Meu sobrinho me confessou seu fetiche naquela noite
Quando ele me confessou seu fetiche naquela noite, eu soube que nunca mais o veria do mesmo jeito. Disse que aconteceria uma só vez. Os dois sabíamos que era mentira.
Quando ele me confessou seu fetiche naquela noite, eu soube que nunca mais o veria do mesmo jeito. Disse que aconteceria uma só vez. Os dois sabíamos que era mentira.
Ela estava apagada havia anos por uma dor profunda, até que aquela voz grave encheu o salão e eu vi seus olhos brilharem de novo como quando a conheci.
Quando descemos do avião, tínhamos um cheque e um segredo. O cheque pagava as dívidas; o segredo, esse, não se apaga nem com o corpo marcado.
Eu não tinha feito nada errado. Ainda assim, enquanto esfregava o chão de joelhos, senti que meu corpo lhe pertencia mais do que nunca.
Fechamos a porta, ligamos o videogame e meu irmão se deitou sobre minhas pernas com aquele sorriso nervoso que só aparece quando ele guarda algo morrendo de vontade de contar.
Quando abri os olhos naquela manhã, não estava no meu quarto. Estava completamente nu numa cama que cheirava a alguém com quem eu jamais deveria ter passado a noite.
Quando a porta de madeira da minha cela rangeu depois da meia-noite, eu soube que era ele. Fechei os olhos. Não vim ao convento fugindo do mundo: vim fugindo do que sentia por esse homem.
No bar do aeroporto só restava um assento livre. Sentei sem saber que a ruiva à minha frente estava prestes a destruir minha vida inteira.
Três semanas de áudios negociando limites. Nessa noite cheguei ao loft dele com os pulsos prontos para a corda e um sim que ia aprender a se ajustar.
Os saltos me matavam quando Andrés se inclinou sobre o balcão e sussurrou que a sala de reuniões estaria livre a noite toda.
Quando meu marido viajou, os dois velhinhos do quinto me chamaram para celebrar um aniversário. O que aconteceu sobre a mesa da sala não deveria ter acontecido.
Quando Camila propôs descer para o porão do meu namorado, eu soube que aquela noite não terminaria como as outras: meu irmão já a tinha provado à tarde.
Minha avó, minha mãe e eu achamos que aquela viagem à serra seria o descanso de que precisávamos. Até a tempestade nos prender com dois desconhecidos.
A quarta rodada de daiquiri baixou as defesas, mas ninguém esperava que a confissão de Daniela terminasse com todas nós enredadas no tapete da sala.
Bastava um buraco do tamanho de uma ervilha para vê-la passar nua sobre o cavalo branco. Roderic fez esse buraco e, desde então, não conseguiu mais fechar os olhos em paz.
O presente de aniversário dela a esperava do outro lado de um buraco na parede. Só havia uma regra: eu ficava para assistir.
Quarenta e três graus, quatro da tarde, e ela na sacada com a camisola colada ao corpo, sabendo perfeitamente que ia me fazer subir cinco andares.
Tinham passado três dias desde a primeira vez. Três dias imaginando, sentindo ardor toda vez que fechava os olhos. Naquela tarde, o clube estaria vazio.
Enquanto elas ainda estavam na água, ele me propôs o que eu vinha imaginando havia um ano. Baixei a cerveja sobre o balcão e disse sim antes de me arrepender.
Quando o ar voltou aos meus pulmões e ele ligou a câmera vermelha, soube que aquela noite de dominação estava só começando e eu já não podia recuar.