Pular para o conteúdo
Relatos Ardientes

Sete amigas, uma confissão lésbica e uma vingança

4(3)

O apartamento cheirava a perfume, álcool e a algo mais difícil de nomear, aquele cheiro de buceta molhada e sêmen fresco que gruda nos tecidos quando sete mulheres passam horas fodendo entre si. Éramos sete naquela noite, espalhadas entre sofás e almofadas no chão, com as garrafas pela metade sobre a mesa de vidro. A música tocava baixo, quase como um sussurro de fundo que ninguém ouvia. Carina, que tinha chegado com Roxana como parte da noite, já não servia drinques: estava com o rosto enterrado entre as pernas de Sofía, a língua enfiada até o fundo da buceta e os lábios brilhando de lubrificação. Sofía olhava para o teto com os olhos semicerrados e uma expressão que lutava entre a resistência e algo que ainda não podia admitir, enquanto as mãos de Carina lhe abriam as coxas e seus dedos afundavam ao mesmo tempo no cu apertado.

Lucía continuava ajoelhada diante da tia Natalia, com a boca apoiada por dentro das coxas dela, subindo devagar, deixando um rastro de saliva do joelho até a dobra da virilha. Natalia apertava o encosto do sofá com os dedos esbranquiçados, prendendo a respiração, as tetas ao ar, os mamilos eriçados e escuros como se doesse tê-los tão duros. Miranda bombeava um consolador preto e grosso na buceta da irmã com um ritmo constante que não cedia, girando-o a cada tantas estocadas para arrancar um novo gemido. E eu estava no sofá do fundo, com Roxana ajoelhada entre minhas pernas, a língua já encharcada de mim, tentando falar com a pouca concentração que me restava enquanto ela chupava meu clitóris como se fosse um doce.

—No começo eu não queria acreditar — disse, a voz falhando quando Roxana enfiou dois dedos e os curvou para a frente —. Andrés sempre foi muito conveniente com os próprios princípios. Vivia me repetindo que os homens que traíam as mulheres eram uns covardes. Jurava que nunca poderia fazer algo assim comigo. Durante nove anos acreditei em tudo.

—Conta pra gente do vídeo — pediu Renata do chão, com três dedos se movendo devagar dentro da própria buceta enquanto ouvia, o polegar esfregando o clitóris com uma lentidão que a fazia morder o lábio.

—O vídeo chegou no meu celular numa tarde em que Lucía e eu estávamos na academia. Fazíamos séries nos aparelhos quando recebi por mensagem anônima. Uma tela inteira de Andrés com outra mulher. Na cama da minha casa. Na minha roupa de cama cor creme que comprei no ano passado. A tipa em cima, cavalgando a rola dele, e ele com uma cara de prazer que eu não conhecia.

—Meu Deus — murmurou Valeria, sentada no chão com as pernas cruzadas, uma mão apoiada na coxa da mãe e a outra enfiada sob a própria saia, os dedos ocupados num vai e vem que não disfarçava.

—Isso mesmo eu pensei. Fiquei paralisada. Lucía viu minha cara e soube que alguma coisa estava acontecendo. Mostrei pra ela. Quis que eu ligasse para Andrés na hora, que o enfrentasse antes que pudesse apagar provas. E eu não conseguia mexer os dedos. As mãos tremiam em cima da tela.

Roxana não parou. A língua dela percorreu os lábios da minha buceta com uma pausa calculada antes de voltar ao clitóris, sugando-o entre os lábios até fazê-lo pulsar. Tive de me agarrar à borda do sofá com as duas mãos para não fechar a cabeça dela entre as minhas coxas.

—Fomos para o vestiário para conversar com um pouco de privacidade. No caminho, dois caras que já vinham nos olhando há um tempo decidiram que era a vez deles. Um se aproximou quando eu saía da área de pesos. Disse que queria me conhecer melhor, que nós três poderíamos nos divertir muito juntos. Sorriu com aquela confiança que certos homens têm, como se a pergunta fosse só uma formalidade.

