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Relatos Ardientes

A noite em que uma escort tirou minha virgindade

Meu nome é Rodrigo e o que vou contar aconteceu quando eu tinha dezoito anos, justamente antes de começar a universidade. Não é uma história que termine de maneira perfeita, mas é honesta, e acho que isso vale mais do que qualquer fantasia polida.

Nunca fui o garoto que atraía olhares. Desde o ensino médio eu era quieto, tinha poucos amigos e alguns quilos a mais que nunca consegui controlar de verdade. Não era feio, me disseram isso mais de uma vez, mas também não era o tipo que fazia cabeças se virarem. As garotas ao meu redor simplesmente não me viam como opção, e as poucas vezes em que tentei me aproximar de alguma, o resultado foi sempre o mesmo: uma desculpa educada, um silêncio constrangedor ou a indiferença total, que dói mais que uma rejeição direta.

Assim cheguei aos dezoito anos sem nunca ter ficado com ninguém. E foi assim que tomei a decisão que vinha rondando minha cabeça havia meses: se eu fosse perder a virgindade, seria com alguém que soubesse exatamente o que estava fazendo.

Comecei a procurar na internet. Não foi difícil encontrar o que eu buscava, se você soubesse onde olhar. Eu queria algo confiável e discreto, não uma aventura obscura nem um risco desnecessário. Morava em Puebla e o nome de uma garota aparecia com frequência em fóruns e grupos privados da cidade: Valeria. Os comentários eram consistentes: pontual, limpa, bom atendimento, sem surpresas desagradáveis.

Ela tinha perfil próprio nas redes, com fotos que coincidiam com a descrição, o que nesses círculos significava algo importante. Isso me convenceu mais do que qualquer argumento racional.

Escrevi para ela numa terça-feira à tarde, com o coração batendo mais rápido do que o razoável. Ela respondeu em menos de uma hora, direta e sem rodeios: preços, serviços disponíveis, horários. Uma hora custava mil e quatrocentos pesos. O serviço incluía boquete com camisinha, foda com camisinha e tratamento de namorada, o que basicamente significava beijos e proximidade sem o distanciamento frio que a gente imaginava nessas situações. Respondi que sim quase de imediato.

O dinheiro eu tinha juntado ao longo de meses com o que sobrava dos gastos da escola. Eu não trabalhava, mas era cuidadoso com cada peso. Tinha o envelope pronto na gaveta da escrivaninha e o abri três ou quatro vezes naquela semana só para confirmar que o valor estava completo.

Escolhemos o fim de semana em que meus pais sairiam de viagem por duas noites para visitar uns parentes no interior. Pura coincidência, mas eu aproveitei. Convenci Valeria de que o encontro fosse na minha casa em vez de num motel, explicando que o deslocamento me complicava. Ela aceitou sem fazer mais perguntas.

***

Na noite anterior eu quase não dormi. Acordei cedo, limpei o quarto duas vezes e troquei os lençóis. Depois fui procurar na internet como fazer para durar mais na primeira experiência. Alguém num fórum recomendava bater uma antes como técnica para reduzir a sensibilidade e ganhar controle. Eu fiz sem pensar nas consequências. Me masturbei olhando qualquer coisa no celular, gozei num lenço com aquela urgência idiota de quem acha que está sendo estratégico, e passei o resto da manhã com a rola mole e aquela sensação amortecida que fica depois do gozo sem contexto real, sem entender ainda que eu tinha acabado de cometer o erro mais contraproducente possível.

Às três da tarde a campainha tocou.

Fui até a porta com as mãos suadas. Respirei fundo uma vez antes de abrir.

Valeria era mais ou menos como nas fotos, embora pessoalmente tivesse algo que as imagens não transmitiam: uma calma absoluta. Cabelo escuro até os ombros, pele clara, jeans escuros e uma blusa cor creme que deixava aparecer o decote exatamente o suficiente para adivinhar uns seios grandes por baixo. Se eu a tivesse cruzado na rua, não imaginaria nada. Isso, estranhamente, me tranquilizou.

—Rodrigo? —disse ela, confirmando.

—Sim —respondi, e dei um passo para o lado para deixá-la entrar.

