Minha namorada sempre sabe quando eu estou mentindo
Ela sempre disse que meu corpo a denunciava antes da minha voz. Naquele dia, depois de esbarrar em uma velha amiga, ela iria comprovar isso da forma mais crua.
Ela sempre disse que meu corpo a denunciava antes da minha voz. Naquele dia, depois de esbarrar em uma velha amiga, ela iria comprovar isso da forma mais crua.
A primeira vez que fui sozinho à casa dele, meu coração batia forte enquanto eu tocava a campainha. Eu não sabia o que dizer. Ele abriu de robe úmido e sorriso.
Quando ele me pediu para tirar a segunda pele e me cobrir com a toalha, achei que seria apenas mais uma sessão. As mãos no meu adutor provaram o contrário.
Passei seis meses indo buscá-lo na esquina. Uma única noite na casa vazia bastou para que ele parasse de me esperar.
Passei vinte anos achando que conhecia meus próprios desejos. Bastaram dez minutos no elevador com um rapaz nervoso para entender que eu não sabia nada.
Abaixamos as calças diante dos outros quatro e, quando ele se inclinou sobre mim, eu soube que daquela tarde não sairia da sala sendo o mesmo.
Nunca pensei que atravessar a porta de um bar discreto usando a roupa íntima da minha esposa acabaria me levando a um quarto de hotel com um desconhecido.
No segundo dia, o vento sacudia a cabana com tanta força que só nos restava ver filmes. Um deles nunca deveria ter saído daquela caixa molhada.
Meu chefe me apresentou ele entre risadas, como se fosse uma piada interna. Sete dias depois, aquele homem me tinha inclinado sobre a minha própria mesa.
Eu ia à loja do engraxate para lustrar os sapatos e ler quadrinhos. Nenhum dos dois imaginava o que ele acabaria guardando no bolso da camisa, nem até onde chegaríamos.
Cheguei primeiro ao quarto, de boné e óculos, e me sentei na beirada da cama sem saber o que ia fazer quando aquele desconhecido tocasse a porta.
Faz anos que eu não via Mateo, o pai de Diego. Quando o encontrei naquela tarde, não imaginei que acabaria no sofá dele com uma sunga vermelha emprestada e a respiração ofegante.
Eu estava havia um mês sem tocar em ninguém quando ele apareceu no meu corredor com uma calça esportiva que deixava pouquíssimo para a imaginação. E eu estava de cueca.
Subi no avião com o pau duro, como todos os dias desde que me entendo por gente. O que eu não imaginava era que aquela sacerdotisa mudaria minha vida numa única noite.
Eu estava com a boca cheia dele quando ouvi a porta. E então ela apareceu, com aquele meio sorriso que sempre soube me dizer tudo sem abrir a boca.
Às três da manhã, com o vento gelado batendo na barraca, eu me enfiei sob a manta dele sem pedir permissão. Mauri não se mexeu, mas eu sabia que ele não estava dormindo.
Eu vinha pensando nisso há meses. Numa noite, num hotel longe de casa, abri o app e deixei subir ao meu quarto o primeiro cara que apareceu a um metro.
Desci para o banheiro com os saltos na mão e ainda sem entender o que seria um dia inteiro saindo como Luna ao lado de Bruno por aquele vilarejo.
Naquele dia na empresa, vimos vídeos estranhos no computador dele. O que eu não esperava era que, meses depois, essa mesma curiosidade acabasse no sofá, debaixo do cobertor.