A webcam daquela noite despertou meu lado submisso
Diante da tela, com um pano entre os dentes para não gritar, obedeci a cada ordem de um homem que eu nunca tinha visto. E faria isso de novo.
Diante da tela, com um pano entre os dentes para não gritar, obedeci a cada ordem de um homem que eu nunca tinha visto. E faria isso de novo.
Ele me pediu pela tela, e eu obedeci: abrir a janela, deixar a roupa cair e permitir que aqueles homens me olhassem sem pudor.
Nessa manhã não havia ninguém em casa para me ouvir. Só o espelho, meus saltos e a voz de um homem que vivia dentro da minha cabeça.
Tudo começou por uma foto no celular. Dez dias depois, eu não consigo acordar sem pensar no momento do dia em que vou me tocar de novo.
Chove, não tem ninguém em casa e a série que coloquei para dormir acabou virando outra coisa. Então me lembrei de onde guardava meu brinquedo vermelho.
Eram dez da manhã, eu estava sozinha em casa e só conseguia pensar nas mãos dele. Hoje, enfim, estaríamos a sós e eu precisava acalmar o que ele despertava em mim.
Passei o dia inteiro com a calcinha úmida só de pensar no que me esperava em casa. A caixa continuava fechada sobre a cama, e eu já não aguentava mais.
Ninguém sabe o que eu faço no escuro, com a porta fechada e a gaveta de baixo aberta. Nessa noite, decidi, pela primeira vez, deixar uma prova de tudo.
Eu sabia a hora exata em que ela voltaria. Deixei a porta entreaberta, apaguei a luz e esperei ouvir os passos dela no corredor para começar.
Apago a luminária, fecho os olhos e deixo a voz dela do outro lado da parede marcar o ritmo da minha mão. Ela já não é minha, mas eu ainda gozo pensando nela.
Eu passava anos usando lingerie às escondidas. Naquela semana, longe de casa, resolvi descobrir como era fazer isso de verdade, na cama de um desconhecido.
Imaginou-se na escuridão, com o jaleco aberto e mãos desconhecidas a percorrendo sem pedir licença. E, pela primeira vez, não quis que parassem.
Eu tinha terminado todo o trabalho, não havia ninguém no andar e o calor me deixava inquieta. Naquela tarde, decidi brincar com fogo sobre a mesa.
Nunca tinha me atrevido a me ver enquanto me tocava. Naquela tarde, coloquei o celular em frente à cama, respirei fundo e aprendi algo novo sobre meu desejo.
Não havia ninguém em casa, nenhum plano, nenhuma desculpa. Só eu, o sofá diante da janela e a ideia perigosa de deixar tudo à vista.
Achei que estava sozinho em casa. Deixei a porta do banheiro aberta, fechei os olhos e disse o nome dela em voz alta sem imaginar que ela já tinha voltado.
A fechadura trancada, a luz apagada e um único dedo bastando para me levar onde nenhum garoto da minha idade jamais soube me levar.
Nunca tinha se masturbado no trabalho. Mas naquela manhã, com o celular cheio de imagens da vizinha e a porta sem tranca, descobriu o quanto o risco a excitava.
Tirei a roupa por causa do calor, fechei os olhos e, de repente, ela estava ali, com sua lingerie preta, sentando sobre mim na minha cama vazia.
Faz cinco semanas que você não aparece, e esta noite, com a casa toda só para mim, decidi que não ia esperar mais para terminar o que você deixou pela metade.