Ela foi ao clube e não voltou sendo a mesma
Quando baixei os olhos, vi que ela segurava o preservativo maior entre os dedos. Não era para mim. E, ainda assim, eu não fui capaz de ir embora.
Quando baixei os olhos, vi que ela segurava o preservativo maior entre os dedos. Não era para mim. E, ainda assim, eu não fui capaz de ir embora.
Eram seis. Todos com mais de sessenta. Me olhavam sem se mexer, esperando meu sinal. Nunca imaginei que isso seria o que mais me acenderia naquele fim de semana.
Na noite em que Camila disse que nunca tinha feito nada disso, todas nós sorrimos. Poucas horas depois, era ela quem pedia mais.
Meus três filhos me olhavam com a respiração ofegante. Queriam saber como foi minha primeira vez. Não imaginavam o que estavam prestes a ouvir.
Compartilhar a cama com o namorado da minha cunhada parecia inofensivo. Mas quando senti o corpo dele contra o meu no escuro, soube que a noite não acabaria bem.
Ela percebeu antes de mim. Segurou minha mão na pista e me olhou como se soubesse exatamente o que eu ainda não conseguia admitir para mim mesma.
Tinha dezenove anos e meu corpo pedia mais do que eu podia dar. Nessa noite entrei na sala de camisola e disse ao meu pai exatamente do que precisava.
Quando entrei naquela tarde na sala vazia do clube, eu já sabia que não íamos falar de livros. O que eu não sabia era quanto tempo eu vinha esperando por isso, nem o quanto eu ia me perder.
Nove horas para o meu voo e não havia uma única cama livre em todo o aeroporto. Então ela me olhou da mesa dela e perguntou: «Quer sentar comigo?»
Quando a colocaram no meu camarote, pensei que seria incômodo. Não imaginei que acabaria contando as horas para ela voltar para a beliche ao lado.
Eu tinha quinze anos quando abri a gaveta da minha mãe. O que encontrei lá dentro não era só lingerie: era a primeira pista de quem eu era de verdade.
Duas taças de vinho, a pergunta inesperada dele e eu contando minha primeira vez com outro homem enquanto ele me ouvia com uma atenção que logo virou outra coisa.
A persiana de Noa estava entreaberta. Rodrigo se esgueirou sem querer e não conseguiu desviar o olhar. O que viu naquela noite mudou tudo o que ele achava que sabia sobre elas.
Naquela noite eu entrei na sala com o coração disparado. Eu sabia o que queria e sabia que ele também queria. Só faltava dar o primeiro passo.
Eu estava dançando sozinha havia horas quando o senti atrás de mim. Virei e lá estava ele. E soube que aquela noite não terminaria na pista.
Entrei no quarto dela com uma bandeja e ela me olhou da cama, quase sem roupa, e perguntou: —Você gosta do que vê? Algo em mim despertou sem aviso.
A saia xadrez, as meias altas, a maquiagem borrada. Naquela tarde sozinha em casa, me tornei quem mais queria ser, e meu corpo me surpreendeu de um jeito que eu não esperava.
Quando ele chegou primeiro, ela já olhava as estantes com um livro que não lia. Eram os únicos dois. E nenhum fingiu surpresa.
Ele tinha dezenove anos, as mãos tremiam e ele me pediu que o ensinasse. Eu tinha trinta e oito, uma bata de seda e a noite inteira pela frente.
Ficamos sozinhos em casa, com febre e tédio. Na terceira noite, com as luzes apagadas, Marcos me confiou o que ninguém mais sabia sobre ele.