Minha nova ginecologista me examinou além da conta
Quando entrou no consultório com aqueles quadris, soube que a consulta não seria de rotina. O que eu não imaginava era até onde iria o exame dela.
Quando entrou no consultório com aqueles quadris, soube que a consulta não seria de rotina. O que eu não imaginava era até onde iria o exame dela.
Às três da manhã, fingi que a coberta me cobria os olhos. O que vi na minha própria sala eu não deveria ter visto nunca, e mesmo assim não desviei o olhar.
Depois de uma década de sexo ruim com homens, me cruzei com Renata, sua gaveta de brinquedos e um dedo num lugar onde ninguém tinha chegado ainda.
Reconheci-o assim que ele se virou. Ia ser meu professor de ginástica e, ao primeiro toque das mãos dele nas minhas costas, soube que aquele dia não terminava ali.
Quando levantei os olhos do celular e o vi caminhando em direção ao meu banco, soube que aquela tarde na Zona T não acabaria com uma simples conversa sob as palmeiras.
A saia vinha rasgada, os lábios inchados e ela cheirava a um homem que não era eu. O pior não foi vê-la assim: foi o que ela mandou eu fazer depois.
Quando ela me abriu a porta com aquele vestido curto e aquele sorriso carregado de álcool, eu soube que a noite não terminaria como ela planejou.
A mensagem veio de um número desconhecido: tarifa tripla para acompanhá-lo na véspera de Natal. Vesti o vestido vermelho, os saltos impossíveis e atravessei a cidade sem saber o que me esperava.
Eu estava com a boca e o corpo prontos, o coração martelando no peito. Só faltava ele atravessar a porta e me olhar como eu precisava ser olhada.
Nunca tinha pago por sexo, e muito menos por uma trans. Mas naquela madrugada, com o carro cheio de gasolina e a cabeça cheia de tesão, dei uma volta a mais.
Ela me vestiu igual a ela: corset preto, meias arrastão e a mesma peruca. Nessa noite íamos trabalhar juntas pela primeira vez, e eu não sabia até onde aquilo chegaria.
Eu a via passar ao fundo com outra massagista havia meses. Naquela tarde, quando o relógio marcou seis e meia, o nome dela apareceu na minha agenda pela primeira vez.
Ele disse que me mostraria três momentos de prazer e que eu sairia leve. Não mencionou as algemas, a varanda nem o vibrador que mudaria tudo.
Ouvi a água correr e soube exatamente o que ia fazer. Entrei sem ruído, me ajoelhei nos azulejos e deixei que o vapor fizesse o resto.
Não servia para protagonista, disseram a ele. Mas essa bunda, sussurrou o produtor com a câmera apontada, essa bunda tem futuro nessa indústria.
A primeira vez que me ajoelhei diante do meu primo deixei de ser quem eu era. O que veio depois mudou meu corpo para sempre.
Fui ao clube para uma noite tranquila. Acabei atravessando a porta do quarto com a mulher de outro homem e a promessa de que ele esperaria do lado de fora.
Há anos eu me vestia às escondidas com as roupas da minha irmã. Na noite em que ele me esperou naquele hotel, parei de fingir e virei quem sempre fui.
Entrei com a chave que ele deixou no vaso. O que eu não esperava era encontrá-la me esperando, de braços cruzados e a mandíbula travada.
Aceitei o convite com a lingerie guardada na bolsa. Não imaginei que a câmera não existiria, e que o plano real era eu.