Segui aquela mulher até onde eu nunca tinha ido
Nunca tinha entrado num lugar assim. Mas aquelas pernas, aquele sorriso maroto, aquela porta de metal... algo me disse que, dessa vez, eu tinha que seguir.
Nunca tinha entrado num lugar assim. Mas aquelas pernas, aquele sorriso maroto, aquela porta de metal... algo me disse que, dessa vez, eu tinha que seguir.
Motoristas de remis que chegavam como ativos e acabavam me pedindo para eu penetrá-los. Funcionários que beijavam como loucos. Cada ofício era um mundo diferente.
Deixei a sandália cair sem que ninguém visse. Meu pé procurou a perna dele sob a mesa e, quando a encontrei, soube que não havia mais volta.
Terminei meu turno, fazia um frio brutal na plataforma, e o motorista me disse que eu podia ficar no ônibus dele para me esquentar. Eu não fazia ideia do que viria.
Quando ela puxou a cortina e colocou minhas mãos sobre o corpo dela, entendi que minha prima tinha decidido que aquela tarde mudaria tudo entre nós.
Eu o vi pela primeira vez do outro lado da piscina, enquanto Marcos assinava papéis. Algo no jeito como ele me olhou me disse que aquela noite não terminaria como as outras.
Saímos seis para o bar da Rosa. Às três da manhã, ainda éramos os mesmos seis na casa da Valeria, mas ninguém mais estava vestido.
Estava há semanas sem respirar por causa do trabalho. Numa noite quis comemorar sozinho. Entrei no primeiro bar que vi e saí diferente.
Tive de dormir no chão do meu próprio quarto. Minha irmã e o marido dela estavam na cama. Esperávamos por esse momento havia meses. Naquela noite, chegou.
Empurrei a cortina sem fazer barulho. Sofia estava de costas, com a água caindo pelos ombros, sem saber o que estava prestes a acontecer com ela.
Quando Rodrigo abriu a porta, eu soube que não havia volta. Minha vida estava prestes a mudar de um jeito que eu nunca tinha imaginado.
Estava apaixonado por Andrés havia meses quando ele me disse que o ex viria jantar. Não imaginei que aquela noite terminaria com nós dois o proclamando nosso rei.
Passei duas horas na sala dela respondendo a perguntas como se fosse uma entrevista de emprego. De certa forma, era mesmo.
Quando voltei da cozinha e vi a mão de Marco sobre a coxa de Rodrigo, senti um ciúme que não soube se queria apagar ou alimentar.
Natalia nunca tinha dormido comigo no mesmo quarto. Nessa noite em Cartagena, descobri que também não ligava de ficar nua na minha frente.
Eu tinha vinte anos e nunca tinha estado com um homem. Naquela noite, fechando a academia, o único associado que restava entrou nos chuveiros ao mesmo tempo que eu.
Ele estava sentado à parte, olhando a água com resignação. Era tímido, era virgem e era perfeito para o que eu e minha amiga pensávamos há horas.
Passamos de cliente e prostituto a algo que não tinha nome. Numas férias na praia, ela rompeu os tabus que carregara a vida inteira.
Estávamos construindo algo sem nome havia meses. Na tarde em que finalmente tive coragem de perguntar, soube que não havia mais volta.
Faziam meses que eu não a via. Quando a vi na entrada do restaurante com a barriga redonda e aqueles olhos escuros, entendi que eu ainda a desejava tanto quanto antes, talvez mais.