O que aquele homem leu para mim mudou algo em mim
Ele carregava um caderno de versos debaixo do braço e sorriu como se soubesse o que eu estava pensando. Eu não deveria ter voltado pelo caminho. Mas voltei.
Ele carregava um caderno de versos debaixo do braço e sorriu como se soubesse o que eu estava pensando. Eu não deveria ter voltado pelo caminho. Mas voltei.
Quando ela trancou a porta e ficou atrás de mim, eu soube que aquela revisão de nota não terminaria como eu esperava.
Desci para buscar água e a encontrei inclinada sobre a mesa, esperando. Fazia semanas que ela me dizia que não, e naquela noite decidiu que sim.
Eu levava meses com essa vida dupla, e aquela semana era só minha. Até que a porta do clube se abriu e eu vi entrar o último homem que devia me ver.
Caminhei sozinha por ruas escuras, com a raiva de quem acabara de ver o namorado com outra. Não procurava nada. E, ainda assim, encontrei algo.
Ele chegou encharcado, ainda com as marcas da última sessão pulsando sob a roupa. Ninguém na cidade sabia que o homem mais temido vinha se ajoelhar diante de mim.
Propus que ela dormisse no meu quarto para não ficar sozinha com o medo. Não imaginei o que aconteceria quando ela se deitou na minha cama.
Meu namorado não apareceu na confraternização de Natal. Em vez dele, o padrinho dele — meu vizinho da frente — me ofereceu um drinque, e essa dose a mais mudou tudo.
Não planejei ser infiel a Esteban. Mas Diego tinha algo que me desmontava a cada conversa, e no dia em que ele pousou a mão na minha coxa enquanto dirigia, já era tarde.
Quando lhe propus um drinque naquele sábado, não imaginei que ao fim da noite nós dois teríamos cruzado uma linha sem volta.
Depois de anos guardando esse segredo, eu disse de uma vez: minha mulher transava com outros homens e eu sabia. O que vi nos olhos do meu tio não foi julgamento, mas algo mais obscuro.
Passamos semanas fugindo do que os dois sabiam que ia acontecer. Nessa noite, quando a ouvi descer a escada, não consegui mais fingir.
Assim que os últimos colegas foram embora, ela subiu para o andar de cima. Tirou a saia primeiro. Depois a camisa. Depois tudo o mais.
A recepcionista saiu para almoçar e o doutor fechou a porta do consultório. Eu tinha ido por uma simples escoriação. Saí por algo completamente diferente.
Fechei a porta com a chave e tirei o avental. Marcos me olhou da cama com os olhos arregalados e algo que não era só gratidão.
Passei semanas me masturbando escondida com vídeos de homens bem dotados. Então o vi saindo da água e soube: aquele rapaz era o que me faltava.
Santiago entrou na sala naquela segunda-feira com a camisa justa e uma voz grave que me arrepia de uma só palavra que ele dizia.
Natalia estava com as pernas abertas na maca e o médico fingia aplicar creme. Eu observava do canto, imóvel, sem querer que ele parasse.
Pedalei até o rio com o sangue já quente, sabendo o que faria quando ninguém pudesse me ver. Naquela tarde, enfim, a fantasia se tornaria real.
Valéria fazia 26 anos quando fomos juntos de férias. Eu já não conseguia parar de olhá-la havia dias, e nenhum de nós sabia o que ia acontecer.