Voltei à noite para que os dois desconhecidos me usassem
Tirei a calça no corredor, guardei-a na mochila e empurrei o portão. Eu sabia exatamente o que me esperava lá em cima, e isso me deixava ainda mais excitada.
Tirei a calça no corredor, guardei-a na mochila e empurrei o portão. Eu sabia exatamente o que me esperava lá em cima, e isso me deixava ainda mais excitada.
Quando vi a silhueta dele agachada atrás do vidro, soube que ele já vinha nos observando havia um tempo. E, em vez de parar, sustentei o olhar.
Vi a mensagem às onze da noite e soube que, desta vez, eu não ia inventar desculpas. Quinze minutos depois, eu estava entrando no carro dele num terreno vazio.
Quando bateram na porta para avisar que os dez minutos tinham acabado, eu já estava de bruços na cama do artista, tremendo, com o corpo dele colado ao meu.
Às três da madrugada, Damián ainda estava afundado no meu sofá com a camisa encharcada de suor e a respiração pesada. E eu já não pensava em outra coisa.
Entrei no banheiro como um homem e saí com um minivestido e plataformas. Minha namorada me esperava na sala com três desconhecidos e um sorriso que dizia tudo.
Eram quase onze da noite e o prédio inteiro parecia vazio. Quando girei a cadeira, só faltava alguém abrir aquela porta. E abriram.
Usava minissaia, meias pretas e óculos de sol que me impediam de saber quando ela me flagrava. Até que parou de disfarçar e começou a brincar comigo.
O recepcionista piscou para ele ao entregar a toalha. Aquele gesto foi só o começo: em cada sala, um corpo diferente e uma tesão nova o esperavam.
Desci do ônibus com a cabeça quente e as calças apertadas. Sabia por que ia ao baldio, mas não que sairia fodido três vezes seguidas.
Entre caixas e com a porta mal fechada, ela mordeu o lábio para não gritar enquanto eu a segurava colada ao meu peito. Ninguém devia nos ouvir.
Eles sabiam que cheiro forte e pelos me deixam louco. Naquele sábado, chegaram com o sorriso que só podia significar uma coisa: a surpresa era para mim.
Subi as escadas atrás dela com os olhos fixos na saia, sem imaginar que naquela noite não seria eu quem tomaria as decisões.
Quando cheguei à clareira, Iker já me esperava apoiado na pedra, com aquele sorriso nervoso que só me dedicava quando estávamos sozinhos.
Quando ele disse que se parecia com a cantora atrás do balcão ao se fantasiar, a mãe sorriu e eu entendi que aquilo não ficaria numa brincadeira.
Eu o conhecia havia anos e nunca tinha acontecido nada entre nós, até aquela tarde no parque, quando ele me olhou de um jeito diferente e tudo começou a mudar devagar.
Quando Diego fechou a porta da van e desapareceu em direção às luzes do supermercado, eu soube que tinha meia hora para fazer tudo o que vinha imaginando havia meses.
Quando senti o pau dele contra minhas nádegas no escuro, soube que nenhum dos dois dormiria naquela noite. Quinze anos depois, ainda penso nisso.
Camila evitava me olhar do outro lado da piscina. Naquela noite, quando saí para tomar ar entre os laranjeiros, ela me seguiu na escuridão sem que eu pedisse nada.
Quando Camila colocou o segundo tequila na minha mão, soube que algo ia se quebrar naquela noite. Não imaginei que seria tudo o que eu achava saber sobre nós duas.