Minha colega de escritório nunca tinha beijado uma mulher
Eu vinha lhe dando chocolates e rosas havia meses sem saber o que esperar. Naquele fim de tarde, no táxi de volta do trabalho, ela se aproximou do meu ouvido e tudo mudou.
Eu vinha lhe dando chocolates e rosas havia meses sem saber o que esperar. Naquele fim de tarde, no táxi de volta do trabalho, ela se aproximou do meu ouvido e tudo mudou.
Quando Inés afastou a cortina da barraca, a namorada já estava em cima de outra garota, ainda ofegante por um orgasmo que não era dela.
Faziam duas semanas que eu revivia na cabeça aquele ménage com minha irmã e meu marido. Nessa manhã, liguei para ela para sairmos, sem imaginar como o dia terminaria.
Ela passava cinco anos colocando um ingrediente íntimo nos meus pratos, e eu o provei todos os dias sem saber. Até que naquela tarde ela ousou confessar.
Desci do barco-museu com a cabeça girando. Naquela mesma noite, diante do Pacífico, uma mulher que eu mal conhecia me beijou como nenhum homem jamais tinha me beijado.
Saí para espairecer numa tarde de sábado. Quando levantei os olhos do café, ela já estava sentada diante de mim, sorrindo como se me conhecesse a vida inteira.
Voltei torrada de sol e minha tia me chamou ao quarto para me aliviar com creme. Quando suas mãos chegaram aos meus quadris, soube que algo havia mudado entre nós.
Subi ao quarto dela achando que conhecia a garota de quinze anos que já não existia. A caixa debaixo da cama deixou claro: minha filha era outra, e eu também.
Quando viu a porta entreaberta e reconheceu a irmã lá dentro, contra a parede, a última coisa que esperava era ficar olhando, sem conseguir se mover.
Saí do banheiro com a boca torta e um novo pulsar. Ela, com a marca vermelha do meu batom nos lábios, não sabia que o namorado já a estava observando.
Eu ia consolá-la quando ela chorava. O que eu não sabia é que o choro dela me levaria a cheirar seu pescoço, provar sua pele e entender que eu a queria de outro jeito.
Anos haviam se passado desde a última vez que a vi. Quando ela se sentou diante de mim no bar e pousou a mão sobre minha coxa, soube que aquela noite não terminaria como minha prima imaginara.
Camila me esperava sentada na beira da cama, e eu não sabia onde pôr as mãos. Só sabia que naquela noite eu ia aprender algo que nenhum homem tinha me ensinado.
Tinha 20 anos e nunca tinha sentido um orgasmo de verdade. Numa noite de janeiro, com o calor pegajoso e meio rosé, minha prima francesa decidiu que já era hora.
Quando os dedos dela roçaram os meus sobre a mesa, soube que naquela noite eu ia recuperar algo que minha namorada vinha me fazendo esquecer aos poucos.
Quando ela me beijou diante do carro, eu soube que não era o álcool. Era tudo o que ela tinha calado por dez anos saindo, enfim, da boca dela.
Quando ela entrou no banheiro eu não esperava que se ajoelhasse entre minhas pernas, nem que sua língua decidisse por mim o que eu evitava perguntar há anos.
Eu era sua assistente. Trabalhávamos doze horas por dia. Numa noite, descalça no sofá dela, ela me olhou como nunca antes e eu soube que algo tinha mudado para sempre.
Trinta e dois anos, unhas vermelhas e um jeito de olhar para as mulheres que parecia um cumprimento e uma pergunta. Eu era uma mulher casada. Até a noite em que esqueci as chaves.
Quando Mariela mandou que Carla tirasse também a calcinha, ela procurou nos olhos da mãe o freio que esperava. Não encontrou. O que achou foi um sorriso cúmplice.