Meu escravo virgem obedecia a cada ordem à meia-noite
Nunca o vi pessoalmente. Só precisei das minhas palavras, de um altar de velas e da certeza de que um homem pode se ajoelhar diante de alguém que nunca lhe devolverá o gesto.
Nunca o vi pessoalmente. Só precisei das minhas palavras, de um altar de velas e da certeza de que um homem pode se ajoelhar diante de alguém que nunca lhe devolverá o gesto.
Dividiam o mesmo quarto desde meninas e ela a espionava dormindo toda noite. Naquela manhã, quando a tia deixou cair a toalha diante do espelho, soube que não poderia mais fingir.
Desceu à recepção só para perguntar por uma trilha, mas ficou olhando tempo demais os olhos verdes da moça do balcão. E a moça percebeu.
Cheguei à cidade sem conhecer ninguém e, naquela mesma tarde, uma desconhecida me ofereceu uma fatia de pizza. Nenhuma das duas sabia aonde aquele gesto nos levaria.
A carioca se sentou entre eles como se a noite fosse dela. «Suaves ou dos que quebram?», perguntou. Nenhum dos dois imaginava o que ainda havia para descobrir.
Nunca tinha pensado em outra mulher assim, até que o jaleco branco dela roçou meu joelho e eu entendi que aquele exame não se pareceria com nenhum outro.
“E não te importa que ela tenha pau?”, soltou o primo antes de nos apresentar. Respondi que primeiro queria conhecê-la. Na mesma noite, terminei de joelhos aos pés dela.
Pratiquei diante do espelho durante semanas. Na noite em que coloquei o vestido na mochila, soube que não havia mais volta: daquela vez seria de verdade.
Queria ver outro homem dentro da minha namorada. O que eu não calculei foi o que eu sentiria, deitado na cama ao lado, enquanto ela gemia e não era por mim.
Cruzei a porta da suíte esperando encontrar uma mulher assustada. Não imaginei o que ela escondia sob aquela saia longa, nem a vontade com que pensava me mostrar.
A primeira vez que ele me beijou naquele estacionamento, eu fugi. Na segunda, não arrumei desculpas: deixei que ele me encurralasse contra a mesma parede de bloco.
Saí da academia sem tomar banho, como ele tinha pedido. Naquela tarde descobri que obedecer a outro homem podia me dar mais prazer do que mandar.
Eu vinha fantasiando há meses em ficar com uma garota trans. Nessa noite, no banco do carona, ela sussurrou no meu ouvido que tinha percebido como eu a olhava.
Passada a meia-noite, coloquei os saltos vermelhos, abri o portão com o controle e saí para caminhar. Só queria me sentir vista. Não esperava que alguém parasse.
Ele me observava da poltrona enquanto eu me ajoelhava diante do desconhecido que eu tinha escolhido no balcão do bar. Era minha primeira noite sendo puta.
Deixei o chalé do meu pai pela casa dos meus avós na aldeia. Não imaginava que minha tia, a mais rezadeira do povoado, acabaria nua na minha cama por causa de um envelope cheio de notas.
Nunca tinha visto um homem como Lamine, e desde o primeiro dia soube que faria qualquer coisa para voltar a entrar em sua casa.
Essa madrugada eu vesti a tanga vermelha, as meias arrastão e a peruca diante do espelho do hotel, e pela primeira vez não reconheci o garoto de sempre.
Minha família estava um andar abaixo e eu, sozinha no meu quarto, com o telefone colado à orelha e a voz dele me mandando fazer coisas que eu nunca tinha ousado fazer.
Éramos novatos e estávamos nervosos, mas aquele casal sentado ao fundo do local nos olhava como se soubesse exatamente o que viemos procurar.