—Nós três? — repetiu Renata, afundando os dedos até os nós.

—Foi isso que entendi. Olhei pra ele, olhei pro amigo dele, e mandei os dois à merda. Fui direto pro vestiário feminino.

Natalia soltou um gemido longo quando Lucía enfiou a língua inteira dentro da buceta dela, movendo-a em círculos lentos, fodendo-a com ela. As coxas de Natalia se ergueram do sofá, instintivas, buscando mais contato, a mão descendo sozinha para agarrar a nuca da sobrinha e empurrar o rosto dela mais fundo. Sofía, do outro lado da sala, tinha os olhos fechados e os quadris se mexendo em pequenos impulsos contra a boca de Carina, os dedos de Carina saindo brilhantes do cu e voltando a entrar sem resistência, como se a cada poucos segundos Sofía esquecesse que não queria ser vista assim, tão puta.

***

No vestiário, Lucía tentou me acalmar. Disse para eu respirar, esperar estar em casa para tomar decisões. Não fazer nenhuma loucura. Tudo muito razoável, muito Lucía. E, enquanto ela falava, eu olhava o vídeo de novo. O rosto de Andrés. Aquela expressão que eu nunca tinha visto quando ele estava comigo. A rola entrando e saindo de outra mulher na minha própria cama, e ele gemendo coisas que comigo eram proibidas.

Saí do vestiário feminino. Fui direto para o masculino.

O primeiro estava sozinho, com uma toalha na cintura, fechando um armário. Me viu entrar e me olhou sem entender. Beijei-o antes que ele pudesse abrir a boca, enfiando a língua até o fundo, agarrando sua nuca com as duas mãos. Senti as mãos dele na minha cintura, primeiro surpresas, depois firmes, depois decididas, descendo para apertar minha bunda por cima da legging. A toalha caiu sozinha. Ele já estava com a rola meio dura contra meu ventre, grossa, quente, pulsando ali como uma promessa. O amigo dele saiu do banho trinta segundos depois e encontrou a cena resolvida: eu já não estava mais de camiseta e o primeiro me chupava um mamilo de boca aberta enquanto enfiava a mão dentro da minha legging.

—E a Lucía? — perguntou Miranda, diminuindo o ritmo do consolador sem soltar, deixando-o enterrado na irmã.

—Lucía chegou dois minutos depois. Ficou na entrada, disse meu nome, uma vez, duas. Depois ficou ali parada, vendo o primeiro cara arrancar meu sutiã de uma vez e o segundo se aproximar por trás com a rola já dura batendo na minha bunda.

—Fui eu — confirmou Lucía, sem erguer o rosto de entre as coxas da tia, a voz abafada contra a carne molhada —. Entrei para te procurar e dei de cara com aquilo. Fiquei paralisada igual a você antes.

—Disse a eles que ela não seria tocada se não quisesse. Mas pedi que filmasse. Ela disse não duas vezes. Na terceira já estava com o celular na mão.

Lucía soltou uma risada baixa sem se mover. Os lábios dela continuaram chupando o clitóris de Natalia sem interromper quase nada, e Natalia soltou um suspiro agudo.

Os dois caras tinham o corpo de alguém que leva a academia muito a sério. Costas largas, braços bem definidos, aquela firmeza que se nota quando não há roupa para esconder nada. E as duas rolas também não destoavam do conjunto: grossas, compridas, com as veias marcadas e os ovos pesados pendendo embaixo. O primeiro me arrancou a legging de uma vez, me virou contra os armários e abriu minhas pernas com um empurrão leve nos tornozelos. Metal frio contra as tetas e o ventre, as mãos quentes subindo pelas minhas coxas, dois dedos entrando de súbito na minha buceta para verificar se eu estava molhada. Eu estava encharcada. Ele riu rouco no meu ouvido.

—Você está ensopada, puta — me disse —. Andrés te deixou abandonada.

