O leilão em que ganhamos uma mulher para nós três
Quando a vimos subir ao palco com aquele vestido colado ao corpo, soube que daríamos lances até o limite para tê-la entre nós três.
Quando a vimos subir ao palco com aquele vestido colado ao corpo, soube que daríamos lances até o limite para tê-la entre nós três.
Ele se sentou ao meu lado quando apagaram as luzes e, antes da meia-noite, já imaginava a mão dele subindo meu vestido.
Quando ela voltou para casa com o cabelo despenteado e um sorriso que não era para mim, entendi que o pacto feito na cozinha não tinha mais volta.
Primeiro foi uma provocação na cozinha; horas depois, entrei em sua cama decidida a ensiná-la, com a língua e as mãos, tudo o que seu marido nunca soube fazer.
Meu amigo saiu com a namorada e me deixou sozinho com a mãe dele; quando a porta se fechou, a tensão na cozinha mudou completamente.
Ela dormia na cama. Saí do banheiro com a toalha amarrada, atravessei o corredor e o encontrei esperando por mim, como se soubesse que eu iria procurá-lo.
Cada vez que jurávamos terminar, bastava um olhar para acabarmos trancados outra vez, suados e transando como se nos odiássemos.
Ela apertou minha mão sob a mesa quando ele voltou a roçar sua coxa, e entendi que naquela noite não dormiríamos sozinhos.
Fui pedir ajuda, mas, quando vi o jeito como ele me olhava naquele escritório, soube que a conversa poderia acabar de uma forma muito mais perigosa.
Voltei à oficina com uma desculpa esfarrapada e uma saia curta demais; eles logo entenderam que eu não estava ali por causa do carro.
Uma roda quebrada nos deixou sozinhas na floresta. Quando ela surgiu nua entre os galhos, soube que a viagem jamais terminaria igual.
Primeiro vieram os olhos dele do prédio em frente; depois, seu pau roçando em mim enquanto dançávamos na minha sala.
Na terceira vez que nos encontramos, o sorriso dela demorou demais, e entendi que o café já não era uma desculpa.
Quando ela abriu a porta do apartamento e nos olhou de cima a baixo, entendi que nossa fantasia deixava de ser conversa e virava realidade.
De madrugada, senti que ela voltava para a cama, ofegante. Quando me virei, vi que estava se tocando sob o lençol, achando que eu dormia.
Quando ela abriu a porta e me deixou entrar, soube que aquela velha fantasia ainda estava viva e que, desta vez, não sairia correndo.
Baixei o controle e prendi a respiração: do outro lado da parede, os gemidos dela começavam a aumentar, e minha mão já estava dentro da calça.
Ela me convidou para ficar sozinho com ela por uma semana, e desde a primeira noite soube que não queria me tratar como um simples hóspede.
Fingi estar bêbada no banco traseiro, mas, quando aquele desconhecido enfiou a mão sob minha saia, parei de atuar.
Primeiro procuraram-no por curiosidade; depois, por vício. Naquele bairro, cada pedido podia terminar com a porta fechada e as pernas abertas.