Ela entrou, olhou o apartamento de relance e continuou andando para onde eu indiquei sem comentar nada. A sala, o corredor, a porta entreaberta do quarto no fundo. Tudo parecia ao mesmo tempo familiar e completamente diferente.

***

Uma vez dentro do quarto, Valeria deixou a bolsa na cadeira da escrivaninha e se virou para mim com a mesma calma que trazia desde a porta. Não havia pressa nos movimentos dela, nenhuma ansiedade para avançar. Isso me deixou mais nervoso do que qualquer outra coisa.

—Você tem camisinha? —perguntou.

Fiquei em branco por um segundo. As camisinhas. Com toda a preparação mental dos últimos dias, eu tinha esquecido o mais básico.

—Esqueci de comprar —admiti, me sentindo o cara mais desajeitado do mundo.

Ela sorriu de leve de lado, abriu o zíper lateral da bolsa e tirou uma sem comentar nada.

—Não tem problema. Sempre trago a mais.

Foi naquele momento que eu disse o que não tinha mencionado nas mensagens. Falei que era a minha primeira vez. Não sei exatamente por que fiz isso; talvez porque a atitude tranquila dela tornasse a honestidade mais fácil do que disfarçar.

Valeria me olhou por alguns segundos, avaliando se era verdade ou se era um jogo.

—Sério? —disse.

—Sim.

Houve um breve silêncio e então algo mudou na expressão dela. Não foi pena nem surpresa exagerada. Foi algo mais parecido com interesse genuíno.

—Nunca tinha ficado com alguém virgem —disse, com um tom diferente, mais quente—. Isso muda um pouco as coisas.

Não entendi a que ela se referia até que deu um passo na minha direção e me explicou, baixando a voz, que como atenção especial ia começar sem proteção, no pelo, só para o boquete. Perguntou se eu concordava. Se eu concordava? Balancei a cabeça porque as palavras não saíam.

Valeria se aproximou e me beijou primeiro, um beijo lento, úmido, com a língua entrando na minha boca de um jeito que eu nunca tinha sentido. Enquanto me beijava, abaixou o zíper da calça e enfiou a mão dentro da cueca. Agarrou minha rola ainda mole do erro da manhã e começou a acariciá-la devagar, apertando a base com os dedos, subindo até a cabeça com o polegar girando logo abaixo da glande. Em segundos, ela estava dura, pulsando na mão dela.

—Olha só —murmurou contra meu ouvido—. Tá bem em pé.

Sentei na beirada da cama com a calça e a cueca abaixadas até os joelhos. Valeria se ajoelhou no tapete entre minhas pernas e ficou olhando minha rola por um segundo antes de baixar a cabeça. Pegou minha pica pela base com uma mão e pôs a língua para fora para passá-la dos ovos até a ponta, num movimento longo e lento que me fez apertar os dedos na beirada do colchão. Depois lambeu a cabeça em círculos, chupando o pré-gozo que já se juntava ali, e sem avisar meteu toda a minha rola na boca de uma vez só.

O calor da boca dela não se parecia com nada. Nenhuma punheta, nenhum pornô, nenhuma fantasia noturna chegava sequer perto do território em que eu estava pisando. Tinha a língua quente e úmida enrolada em volta da minha rola, subindo e descendo num ritmo que ela controlava por inteiro. A ponta tocava o fundo da garganta e eu sentia ela engolir contra a glande, e cada vez que fazia isso eu tinha que fechar os olhos para não gozar na hora.

Ela tirou a rola da boca com um som úmido, cuspiu na mão e voltou a me pegar para bater enquanto chupava meus ovos, um primeiro e depois o outro, com os lábios fechados em volta da pele. Tornou a enfiá-la na boca e dessa vez me olhou de baixo, com meus ovos na palma da mão e minha rola desaparecendo entre os lábios rosados. Tive que desviar os olhos porque, se continuasse olhando, eu acabaria na boca dela em dois segundos. Olhei para o teto, contei respirações, tentei manter uma compostura que eu não tinha.

Ela percebeu e diminuiu o ritmo. Tirou minha rola da boca e a manteve apoiada contra a bochecha enquanto acariciava meus ovos com a ponta dos dedos.

—Ainda não —sussurrou, sorrindo—. Aguenta mais um pouco.

