Minha confissão: aquela rave com minha colega de apartamento
Fazia um mês que eu não conseguia tirar daquele canto do Industria da cabeça. Nessa madrugada, decidi voltar, mas desta vez não iria sozinha.
Fazia um mês que eu não conseguia tirar daquele canto do Industria da cabeça. Nessa madrugada, decidi voltar, mas desta vez não iria sozinha.
Desde que entrei no carro, os olhos dele voltavam ao espelho uma e outra vez. Era óbvio que ele estava me olhando. Decidi fazer algo a respeito.
Eu estava andando sozinha quando Ernesto se debruçou pela janela do ônibus e me chamou pelo nome. Eu devia ter seguido em frente, mas algo na voz dele me fez parar.
Marcos tinha o corpo que eu tinha na idade dele. Naquela noite, com todo mundo dormindo, senti que havia algo mais do que calor entre nós naquela cama estreita.
Eu caminhava sem rumo quando ele ergueu o rosto do segundo andar e sustentou meu olhar como se soubesse, antes de mim, que acabaríamos enroscados nos lençóis dele.
Ele me pediu uma rapidinha enquanto eu escrevia. Saiu do banho cheirando a ele e eu vesti as meias de renda. O resto eu ainda saboreio.
Bruno levaria meus pais para a cidade e eu ficaria sozinha. O que ninguém esperava era que a sobremesa de domingo terminasse assim.
Quando vi o homem se aproximando pela trilha, ele apertou minha cabeça com mais força. Não ia parar. E eu também não queria que ele parasse.
A brisa noturna, dois baseados acesos e a certeza de que todos dormiam. Só faltava alguém dizer em voz alta o que nós dois pensávamos.
Rodrigo tinha dois dedos dentro de mim quando mamãe saiu do banheiro. O que veio depois ninguém tinha planejado.
Reconheci ela no topo do morro. Sete anos sem ver, e ela me olhou como se soubesse que naquele sábado eu estaria lá. O que veio depois eu não devia ter deixado acontecer.
Rodrigo não a expulsou quando ela foi a última a ficar. Sofía também não quis pedir. Os três sabiam, sem dizer, desde que as portas do salão se fecharam.
Quatro semanas sem vê-lo. Quatro semanas tentando apagar a lembrança de outras mãos. Nessa noite, Abril se tornou alguém que não reconhecia.
Eu a espionava da minha janela enquanto ela estendia a roupa na varanda. Aqueles seios enormes, aquele sorriso cúmplice. Ela sabia que eu a olhava e nunca disse nada... até aquela terça-feira.
O calor de julho, uma cerveja gelada e as mãos ásperas deles. Aos quarenta e dois, descobri que o desejo não tem idade nem vergonha.
Quando saí do quarto dele convertida em Valentina, o som dos meus saltos no corredor me disse que não havia mais volta.
Mateo tinha vinte e cinco anos e um olhar que não pedia licença. Quando Andrés o chamou para casa, nós dois sabíamos que aquela noite não ia acabar cedo.
Ela não podia se mexer enquanto eu controlava o comando no bolso. Ao nosso redor, mil estranhos celebravam o Carnaval sem suspeitar de nada do que acontecia sob o veludo.
Apoiei a testa na porta para não fazer barulho. As crianças dormiam do outro lado e eu me desfazia sob as mãos do meu marido, mordendo o lábio.
Depois que meu pai e meu irmão terminaram comigo, minha mãe se aproximou da cama com um sorriso que eu não conhecia. Nessa noite, tudo mudou.