava suas coxas, segurava seu rosto e a beijava com língua quando Noa não sabia para onde olhar. Depois enfiou dois dedos na boca dela, tirou-os úmidos, e os desceu para lhe esfregar o clitóris no ritmo em que o pau entrava e saía. Noa começou a gemer mais alto, já sem controle, com a boca aberta sobre o peito de Valeria.
Por baixo, Rodrigo tinha aberto caminho para Valeria com a mão. Agarrou a coxa dela, puxou-a até tê-la montada sobre seu rosto, e comeu sua buceta por baixo enquanto Noa o cavalgava em cima. Enfiou a língua inteira, chupou o clitóris inchado, mordiscou os lábios internos. Valeria se inclinou para a frente, apoiando-se na cabeceira, abrindo mais as pernas para que a língua entrasse mais fundo.
— Mais para cima — ofegou Valeria, agarrando-se à cabeceira —. Aí. Bem aí, não se mexe.
Os três encontraram um ritmo comum sem precisar falar. Noa foi se soltando, marcando as penetrações com mais confiança, apertando com os músculos da buceta em cada descida, ordenhando o pau como tinha aprendido com o consolador, mas melhor, porque agora podia sentir como o outro corpo respondia. Valeria, de cima, inclinou-se para a frente até beijar Noa na boca por cima do rosto de Rodrigo, os corpos colados, os seios se roçando. Enquanto se beijavam, Rodrigo sentia o calor e o peso das duas de todos os ângulos possíveis. A língua na buceta de Valeria, o pau envolto na buceta de Noa, as duas garotas gemendo na mesma boca dele. Ele não tinha planejado nada disso. Não havia nada a planejar.
Noa gozou primeiro. Estava há minutos na beira e, quando os dedos de Valeria voltaram ao clitóris, enquanto Rodrigo estocava para cima com os quadris, ela se partiu por dentro. Soltou um grito longo, agarrando as duas, com o corpo inteiro rígido, e se notou a gozada apertando o pau em espasmos quentes que quase levaram Rodrigo a terminar com ela.
— Caralho, caralho, caralho — repetia —. Eu gozo com pau, eu gozo sim, eu gozo.
Valeria riu na boca dela e mordeu o lábio inferior.
Rodrigo aguentou. Voltou a contar primos. Esperou Noa se acalmar um pouco, ainda com o pau dentro. Depois a segurou pela cintura, levantou-a com cuidado e a deixou deitada de lado. Saiu dela brilhante, encharcada dos dois.
— Vem cá — disse a Valeria.
Valeria desceu do rosto dele e virou Rodrigo com um empurrão no ombro, até deixá-lo de joelhos atrás dela outra vez. Pôs-se de quatro, olhando para Noa, e abriu as pernas da companheira com uma mão.
— Come enquanto ele me fode — pediu.
Noa obedeceu. Se acomodou embaixo, com a cabeça entre as coxas de Valeria, e começou a chupar seu clitóris por baixo justamente quando Rodrigo voltava a afundar o pau até o fundo. A língua de Noa também roçava o pau cada vez que entrava e saía, e isso fez Rodrigo soltar um grunhido que não conseguiu conter.
Fodeu Valeria com tudo o que ainda tinha. Agarrou o cabelo dela por trás, puxando de leve, enquanto a outra mão cravava os dedos na anca dela. Cada estocada a empurrava contra a boca de Noa, e Valeria começou a gritar sem se importar com o volume, mordendo o dorso da própria mão para abafar em parte.
— Eu vou gozar — avisou ela —. Eu vou gozar, não para, não para, eu vou gozar.
Rodrigo não parou. Acelerou ainda mais, até as coxas queimarem. Valeria gozou com um grito rouco e longo, com o corpo inteiro tremendo, ordenhando o pau com uma buceta que se fechava em espasmos. Noa continuou chupando seu clitóris durante toda a gozada, sem soltá-la, até Valeria afastar a cabeça dela com a mão porque já não aguentava mais.
Rodrigo avisou quando já não podia segurar mais.
— Vou gozar.
As duas se afastaram, ajoelharam-se juntas ao lado dele e o dividiram sem precisar organizar turnos. Noa enfiou o pau inteiro na boca, chupando longo, e o retirou deixando-o brilhante. Valeria pegou depois, fez o mesmo, lambendo os ovos também de passagem. Uma atendia a ponta com os lábios enquanto a outra trabalhava o eixo com a mão e os ovos com a língua, depois trocavam de posição sem falar. As duas bocas sobre a mesma rola, os peitos juntos, as mãos se cruzando.
— Goza na nossa cara — pediu Valeria, olhando para ele de baixo com o pau meio metido na boca —. Nas duas.
Quando chegou a hora, Rodrigo soltou o som que tinha segurado por meia hora, um grunhido rouco que lhe saiu do fundo. Tirou o pau da boca de Noa e o segurou pela base enquanto a primeira onda saltava longe, caindo na bochecha de Valeria, descendo pelo pescoço até o peito. A segunda foi para Noa, longa, cruzando o lábio e o queixo. A terceira e a quarta respingaram entre as duas, caindo nos seios de uma e no pescoço da outra. O que veio depois caiu nas duas em partes, sem que nenhuma desviasse, deixando-as marcadas de sêmen branco e espesso.
Dividiram também depois, assim como tinham dividido tudo naquela noite. Valeria recolheu uma gota da bochecha de Noa com o dedo e a colocou na própria boca. Noa lambeu o peito de Valeria, limpando um fio que descia pela aréola. Beijaram-se passando o que ainda restava entre as línguas, enquanto Rodrigo as observava da cama, com o pau ainda ereto e pulsando, sem terminar de acreditar no que estava vendo.
A cama continuou pequena para três. Mas nenhum dos três fez o menor esforço para procurar mais espaço.
