O dia em que fiquei sozinha no escritório do meu chefe
Ele tinha uma reunião e me deixou sozinha a tarde toda. Entediada, abri uma pasta no computador dele que eu não deveria abrir... e não consegui parar de olhar.
Ele tinha uma reunião e me deixou sozinha a tarde toda. Entediada, abri uma pasta no computador dele que eu não deveria abrir... e não consegui parar de olhar.
Subi na árvore atrás do internato para confirmar o que já sabia. Não imaginei que vê-la com ele no balcão despertaria algo entre a raiva e o desejo que nunca tinha sentido.
Quando ela me deu as chaves do apartamento e foi trabalhar, eu já sabia que naquela noite íamos estrear muito mais do que a taça de vinho que levei na mala.
Eu queria que a imaginassem de longe. Não esperava que ela organizasse a cena, nem que meu cúmplice da tela aparecesse com uma lanterna na mão.
Às três da manhã, fingi que a coberta me cobria os olhos. O que vi na minha própria sala eu não deveria ter visto nunca, e mesmo assim não desviei o olhar.
Depois de uma década de sexo ruim com homens, me cruzei com Renata, sua gaveta de brinquedos e um dedo num lugar onde ninguém tinha chegado ainda.
Antes eu sonhava com homens. Agora sonho só com ela: a desconhecida que me toca debaixo da mesa e entra na minha cama toda noite, mesmo com minha parceira dormindo ao lado.
Eu passava a manhã de roupão, diante do computador, até que algo se moveu na janela do bloco em frente e eu soube que aquele dia seria diferente.
Desci as escadas com o vestido que mamãe usou nas últimas férias. Quando meu pai ergueu os olhos, soube que algo nele tinha se quebrado para sempre.
Eu estava há semanas deitada na minha rede, me besuntando de óleo e fechando os olhos, até que uma tarde senti que alguém me observava através dos ciprestes.
O espelho do banheiro ficava bem em frente aos beliches. Naquela madrugada, descobri por que minha colega o tinha mudado sem avisar.
Diante do espelho, com a luz baixa e a música suave, descobri que a melhor companhia daquela noite era a minha: minhas mãos, meu vibrador e uma vontade que não parava de crescer.
A caixa estava no fundo do armário havia anos. Coloquei o primeiro disco sem imaginar que o que veria naquela tarde ficaria comigo para sempre.
A caixa estava fechada havia meses no fundo do armário. Abri por curiosidade e, uma hora depois, tinha o celular gravando tudo o que meu corpo era capaz de sentir.
Prometi a mim mesma não desistir até conseguir. O que eu não sabia era quanto tempo meu corpo levaria para me dar o que eu tanto pedi naquela noite.
Deitei nua achando que só queria dormir. Três horas depois, eu ainda descobria o quanto de prazer era capaz de me dar sozinha.
Eram duas da manhã quando um vídeo me colocou a ideia na cabeça. Dias depois, eu andava pelo supermercado com um segredo vibrando entre as pernas.
Fechei a porta do banheiro, abri o chuveiro e prometi que seria rápido. Mentira. Nessa noite descobri até onde eu estava disposta a ir comigo mesma.
Crescemos dormindo em quartos vizinhos, até que uma noite um som do outro lado da parede me fez entender que eu já não a via como irmã.
Nunca gostei de bichos de pelúcia como presente. Até o fim de semana em que fiquei sozinha em casa e entendi para que servia de verdade o que meu ex me deixou.