E enfiou a rola inteira numa estocada só. Sem preliminares. Sem perguntas. Gritei contra o metal. O segundo se posicionou à frente sem que ninguém precisasse pedir, agarrando meu cabelo, apoiando a ponta da rola nos meus lábios.

—Um entrou por trás — disse, corrigindo a ordem só para encurtar —. O outro encheu minha boca. Andrés nunca me deixou ser a ativa. Dizia que não tinha se casado com uma qualquer. Sempre a mesma ordem, sempre ele decidindo quando e como. Esses dois não me perguntaram nada. Abriram-me como se soubessem exatamente do que eu precisava naquela tarde. Foderam meus dois buracos ao mesmo tempo, sincronizados: um empurrava por trás e o outro me enfiava até a garganta.

Renata havia parado de se mover. Só escutava, com os olhos fixos em mim e os dedos imóveis dentro de si mesma.

—O metal dos armários rangia a cada empurrão. Eu babava na rola do segundo, com os olhos lacrimejando, o nariz encostado nos ovos dele toda vez que ele me enfiava até o fundo. O de trás segurava meus quadris com os dois polegares afundados no cu, me abrindo, olhando a própria rola entrar e sair pingando meu mel. Lucía filmava com a mão firme e as bochechas vermelhas como tomates. Tentava olhar para outro lado e não conseguia. Em certo momento o cara de trás se afastou, foi até ela e baixou a legging dela de um puxão. Lucía protestou. Eu me ajoelhei diante dela, abri suas coxas com a mão e pedi que ficasse.

—Foi a primeira vez entre vocês? — perguntou Miranda, com a voz mais baixa que antes, retomando a bombeada do consolador.

—A primeira vez que fazíamos. Não a primeira vez que eu pensei nisso.

Lucía ergueu a cabeça de entre as coxas da tia por um segundo. Me olhou. Havia algo naquele olhar que não era vergonha.

—Eu também tinha pensado — disse ela, e voltou a baixar o rosto para a buceta de Natalia, desta vez chupando os lábios um por um.

Enquanto o segundo cara voltava para a minha boca e o primeiro continuava me fodendo por trás, eu tinha a língua inteira enfiada entre as pernas da minha melhor amiga. Chupava seu clitóris com fome, passava a língua por toda a fenda, enfiava a ponta na entrada. Lucía filmava com uma mão e se agarrava ao meu cabelo com a outra, puxando sem saber que puxava. Não disse uma única palavra de protesto. Só suspirava baixinho, com as coxas se aproximando sozinhas da minha boca, a buceta me encharcando o rosto. Num momento senti os músculos dela se tensionarem ao redor das minhas orelhas e ela me enfiou a língua até o fundo com um gemido longo. Ela gozou na minha boca enquanto filmava. Engoli tudo sem parar de mover a língua.

***

—Quando o primeiro gozou dentro de mim, eu senti tudo — continuei —. Aquele calor me preenchendo, os jatos de sêmen grosso batendo lá dentro enquanto ele cravava as unhas nos meus quadris e rosnava como um animal. O outro continuava na minha boca, empurrando. Pedi ao segundo que terminasse no meu rosto. Ajoelhei, abri a boca, coloquei a língua para fora, deixei que ele sacudisse a rola a dois centímetros de mim. Saiu um jato grosso que me escorreu da testa até o queixo, morno, viscoso, e mais dois que encheram minha boca e as tetas. E olhei direto para a câmera. Para Lucía. Com o rosto pingando sêmen alheio e a buceta se enchendo do que o primeiro tinha deixado, tudo escorrendo pela parte de dentro da coxa. Queria que Andrés visse cada segundo daquilo que ele nunca me dera.

—Você mandou o vídeo para ele? — perguntou Sofía do outro sofá. Era a primeira vez que falava em meia hora. Carina ergueu a cabeça por um instante, os lábios brilhando de lubrificação até o queixo, e esperou a resposta antes de voltar a enfiar a língua entre as pernas de Sofía.

