A primeira vez que me entreguei por inteiro a Tomás
Meu coração disparava e minhas pernas estavam tensas. Eu não queria olhar, não queria pensar; só queria que ele continuasse e descobrir, enfim, o que tantas vezes tinha imaginado.
Meu coração disparava e minhas pernas estavam tensas. Eu não queria olhar, não queria pensar; só queria que ele continuasse e descobrir, enfim, o que tantas vezes tinha imaginado.
Cheguei sozinha a um andar recém-mudado, com uma legging colada e um suéter fino. O rapaz da mudança me olhou diferente ao fechar a porta, e eu soube que não ficaria na vontade.
Subiu ao vagão depois da meia-noite, sentou-se à minha frente e começou a me contar coisas que ninguém deveria confessar a um desconhecido na escuridão.
Coloquei o vestido vermelho sem nada por baixo e achei que seria só um jantar de agradecimento. Não fazia ideia de como a noite terminaria.
Levei um copo de shot vazio ao sair da pista. Nem eu entendia por quê, até ficarmos sozinhos no carro dele e eu saber exatamente o que faria com ele.
Ela tinha quarenta e sete anos e uma sede que nenhum homem jamais saciara. Naquela madrugada, no parque deserto, decidiu não fingir mais o contrário.
Eu tinha acabado de erguer o maior troféu da minha carreira. O que fiz depois, com ele encostado nos azulejos, não aparece em nenhuma crônica esportiva.
Entrei naquele hotel só para secar a roupa. Saí horas depois, com as pernas bambas e um segredo que carrego desde então.
Mandei mensagem para meia dúzia de garotas pedindo a mesma coisa. Só uma respondeu, e naquela tarde, no banheiro de um shopping, descobri algo que não esperava.
Fechou a porta sem trancar e ficou olhando para ele, sem saber ainda que aquele homem estava prestes a desmentir tudo o que ela acreditava sobre o sexo casual.
Nunca vi o rosto dela. Só suas costas morenas respirando entrecortadas enquanto minhas mãos iam mais longe do que um massagista deveria ousar.
Começou com a mão dele dentro da minha calça enquanto fingíamos olhar para a tela. Nenhum dos quatro disse nada até ficar impossível parar.
A apresentação terminou, os tambores se calaram, mas o fogo que o carnaval tinha acendido entre as pernas dela mal começava a arder.
Quando ele me convidou para subir e tomar um drinque, eu não imaginei que descobriria o que era estar de verdade com um homem que sabia o que fazia.
Eu estava prestes a entrar no jacuzzi quando bateram na porta. Era ela, com meu cartão na mão e aquele sorriso que eu imaginava havia meses.
Eu só queria deixar meu ex com ciúmes. Não imaginava que aquela noite acabaria me levando por uma escada escondida com o segurança da balada.
Nunca contei a ninguém o que fiz naquela tarde. Entrei sozinha, sem nomes, sem regras, pronta para me deixar levar por um desconhecido na penumbra.
Cheguei tremendo ao celeiro, de joelhos sobre a palha, esperando um homem cujo rosto eu jamais veria. Fiz isso pelo meu namorado. Ou foi o que disse a mim mesma.
Fui resolver uma papelada chata e saí tremendo. O que aquele homem fez com as mãos atrás da mesa ainda me tira o sono.
Nunca tinha aceitado o convite de um homem que acabara de conhecer. Mas algo no sorriso dele, e no jeito como olhava para o meu decote, me fez dizer que sim.