Meus peitos de balão e uma noite com outra travesti
Comecei enchendo balões com água morna para sentir que tinha seios. Acabei colando-os nos meus mamilos com cola e descobrindo um prazer que eu nem sabia que procurava.
Comecei enchendo balões com água morna para sentir que tinha seios. Acabei colando-os nos meus mamilos com cola e descobrindo um prazer que eu nem sabia que procurava.
Tranquei a porta e me transformei em outra pessoa diante do espelho. Não contei com que ele tivesse uma cópia da chave.
Mariana me perguntou se eu nunca tinha sentido curiosidade de beijar outra mulher. Eu respondi com um impulso que mudou para sempre o que éramos.
Nunca tinha saído para a rua vestida assim. Naquela manhã, com a casa só para mim, decidi que era o dia de cumprir a fantasia que me tirava o sono.
Quando entrei no banheiro e encontrei as flores e aquele cartão, soube que aquele verão me marcaria para sempre, embora eu ainda não imaginasse como terminaria.
—Não se apresse —murmurou ela contra a parede—. Quero sentir cada coisa que você fizer, devagar, até a noite inteira ficar curta demais.
Cruzei a porta daquele apartamento com minha bolsa cheia de lingerie e saí convertida em outra coisa: na cachorrinha obediente de dois homens.
Nós o convidamos achando que ele arregaria ao nos ver ao vivo. Não contávamos com esse cara baixinho, quase da nossa idade, tomando o controle assim que entrou.
Entrou com o uniforme branco e o sorriso de sempre. O que nenhum dos dois viu chegando foi a outra mulher sentada no sofá, a três metros do jogo.
Quando ela me deu as chaves do apartamento e foi trabalhar, eu já sabia que naquela noite íamos estrear muito mais do que a taça de vinho que levei na mala.
Nunca contei a ele sobre meus gostos. Bastou uma notificação do WhatsApp no sofá dele para aquela noite em sua casa mudar tudo entre nós.
Quando ela entrou pela porta da sala, eu soube que aquela sessão ia quebrar algo dentro de mim. E eu não estava errada.
Aquela mulher me olhou de cima a baixo, sorriu e disse a frase que mudaria minha vida: com um pouco de maquiagem, eu podia passar por uma menina.
Eu estava com a boca e o corpo prontos, o coração martelando no peito. Só faltava ele atravessar a porta e me olhar como eu precisava ser olhada.
Ela me vestiu igual a ela: corset preto, meias arrastão e a mesma peruca. Nessa noite íamos trabalhar juntas pela primeira vez, e eu não sabia até onde aquilo chegaria.
Eu a via passar ao fundo com outra massagista havia meses. Naquela tarde, quando o relógio marcou seis e meia, o nome dela apareceu na minha agenda pela primeira vez.
Eu passava a manhã de roupão, diante do computador, até que algo se moveu na janela do bloco em frente e eu soube que aquele dia seria diferente.
Desci as escadas com o vestido que mamãe usou nas últimas férias. Quando meu pai ergueu os olhos, soube que algo nele tinha se quebrado para sempre.
Subi ao terceiro andar com minhas meias de rede e meus saltos brancos, deixei a porta entreaberta e esperei o som dos meus passos despertar a fome dos homens do corredor.
Durante anos, vesti escondida as roupas da minha irmã. Na noite em que ele me esperou naquele hotel, deixei de fingir e me tornei quem sempre fui.