Meu marido pediu a um desconhecido que me tocasse
Depois de Marcos, Rodrigo quis ir mais longe: me levar a uma loja e deixar que um desconhecido me apalpasse. Só havia uma regra: ele fingiria não ver.
Depois de Marcos, Rodrigo quis ir mais longe: me levar a uma loja e deixar que um desconhecido me apalpasse. Só havia uma regra: ele fingiria não ver.
Ele chegou recém-separado, com uma mala e tempo livre demais. Desde a manhã na piscina, eu soube que aquela semana não ia ser nada entediante.
Eu estava ali, com o balde de champanhe nas mãos, ouvindo cada gemido, cada rangido da cama. E não fui capaz de me afastar.
Entrei no quarto dela com uma bandeja e saí sendo outra pessoa. Sofía tinha vinte anos e já sabia mais sobre mim do que eu mesma sabia.
Sabia o que ele faria se achasse que estávamos sozinhos. O que eu não podia prever era que meu marido estava vendo tudo do outro lado do vidro.
Sempre foi tímida, mas naquela tarde na praia, nua sob o sol, algo despertou nela que eu nunca tinha visto.
Viajávamos juntos, mas dormíamos separados. Eu era covarde demais para cruzar aquele corredor. Até que ela bateu na minha porta.
Quando Diego pôs a mão nas costas dela e a apresentou como sua mulher, Lucía sentiu que aquela palavra abria uma porta que nenhum dos quatro fecharia naquela noite.
Estávamos há vinte anos sendo amigos e, naquela tarde, apoiados no balcão do quiosque, confessamos em voz alta algo que nenhum de nós achava que diria um dia.
Quando Bruno puxou as cartas sobre a mesa de centro, eu não imaginava que aquela partida ia terminar com nós quatro largados no tapete da sala.
A cela cheirava a umidade e tabaco barato, e quando os olhos dele se cravaram nos meus eu soube que o processo acabaria no chão.
Há cinco anos dividíamos a sala. Numa noite, com a terceira taça de vinho, Andrés deixou escapar uma frase que mudou tudo entre nós.
Quando o capitão desligou os motores naquela enseada escondida, entendi que a reunião estratégica era só uma desculpa e que o verdadeiro plano estava começando.
Quando Camila desligou o filme e me disse «às vezes eu vejo pornô gay quando estou sozinha», soube que aquela frase ia partir minha vida em duas.
Fazia três anos que eu lia cada palavra dele sem dar like, sem comentar, sem me atrever a nada. Até a madrugada em que tudo mudou quando a mensagem dele apareceu.
Na primeira noite no apartamento novo, ouvi a vizinha do outro lado da parede. Tive que ir ao banheiro gozar enquanto Laura dormia.
Na primeira noite, jurei voltar para casa. No sétimo dia, já não lembrava por que tinha comprado a passagem de volta. Isto é o que aconteceu entre aquelas duas noites.
Iam comemorar um aniversário, disseram. O que não disseram foi que o presente era eu, subindo naquele ônibus apagado, cercada por homens que podiam ser meu pai.
Viajei sozinha em busca de templos e acabei num terraço sobre o rio, cercada de mãos que não eram as minhas e bocas que sabiam exatamente onde me encontrar.
Soltou a gargalhada, baixou a voz e me olhou com aquele sorriso de puta satisfeita que eu já conhecia. Eu soube que ela ia me contar tudo o que tinha calado.