A desconhecida do chat ligou a câmera para mim
Quando ela ligou a câmera, já estava deitada na cama, me esperando com um sorriso que não tinha nada de inocente. E eu soube que naquele sábado não ia dormir sozinho.
Quando ela ligou a câmera, já estava deitada na cama, me esperando com um sorriso que não tinha nada de inocente. E eu soube que naquele sábado não ia dormir sozinho.
Quando coloquei a máscara diante do espelho, deixei de ser eu. O que aconteceu depois naquele jardim eu não contei a ninguém até hoje.
Três meses trocando mensagens. Um passo só para cruzar a porta dele. O que veio depois não foi o prometido: foi tudo o que meu corpo pedia em silêncio havia meses.
Vinte e dois anos mantendo a compostura atrás do balcão do hotel. Bastou uma hóspede de saltos vermelhos para descobrir o que se escondia sob o uniforme.
Quando Ataq nos explicou que a hospitalidade inuit incluía compartilhar esposas, minha mulher e eu nos olhamos em silêncio. Naquela noite, o calor não veio do fogo.
Passamos a vida inteira fazendo o que era certo. Nunca quebramos um prato. E de repente eram três da manhã e os três desconhecidos ainda estavam na casa.
Acababa de ter sua primeira experiência com outra mulher quando dois desconhecidos puseram a cabeça na zíper e ela soube que a noite mal começava.
Eu estava casada havia vinte anos quando um desconhecido me olhou num jantar e eu soube, sem que ele dissesse uma palavra, que naquela noite eu baixaria a guarda pela primeira vez.
Bastava um buraco do tamanho de uma ervilha para vê-la passar nua sobre o cavalo branco. Roderic fez esse buraco e, desde então, não conseguiu mais fechar os olhos em paz.
Eu usava um vestido curto demais e tinha o olhar de quem já havia tomado uma decisão. A porta dele estava entreaberta, exatamente como combinamos.
Sete anos de amizade fingindo não sentir nada. Naquela madrugada, entre dois carros num beco, nós dois paramos de fingir.
Desci ao pátio do bar às duas da manhã porque no meu quarto não dava para respirar. Não imaginava que acabaria seguindo-a até o quartinho dos fundos.
Quarenta e três graus, quatro da tarde, e ela na sacada com a camisola colada ao corpo, sabendo perfeitamente que ia me fazer subir cinco andares.
Eu tinha me vestido para ele no banheiro do décimo segundo andar: peruca loira, saltos impossíveis e um espartilho apertando tudo o que eu escondia havia anos sob a camisa.
Eram os amigos do meu filho. Tinham vinte anos e me olhavam como se eu fosse a única coisa que queriam no mundo. Eu devia ter subido sozinha para o meu quarto. Não subi.
Eu tinha passado no vestibular por pouco e nunca tinha tocado numa garota. Em quatro dias descobri por que duas professoras guardavam segredos.
Naquela tarde de sexta-feira, com a segunda taça de vinho na mão, Valeria me olhou diferente e começou a me contar o que fazia nos fins de semana.
Li a carta no camarim com as mãos trêmulas. A oferta era indecente, a quantia obscena. Mostrei-a ao meu marido esperando sua fúria; ele sorriu e disse que eu aceitasse.
Há três anos aceitei a solicitação de um desconhecido que escreve poesia erótica. Desde então, todas as noites, leio suas palavras no escuro e nunca lhe escrevi.
Tinham passado três dias desde a primeira vez. Três dias imaginando, sentindo ardor toda vez que fechava os olhos. Naquela tarde, o clube estaria vazio.