***

Depois de vários minutos me chupando assim, ela mandou que eu me deitasse de vez. Levantou-se e começou a se despir diante de mim sem pressa. Tirou a blusa pela cabeça e os seios caíram pesados dentro do sutiã preto. Levou as mãos para trás, soltou o fecho e o deixou cair no chão. Eram seios grandes, redondos, com os mamilos escuros e duros. Ela baixou o jeans e ficou de calcinha, e depois tirou a calcinha também. Tinha o cu depilado, os lábios rosados e já um pouco brilhantes de umidade.

Subiu na cama de quatro e veio até minha boca sem dizer nada. Beijei um seio primeiro, depois o outro, e passei a língua pelo mamilo até sentir a respiração dela ficar mais forte. Depois desceu até minhas pernas, pegou a camisinha que eu tinha deixado na mesa de cabeceira, rasgou a embalagem com os dentes e colocou em mim com uma facilidade que só tem quem faz isso muitas vezes. Com os lábios e a língua foi desenrolando a borracha sobre a rola enquanto continuava me chupando por cima do látex.

Se acomodou de joelhos na minha frente na cama, abriu os lábios da buceta com dois dedos e passou a ponta da minha rola pela fenda, molhando-a na umidade dela, esfregando-a contra o clitóris antes de encaixá-la na entrada.

—Entra devagar. Sem pressa —me disse com a voz calma.

Ela desceu sobre mim devagar e eu senti minha rola abrindo caminho dentro dela centímetro por centímetro. Estava quente, apertada, molhada. Fechei os olhos e prendi a respiração. Ela ficou parada um momento com a rola metida até o fundo e depois começou a se mover para cima e para baixo num ritmo lento.

—Tá gostoso? —me perguntou.

—Muito —disse, e não era capaz de dizer mais nada.

O desconforto inicial de ter algo tão apertado ao redor desapareceu nos primeiros movimentos. O que tomou seu lugar foi algo sem nome exato. Uma presença nova, uma certeza física de que estava acontecendo algo que não tinha acontecido antes. A buceta dela sugava minha rola toda vez que subia, como se não quisesse deixá-la sair, e a engolia inteira de novo quando descia.

Comecei a me mover com mais confiança, metendo por baixo enquanto ela se deixava cair. Valeria guiava com pequenas instruções que não pareciam correções, e sim orientações de alguém que conhece o caminho. Mais devagar. Mais fundo. Assim. Mete tudo. Depois de um tempo, ela me indicou que mudássemos de posição.

Ela ficou por cima, sentada de pernas abertas sobre mim.

Isso foi completamente diferente. Eu podia ver o rosto dela, ver como se mexia, ver como os seios saltavam a cada movimento de sobe e desce, como encontrava o próprio ritmo sem que eu tivesse que controlar nada. Ela pegou minhas mãos e as colocou primeiro nas suas coxas, depois subiu uma até o seio e apertou meus dedos em volta do mamilo.

—Aperta —disse ela—. Forte.

Apertei o mamilo entre o polegar e o indicador e ela gemeu pela primeira vez, um gemido baixo, rouco, que não pareceu fingido. Inclinou-se para a frente e me beijou, um beijo longo e deliberado que não tinha nada de mecânico, com a língua entrando na minha boca enquanto continuava mexendo os quadris por cima de mim. Eu sentia minha rola entrando e saindo da buceta dela, sentia a umidade escorrendo pelas coxas dela até as minhas.

—Você tá bem? —perguntou em voz baixa, sem parar de se mover.

—Sim —respondi, e era completamente verdade.

Mudamos mais uma vez. Ela se deitou de lado, apoiada no travesseiro, e eu me ajeitei atrás. Ela levantou uma perna com a mão e eu fui enfiando a rola por trás, procurando a entrada com a ponta. Quando entrei, ouvi-a suspirar. As costas dela contra meu peito, a respiração perto do meu ouvido, irregular nos momentos de maior tensão. Passei uma mão pela frente e apertei um seio enquanto continuava comendo ela devagar de lado.

