Deixei que me masturbassem na fila do cinema
Entrei no banheiro usando a tanga e saí com ela enrolada no cabelo. Eu não imaginava que a fila para entrar na sala seria a parte mais longa da noite.
Entrei no banheiro usando a tanga e saí com ela enrolada no cabelo. Eu não imaginava que a fila para entrar na sala seria a parte mais longa da noite.
Coloquei a minissaia mais curta só para ver se conseguia deixá-lo nervoso. Não imaginei que, naquela mesma noite, ele voltaria a aparecer, desta vez dentro da minha cabeça.
Desde a morte de Tomás, abracei minha luxúria sem freios, mas o pacote embrulhado em veludo preto que chegou naquela noite escondia algo que minhas fantasias nunca imaginaram.
Naquela noite de bruxas ele não esperava companhia. Mas algo frio se materializou aos pés da cama e sussurrou seu nome como se o conhecesse de toda a morte.
Subi para me trancar acreditando que ninguém tinha me visto. Tinha os dedos entre as pernas e os olhos fechados quando senti a porta ceder lentamente atrás de mim.
Humilhavam-no todos os dias no colégio, até que um frasco sem rótulo lhe prometeu força. O que ele tomou naquela noite o transformou em alguém irreconhecível.
Ninguém sabia por que eu sempre estacionava no mesmo trecho deserto. Naquela tarde, um corredor virou o rosto para minha janela e percebeu tudo.
Nunca tinha pago pela atenção de ninguém, mas naquela madrugada, diante da tela, as palavras dela me reduziram a algo que jamais imaginei querer ser.
Quando ele se agachou na minha frente sob a chuva e me pediu para mostrar os dentes, soube que aquele homem de terno preto não queria me dar uma moeda.
Apertei o play achando que seria uma despedida carinhosa. Dois minutos depois entendi que ela sabia tudo o que eu escondia, e que naquela noite a voz dela mandava em mim.
Saí de casa com a calcinha dobrada no bolso e três frases que eu não escolhi escritas na pele. Cada aula me deixava mais perto do limite, sem permissão para gozar.
Naquela noite a vi pela janela, sozinha e desesperada com o brinquedo. E soube exatamente o que fazer com ela... e com o filho dela, que observava ao meu lado na escuridão.
Ela aceitou o teto, a comida e a liberdade de sair com quem quisesse. O que não leu direito foi a cláusula das nove da noite, quando deixava de ser livre.
Ninguém me toca há anos. Só minhas mãos repetem o que ele me ensinou: o beliscão, a chibatada, a ordem silenciosa de não gozar até implorar.
Cheguei cheirando a outro e nem o cumprimentei. No dia seguinte ele entrou no meu quarto, trancou a porta e tirou o cinto sem dizer uma palavra.
Ele mancava, suava e não ousava me olhar. Quando mandei que tirasse a toalha diante do irmão, eu soube que ele faria tudo o que eu dissesse.
Sentei no centro da sala fingindo ser uma paciente inconsciente. Ninguém sabia que, a cada mão que me imobilizava, eu me desfazia por dentro pensando nele.
Dirigi até a fábrica abandonada com o coração disparado. Tirei a roupa entre os vidros quebrados e cruzei a porta sem saber o que me esperava nos andares de cima.
Ele mandou que eu me masturbasse diante dele enquanto fumava na poltrona. O que nenhum dos dois esperava era como aquela tarde de brincadeiras terminaria.
Sei que deveria sentir vergonha, mas, naquela hora, apertada contra corpos que não conheço, deixo de fingir que o roçar é um acidente.