O que minha mulher deixou passar no provador
Eu tinha dado permissão para que nos olhassem. O que eu não esperava era que ela mesma puxasse a cortina e afastasse minha mão para colocar a dela.
Eu tinha dado permissão para que nos olhassem. O que eu não esperava era que ela mesma puxasse a cortina e afastasse minha mão para colocar a dela.
Reservei o horário sem alunos e a camiseta mais justa que eu tinha. O que eu não esperava era encontrar dois homens me esperando sobre o tatame.
“Quero ver algo novo”, ele disse do sofá. E eu já sabia exatamente com o que iria surpreendê-lo, mesmo que isso significasse arrastar Vera comigo.
O ar do quarto já estava irrespirável quando Ele nos olhou e disse que naquela noite precisávamos provar até onde éramos capazes de ir pelo prazer dele.
Bastou escorregar o salto para fora do calcanhar para ele parar de olhar nos meus olhos. E eu descobri quanta força cabia na ponta de um pé.
A mulher do meu cliente me chamou de «amante» por anos. Mas eu nunca fui. Fui a trabalhadora sexual dele, e esta é a verdade que ela nunca quis ouvir.
Comprei umas meias pretas com o coração na garganta, sabendo que, assim que trancasse a porta de casa, viraria a mulher que vinha imaginando o dia todo.
Não sei quem você é nem onde está, mas enquanto escrevo isto te imagino me lendo, e é essa ideia que está encharcando minha calcinha.
Passada a meia-noite, coloquei os saltos vermelhos, abri o portão com o controle e saí para caminhar. Só queria me sentir vista. Não esperava que alguém parasse.
Assim que ouvi as chaves brigando com a fechadura, soube que ia ter de disfarçar. O que eu não sabia era que ela tinha vindo decidida a não me deixar em paz.
Sou uma travesti de armário. Passei meses obedecendo aos seus e-mails quando ele me escreveu que viria à minha cidade, e eu soube que naquela tarde ele faria comigo tudo o que me tinha ordenado.
Ele me ligou no fim da tarde para avisar que chegaria tarde. Naquela altura, eu já tinha começado a me preparar: a peruca, a maquiagem, o plug. Só faltava ele.
Essa madrugada eu vesti a tanga vermelha, as meias arrastão e a peruca diante do espelho do hotel, e pela primeira vez não reconheci o garoto de sempre.
Ninguém sabe. Nem mesmo a pessoa com quem durmo todas as noites. Mas, quando fecho os olhos, me vejo diante do espelho, transformado em outra, pronta para ele.
Eu brinquei dizendo que ela dormisse comigo naquela noite. Não imaginava que, depois da meia-noite, a porta do meu quarto se abriria de verdade.
Disse a ele que eu só queria praticar umas fotos. Era mentira. O que eu queria era que ele me olhasse de uma vez como eu vinha olhando para ele há semanas.
Eu sabia que ele me observava tempo demais, que tentava disfarçar. E, como sempre, decidi que não ia deixar passar.
Sempre fui um homem de futebol e conquistas, até que a primeira tanga roçou minha pele depilada e eu entendi que não havia mais volta.
Ela saiu do banheiro de lingerie, posou na minha frente e perguntou de zero a dez quanto estava boa. Eu já sabia onde aquela noite ia terminar.