Reconheceu o próprio corpo nos relatos de seu amante
O grande desgraçado tinha usado o próprio corpo dela como inspiração, e agora ela tremia diante da tela sem saber se o que sentia era raiva ou desejo.
O grande desgraçado tinha usado o próprio corpo dela como inspiração, e agora ela tremia diante da tela sem saber se o que sentia era raiva ou desejo.
Nunca tinha me tocado. Naquela tarde, atrás de uma porta mal fechada, entendi por que meu corpo vinha me pedindo há anos algo que eu não ousava lhe dar.
Nora sempre admirou a irmã mais velha mais do que devia. O que ela não sabia era que essa mulher por quem desejava em segredo era, na verdade, sua própria mãe.
Eu sabia a hora exata em que ela voltaria. Deixei a porta entreaberta, apaguei a luz e esperei ouvir seus passos no corredor para começar.
Eu digitava o nome dela de vez em quando para ver se a encontrava. Nunca aparecia. Até aquela madrugada, quando o primeiro resultado foi ela, exata, sem dúvidas.
A chuva batia na janela e a casa estava em silêncio. Eu tinha a tarde inteira para mim e, pela primeira vez, decidi parar de imaginar e sentir de verdade.
Imaginou-se na escuridão, com o jaleco aberto e mãos desconhecidas a percorrendo sem pedir licença. E, pela primeira vez, não quis que parassem.
Minha esposa achava que o jogo terminava quando o técnico ia embora. Ela não sabia que a câmera escondida gravava tudo e que minha excitação mal começava ao vê-la do escritório.
O sussurro vinha do quarto dos meus pais, e quando espiei na escuridão já não consegui me mexer. Então minha irmã apareceu do outro lado do corredor.
Quando ela deixou o robe cair, entendi que minha vizinha perfeita escondia muito mais do que qualquer um imaginava — e que, naquela noite, eu não queria voltar atrás.
Naquela madrugada, quando ele arrancou o lençol de uma vez, soube que não havia mais nada a disfarçar: ele sabia, e eu queria que soubesse.
Achei que estava sozinho em casa. Deixei a porta do banheiro aberta, fechei os olhos e disse o nome dela em voz alta sem imaginar que ela já tinha voltado.
Passamos a tarde inteira trancados no quarto, e mesmo assim ele ainda estava acordado no banheiro. A curiosidade venceu o sono, e o que vi mudou tudo.
Achavam que eu estava dormindo. Do corredor, ouvi cada palavra, cada risada baixa, cada coisa que disseram sobre mim. E, em vez de me indignar, fiquei quieta, ouvindo.
Eram onze da manhã, o local estava vazio e meu colega dormia. Quando o vi entrar pela porta, soube que aquele domingo não seria como nenhum outro.
Faziam seis semanas que eu não dormia direito e ainda carregava o cheiro dela nos lençóis. Naquele dia, no café da avenida, entendi o custo de perder alguém que ainda cheira a você.
Subi para usar o banheiro e ele me esperava com o zíper aberto. O que eu não calculei foi que alguém ia abrir a porta justamente quando estávamos de quatro.
Nunca tinha se masturbado no trabalho. Mas naquela manhã, com o celular cheio de imagens da vizinha e a porta sem tranca, descobriu o quanto o risco a excitava.
Durante um ano inteiro vivi duas vidas: a profissional perfeita ao lado do meu parceiro, e a amante insaciável que voltava toda noite ao hotel. Até que a TV anunciou sua morte.
Ela subiu no banco de trás com a mulher do patrão pensando que ia me procurar. Desceu pensando em quando poderia vê-la de novo.