O que meu colega da obra não me contou naquela noite
Achei que ia só conhecer uma mulher mais velha. Quando entendi o que realmente esperavam de mim, eu já estava nu no quarto dela e não havia volta.
Achei que ia só conhecer uma mulher mais velha. Quando entendi o que realmente esperavam de mim, eu já estava nu no quarto dela e não havia volta.
Desfiz minha mala sem saber que uma gaveta do armário guardava algo que mudaria o rumo daquele fim de semana na casa da família da minha namorada.
Pensei que fosse um dildo. Quando ela tirou minha venda e vi o espelho, entendi que vinha me preparando havia meses para algo bem diferente.
Quando Damián me ofereceu o corpo da sua modelo, eu soube que a conta ia chegar. E chegou, sobre a cama dele, com meus pulsos algemados nas costas.
Meu chefe me apresentou ele entre risadas, como se fosse uma piada interna. Sete dias depois, aquele homem me tinha inclinado sobre a minha própria mesa.
Faz anos que eu não via Mateo, o pai de Diego. Quando o encontrei naquela tarde, não imaginei que acabaria no sofá dele com uma sunga vermelha emprestada e a respiração ofegante.
Dividimos quarto para economizar. Eu era casado, pai de dois filhos. Até aquela noite no hotel, quando ele decidiu que seríamos outra coisa.
Entrei no consultório por causa de uma dor no abdômen. Saí com um número salvo no celular e uma pergunta que evitei responder por anos.
Nos sentamos uma de frente para a outra com um martíni cada. Uma regra: olhar, falar, cheirar. Tocar, proibido. E ela tinha um cubinho de gelo na mão.
Buscar sexo pela internet sempre tinha dado certo, até aquela sexta-feira no quarto 207, quando entendi que nunca se sabe o que esperar de desconhecidos.
Quando saí do banheiro com saltos, meias e baby doll vermelho, a cara dele disse tudo: eu já não era a «filha» do seu melhor amigo, era outra coisa.
Naquele sábado minha tia saiu às pressas. O amante dela continuava dormindo no quarto. O que fiz em silêncio mudou tudo o que eu pensava sobre mim.
Três meses trocando mensagens com um desconhecido casado, até que naquela tarde no shopping decidimos que não dava mais para continuar só escrevendo.
Há anos nos evitávamos em cada jantar de família. Nessa noite de Réveillon, quando todos dormiram, ela largou as taças e me beijou na cozinha sem dizer nada.
Ela só veio me trazer uns papéis. Quando se sentou no sofá e cruzou as pernas, eu soube que o problema seria meu, não dela.
Ele me colocou as algemas de veludo nos pulsos e a venda nos olhos. Disse que eu confiasse, que eu ia gostar. Eu não sabia como dizer que sim.
Bruno me esperava na porta com um buquê de rosas e um sorriso que não era de irmão. O apê ainda cheirava a tinta, e nós tínhamos a tarde inteira para estreá-lo.
Quando ela saiu do banheiro com a roupa que eu tinha deixado sobre a cama, soube que naquela tarde obedeceria a cada ordem sem reclamar.
Até aquela noite, eu achava que já conhecia todos os meus limites. Bastou um olhar, um gesto dela, e tudo o que eu pensava saber sobre meu desejo ruiu em silêncio.
Eu fingia havia anos. Quando ela propôs passar o fim de semana numa praia de nudismo com os amigos, não imaginei que fosse a armadilha perfeita para me tirar do armário sem aviso.