Confissão: quando descobri que a dor me excitava
Começou no pátio da universidade, quando um soco me deixou sem ar e senti algo mais do que dor. Desde então, não consegui parar de procurá-la.
Começou no pátio da universidade, quando um soco me deixou sem ar e senti algo mais do que dor. Desde então, não consegui parar de procurá-la.
Romina entrou naquela festa com uma segurança que poucas mulheres têm. No dia seguinte, quando me levou para buscar a filha, percebi que a noite anterior tinha sido só o começo.
Quando os vi na laje, tudo mudou. Meu primo me olhava da escuridão e me perguntou algo que eu não esperava ouvir naquela noite.
O pacote chegou numa terça-feira. Fiquei segurando aquilo nas mãos, sem abrir, por dez minutos, sabendo que, assim que o fizesse, não haveria mais volta.
Eu era o pai protetor, o marido fiel, o tipo que rejeitava tudo que saía do normal. Até aquela noite na casa de campo.
Tranquei a porta, baixei a persiana e prometi que naquela noite não haveria limites. Eu havia esperado tempo demais para descobrir esse prazer.
Naquela tarde, tudo parecia normal: um encontro entre amigos. Até ela abrir a porta do meu quarto e me olhar de cima a baixo, sem pedir permissão.
A mensagem dizia: «Que tal se eu dividir você com um casal?». Ri. Mas algo nessas palavras acendeu uma curiosidade que eu não sabia que tinha.
Tínhamos 19 anos quando Laura decidiu nos ensinar a beijar. O que começou como um jogo inocente nos levou muito além do que qualquer um imaginava.
Tinha dezessete anos e o calor não me deixava dormir. Entrei no quarto dele em busca de água e encontrei algo que jamais vou esquecer.
Quando aquele garoto de vinte anos apareceu no batente da minha porta pela segunda vez, com as mãos trêmulas e a voz cortada, eu soube que a noite mudaria.
Quando ele ergueu os olhos e me pegou olhando no vestiário, algo mudou entre nós. Eu só não sabia exatamente o quê, nem até onde iria.
Eu tinha ensaiado a saia xadrez e a camisa amarrada no umbigo cem vezes na cabeça. Nessa tarde, com a casa vazia, enfim fiz de verdade.
Eu disse que sim com o coração acelerado. Marcos repetiu a palavra de segurança três vezes antes de começar, e eu soube que estava em boas mãos.
Debaixo da água do chuveiro, os dedos dela terminaram o que ele tinha começado naquela sala. E ela soube que três dias não seriam suficientes.
Quando cheguei atrasado ao vestiário, ele já saía do chuveiro. Eu não devia ter olhado. Mas olhei. E ele viu. O que veio depois não estava em roteiro nenhum.
Rodrigo me disse que seriam seis. Eu me levantei e fui embora. Nove dias depois, liguei de volta para dizer que tinha pensado e que sim.
Quando saí do ginásio, achei que ia direto para casa. Não sabia que ele me esperava encostado na grade, com um cigarro aceso e outra coisa em mente.
Carreguei durante anos minha mochila no carro com toda a minha lingerie dentro, por via das dúvidas. Nessa quinta-feira, enfim chegou a hora.
Quando vi o nome dele na tela, meu estômago apertou. Duas semanas lembrando a boca e as mãos dele, e lá estava ele de novo, como se nada tivesse acontecido.