Eu a vi sozinha à meia-noite e não consegui ir embora
Fui buscar água à meia-noite e a encontrei sozinha diante da máquina de lavar. Não me anunciei. Fiquei no batente, olhando, sem conseguir ir embora.
Fui buscar água à meia-noite e a encontrei sozinha diante da máquina de lavar. Não me anunciei. Fiquei no batente, olhando, sem conseguir ir embora.
Quando Valeria pôs a mão na minha nuca e me empurrou para baixo, entendi que aquela noite ia cruzar uma linha sem volta.
Resisti três dias antes de discar o número dele. Quando ouvi Marcos atender, soube que nenhuma promessa que fiz a mim mesma importava mais.
Fechei os olhos sob a venda e a voz do meu pai construiu cada detalhe. Eu já não estava no meu quarto: estava com Rodrigo, e ele fazia exatamente o que eu tinha sonhado.
Sabia que estava errado, mas cada mensagem dele me deixava mais molhada. No sábado, quando meus pais saíram, abri a porta sem sutiã.
Quando entrei naquela tarde na sala vazia do clube, eu já sabia que não íamos falar de livros. O que eu não sabia era quanto tempo eu vinha esperando por isso, nem o quanto eu ia me perder.
Elas dividiam o apartamento numa boa. Mas quando Camila propôs dividir também o namorado, nenhuma calculou aonde o experimento levaria.
Quando entrei na sala, ela estava sentada no sofá com aquele sorriso que já não enganava ninguém. E lá em cima, na escada, alguém ouvia em silêncio.
Eu tinha quinze anos quando abri a gaveta da minha mãe. O que encontrei lá dentro não era só lingerie: era a primeira pista de quem eu era de verdade.
Desci para ajudá-lo vestida com o que eu tinha. Não calculei o que aconteceria quando me sentei ao lado dele naquele quarto.
Quando ela trancou a porta do escritório, entendi que as pastas de documentos eram só uma desculpa que nenhum dos dois queria desmentir.
O celular do marido estava na mesinha. Ela sabia que não devia abrir. Abriu mesmo assim. E o que encontrou a destruiu de duas maneiras.
Todo o povo fechou os olhos. Rodrigo fez um buraco do tamanho de uma ervilha na veneziana e colou o olho. Precisava vê-la.
Havia alguma coisa naquele homem que dormia debaixo da ponte que me deixava pensando havia semanas. Voltei naquela noite sem saber bem o que esperava encontrar.
Quando entrei naquela garagem sem avisar, encontrei duas mulheres com as mãos enfaixadas, os seios à mostra e a raiva de anos acumulada entre elas.
A mensagem chegou na noite anterior: “Amanhã você será minha professora. Traga uniforme”. Fiquei com o celular na mão, sem conseguir dormir.
Estava na cozinha com uma roupa que eu nunca tinha visto, e quando roçou meu ombro ao passar, algo em mim que não tinha direito de existir despertou.
Ela entrou na banheira sem intenção de se limpar. Só queria reviver cada segundo daquela tarde antes que o marido cruzasse a porta.
Ela não sabe que, quando saio “para ver um amigo”, volto cheirando a outro. Estou assim há três meses e não sei quanto tempo mais consigo aguentar.
A porta do meu quarto não fechava totalmente pelo lado esquerdo. Ela sabia. Eu também. Durante semanas fingimos que não.