Ficamos assim por um bom tempo, sem pressa, nos movendo no ritmo que ela marcava. Ela pedia pequenas coisas: que eu segurasse a cintura com mais força, que diminuísse o ritmo, que voltasse a acelerar, que apertasse o mamilo, que mordesse o ombro dela. Eu obedecia sem pensar, completamente entregue a cada indicação, esquecido dos meus nervos do começo, empurrando minha rola dentro da buceta dela como se fosse a única coisa que eu soubesse fazer no mundo.

Depois ela pediu que eu ficasse atrás, com ela de quatro. Ela se ajeitou com os joelhos afastados e a bunda levantada, e eu me ajoelhei atrás. Agarrei as nádegas dela com as duas mãos, separei-as e meti a rola de uma vez num empurrão lento. Comer ela nessa posição era outra coisa. A rola afundava até o fundo a cada investida e os seios dela pulavam por baixo do corpo. Agarrei o cabelo dela e puxei de leve, nem sei de onde tirei esse impulso, e ela arqueou as costas e gemeu para eu fazer assim, mais forte, para comer ela mais forte.

***

O problema apareceu quase sem aviso. A hora se aproximava do fim e eu ainda não conseguia gozar. A combinação da punheta da manhã, do esgotamento nervoso e da superestimulação de tudo o que era novo tinha construído uma barreira que nenhum esforço conseguia atravessar. Era como tentar ligar um motor que já tinha gasto toda a energia antes de arrancar. Eu tinha a rola duríssima dentro dela, continuava comendo, mas o orgasmo não vinha; ficava flutuando ali, no meio do caminho, sem conseguir terminar de se formar.

Valeria percebeu antes que eu dissesse qualquer coisa.

—Não se preocupa —disse, e falava sério, sem condescendência—. Isso acontece muito na primeira vez.

Ela se virou e tirou a camisinha com cuidado. Tentamos mais uma vez com a boca nos últimos minutos. Ela chupou minha rola com ainda mais vontade do que no começo, cuspindo na mão para me masturbar enquanto lambia meus ovos, engolindo minha rola até o fundo de novo e de novo. Senti que estava muito perto duas ou três vezes, os ovos se contraíram, tudo no baixo ventre se apertou, mas não veio. O corpo tinha fechado a porta para mim.

O tempo acabou e ela se sentou com naturalidade, limpou a boca com o dorso da mão, pegou a bolsa da cadeira da escrivaninha e me disse que ia ao banheiro.

Fiquei na cama com a rola ainda meio dura, olhando para o teto. O que eu sentia não era exatamente decepção, embora tivesse um pouco disso. Era mais complexo. Tinha acontecido algo real, algo concreto, algo que eu não tinha como desfazer, mesmo que quisesse. O resultado não tinha sido o que eu esperava, mas o caminho tinha sido completamente diferente de tudo o que imaginei durante meses.

Valeria saiu do banheiro já vestida e arrumada, como se a última hora não tivesse deixado nenhuma marca visível nela. Pegou o envelope da escrivaninha, guardou na bolsa e colocou a alça no ombro.

Na porta, parou um instante e me olhou com aquela calma que trazia desde o começo.

—A primeira vez quase nunca sai perfeita —disse—. Não fica pensando mais nisso do que merece.

E foi embora.

***

Fechei a porta e fiquei parado no corredor, ouvindo o silêncio do apartamento. Lá fora ainda havia luz de tarde. Tinham se passado apenas duas horas e, no entanto, algo em mim era diferente de um jeito que eu ainda não sabia explicar.

Não me arrependi. Isso eu tenho claro desde aquele mesmo dia. Não foi a história romântica que alguns esperam da primeira experiência, nem a fantasia perfeita que outros imaginam. Foi real, foi com alguém que sabia o que fazia, e foi tratada com mais respeito do que eu esperava. Valeria não fingiu nada que não sentisse, não me fez sentir desajeitado nem ridículo e, em nenhum momento, me fez sentir que eu estava comprando algo de segunda categoria.

O que ficou foi um impulso novo. Uma curiosidade sobre aquele território que eu tinha só roçado, uma necessidade de entendê-lo melhor, de habitá-lo com mais calma e menos nervos na próxima vez. Esse impulso demorou meses para ganhar forma, mas foi o início de algo que não se apaga facilmente.

E tudo começou com um envelope de dinheiro numa gaveta e a campainha tocando às três da tarde.

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