—Ainda não. Estou guardando para o momento certo.

Sofía assentiu devagar. Fechou os olhos e deixou Carina continuar, abrindo ela mesma os lábios da buceta com dois dedos para que a boca de Carina tivesse melhor acesso ao clitóris.

A língua de Roxana acelerou o ritmo entre minhas pernas, chupando meu clitóris com uma sucção constante enquanto me enfiava três dedos na buceta e buscava o ponto com as pontas curvadas. Renata apoiou uma mão na minha coxa e eu deixei que ficasse; logo essa mão estava amassando uma teta minha, beliscando meu mamilo até me fazer gemer. Miranda se aproximou de nós e Roxana foi espalhando sua atenção sem fazer cerimônia com isso: uma boca alternando entre duas bucetas, devagar, como se tivesse a noite inteira pela frente. Chupava Miranda por alguns segundos, deixava-a arfando, voltava para mim, enfiava dois dedos, seguia. Valeria se masturbava ao lado, os olhos fixos na cena, dois dedos dentro e o polegar no clitóris, com aquela expressão de quem ainda não decidiu dar o último passo.

Natalia chegou ao orgasmo com um gemido que tentou conter e não conseguiu. As coxas dela apertaram a cabeça de Lucía por um instante, os quadris se sacudiram três vezes para cima contra a boca da sobrinha, e a buceta escorreu sobre o queixo de Lucía em pequenos espasmos. Depois relaxaram. Lucía se ergueu, os lábios molhados, o queixo brilhante, e sustentou o olhar da tia. Natalia lhe devolveu algo que parecia mais gratidão do que vergonha e passou o polegar no canto da boca dela, recolhendo o próprio fluido, levando-o aos lábios.

—Tem mais uma coisa para contar — disse Valeria, parando de se tocar —. Uma coisa que aconteceu entre minha mãe e eu antes desta noite. Algo que ela não quer mencionar.

Natalia se enrijeceu. Completamente. Os ombros, as mãos, a mandíbula.

—Valeria — disse em voz baixa.

—Mãe. — Valeria ergueu as sobrancelhas e olhou ao redor —. Você acabou de deixar sua sobrinha te levar ao orgasmo diante de seis pessoas. Acho que o limite do que pode ser contado ficou bem para trás.

Algumas riram. Sofía apertou os lábios, mas não disse nada.

—É diferente — insistiu Natalia.

—Por quê? — Lucía se aproximou e pousou uma mão no joelho dela com cuidado, como se faz com alguém que está prestes a ceder —. Esta noite não há segredos entre nós.

Natalia a olhou. Aquela sobrinha que acabara de levá-la ao orgasmo com uma paciência que nenhum amante dela tivera em anos. Que agora esperava sem pressionar, com aquela calma de quem sabe que vai vencer.

—Sei que vão me julgar — disse Natalia em voz baixa.

—Ninguém vai te julgar — respondeu Lucía —. E, se alguém tentar, que vá dormir. — E olhou direto para a mãe.

Sofía sustentou aquele olhar por alguns segundos. Depois baixou os olhos para o copo que tinha nas mãos. Carina encheu o copo sem que ninguém pedisse.

O apartamento ficou em silêncio. Apenas a música baixa, o som de sete respirações agitadas, o tilintar do gelo nos copos, o leve chapechape dos dedos de Renata que tinham voltado a se mover dentro dela. Valeria acariciava o tornozelo de Lucía com o polegar. Renata encostou a cabeça no meu ombro, com os dedos ainda brilhando do próprio fluxo. Miranda mantinha os olhos fixos na mãe, esperando.

Natalia respirou fundo. Uma vez. E depois outra.

—Tudo bem — disse por fim —. Mas eu preciso de outro daiquiri antes de começar.

Carina já estava de pé.

Ver todos os contos de Lésbicas

Avalie este conto

4(3)

Comentários

Seja o primeiro a comentar.

Deixe um comentário

Entrar ou criar conta

Escolha como quer continuar.