Fui buscar Bryan e acabei com o melhor amigo dele
Voltei por Bryan, mas foi Andrés quem me parou no meio da rua, me agarrou sem vergonha e me chamou para o dia seguinte. Eu já sabia o que ia acontecer e não fiz nada para evitar.
Voltei por Bryan, mas foi Andrés quem me parou no meio da rua, me agarrou sem vergonha e me chamou para o dia seguinte. Eu já sabia o que ia acontecer e não fiz nada para evitar.
Eu já estava acostumada a ser observada, mas naquela tarde, sozinha na cachoeira, decidi que desta vez não ia me cobrir quando o descobrisse escondido entre as árvores.
Eu a olhava havia anos de um jeito errado. Nessa noite, depois de pegá-la com outro, ela entrou no meu carro sem saber que eu também escondia um segredo.
Às seis da manhã, com um prato de tacos na mão, resolvi sentar na mesa de dois desconhecidos que estavam me olhando fazia um tempo.
Eu a vi pela primeira vez incentivando da arquibancada, com o cabelo molhado e aquele riso fácil. Dez dias depois, atrás da quadra de frontão, ela me ensinou algo que nunca esqueci.
Tínhamos combinado de trocar umas fotos. O que nenhum dos dois disse em voz alta era que esse reencontro já estava esperando há meses para acontecer.
Eu vinha imaginando isso havia meses e não ousava admitir. Numa tarde qualquer, uma conversa bastou para tudo sair do controle.
Durante anos eu me disse que era o típico cara hétero. Menti. Minhas punhetas eram dedicadas aos colegas do vestiário, e demorei demais para admitir.
Ela era quinze anos mais velha que eu, tinha um conversível vermelho e uma ideia muito clara do que queria naquela noite. Eu só precisava obedecer e aproveitar.
Vim a Buenos Aires para juntar uns pesos para minha família. Nunca imaginei que a casa mais bonita do bairro mudaria minha vida do jeito que mudou.
Aos dezoito entrei em Medicina com a maior nota do país. Aos vinte e quatro ainda não sabia o que era gozar. Esta é minha história.
Achávamos que seria um trajeto de vinte quadras. Nem Lucía nem eu imaginávamos que desceríamos daquele ônibus como duas mulheres completamente diferentes.
Ela entrou nua na cama, só de calcinha, e sussurrou no meu ouvido: não se vire, não diga nada, só me escute. Então começou a me contar sobre aquela noite.
Ela tinha idade para ser minha mãe e era esposa de um homem que nem a olhava. Eu só queria voltar àquela cozinha toda tarde.
Tinha dezenove anos e uma tesão impossível de esconder. Ele percebeu assim que me abriu a porta do apartamento, e já não deu para disfarçar o que nós dois queríamos.
Aceitei subir a um quarto com doze colchões no chão, sem imaginar que naquela manhã eu não sairia de lá com apenas um homem marcado na pele.
Toda semana olhávamos as fotos da entrada sem ousar entrar. Na noite em que cruzamos a porta, descobri até onde eu era capaz de ir com ele me olhando.
“Quero que você dê a ela o que minha mãe nunca teve”, ela me disse com um sorriso. E eu, que já tinha visto aquela mulher madura, soube que não diria não.
Eu estava nu na cama, dolorido, e ele se ofereceu para me examinar. Eu não sabia até onde ele estava disposto a ir para passar a dor.
Quando abri a porta, esperava uma sacola de papel e um «bom dia». Não esperava que ele ficasse olhando para dentro e me perguntasse, em voz baixa, se eu morava sozinho.