O estudante da frente veio me pedir café
Eu estava havia um mês sem tocar em ninguém quando ele apareceu no meu corredor com uma calça esportiva que deixava pouquíssimo para a imaginação. E eu estava de cueca.
Eu estava havia um mês sem tocar em ninguém quando ele apareceu no meu corredor com uma calça esportiva que deixava pouquíssimo para a imaginação. E eu estava de cueca.
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Eu estava com a boca cheia dele quando ouvi a porta. E então ela apareceu, com aquele meio sorriso que sempre soube me dizer tudo sem abrir a boca.
Às três da manhã, com o vento gelado batendo na barraca, eu me enfiei sob a manta dele sem pedir permissão. Mauri não se mexeu, mas eu sabia que ele não estava dormindo.
Eu vinha pensando nisso há meses. Numa noite, num hotel longe de casa, abri o app e deixei subir ao meu quarto o primeiro cara que apareceu a um metro.
Desci para o banheiro com os saltos na mão e ainda sem entender o que seria um dia inteiro saindo como Luna ao lado de Bruno por aquele vilarejo.
Naquele dia na empresa, vimos vídeos estranhos no computador dele. O que eu não esperava era que, meses depois, essa mesma curiosidade acabasse no sofá, debaixo do cobertor.
Quando emprestei o slip vermelho a Bruno naquela manhã, não imaginei que meu vizinho viria nos buscar e que a trilha até o rio terminaria em algo que nunca tínhamos feito.
Subi no elevador de salto e peruca, rezando para não cruzar com ninguém. Ele abriu de roupão e me chamou de puta antes de eu dizer oi.
Me olhei no espelho com a lingerie dela, os saltos e os lábios pintados, e soube que não podia ficar em casa. Eram duas da manhã.
Havíamos recusado três casais. Quando enfim encontramos o casal perfeito, eles impuseram uma condição que nem nos nossos sonhos mais estranhos esperávamos.
Cheguei ao motel quinze minutos antes, com as mãos suando. Quando o vi cruzando o estacionamento, soube que não sairia daquele quarto sendo o mesmo de antes.
Naquele sábado minha tia saiu às pressas. O amante dela continuava dormindo no quarto. O que fiz em silêncio mudou tudo o que eu pensava sobre mim.
Três meses trocando mensagens com um desconhecido casado, até que naquela tarde no shopping decidimos que não dava mais para continuar só escrevendo.
Ela só veio me trazer uns papéis. Quando se sentou no sofá e cruzou as pernas, eu soube que o problema seria meu, não dela.
Bruno me esperava na porta com um buquê de rosas e um sorriso que não era de irmão. O apê ainda cheirava a tinta, e nós tínhamos a tarde inteira para estreá-lo.
Até aquela noite, eu achava que já conhecia todos os meus limites. Bastou um olhar, um gesto dela, e tudo o que eu pensava saber sobre meu desejo ruiu em silêncio.
Eu fingia havia anos. Quando ela propôs passar o fim de semana numa praia de nudismo com os amigos, não imaginei que fosse a armadilha perfeita para me tirar do armário sem aviso.
Fazia meia hora que eu o olhava de soslaio quando ele me falou. Atrás das rochas, nenhum dos dois tinha intenção de voltar a se vestir no resto da tarde.
Até aquela noite, eu tinha sido completamente hetero. Bastou um filme mal escolhido, um travesseiro improvisado e a respiração de um desconhecido na minha nuca.