A travesti de vinil preto o humilhou na frente de todos
Maximiliano se gabava de ser o alfa do salão até ela cruzar a porta. Bastou um sussurro e seu perfume para que seu império de fumaça desmoronasse na frente de todos.
Maximiliano se gabava de ser o alfa do salão até ela cruzar a porta. Bastou um sussurro e seu perfume para que seu império de fumaça desmoronasse na frente de todos.
Só queria me sentir uma menininha por um tempo sob a roupa de menino. Não imaginei que ele perceberia, nem que aquela noite terminaria de joelhos diante dele.
Tinha trinta e oito anos, um marido previsível e um corpo que ninguém soube ler. Numa noite sozinha em casa, decidiu que queria sentir algo de verdade.
Trabalhávamos no mesmo prédio e bastou um roçar no elevador para eu entender que estava prestes a perder algo que eu achava intocável: minha vontade.
Escolhi o cara mais cobiçado da cidade não porque o amava, mas porque precisava de alguém para moldar enquanto minha cabeça estava em outra parte.
Ele me escreveu para saber onde eu estava. Vinte minutos depois, eu estava na parte de trás da unidade dele, mordendo os lábios para não fazer barulho.
Cada vez que ela se inclinava para anotar minhas respostas, o colete se abria um pouco mais, e eu já não conseguia me concentrar em nenhuma pergunta do questionário.
Eu vinha imaginando aquilo havia anos, mas ainda era virgem por trás. Naquela tarde de dezembro, num quarto de motel, finalmente deixei que cruzasse essa última fronteira.
Não fui buscar prazer. Fui lembrar um desejo enterrado: pele macia, curvas, me sentir desejado. E ela, com um sussurro em francês, me deu permissão.
Quando ele baixou a voz para me confessar, pensei em mil traições. Nenhuma era isso: ele queria me ver na cama com o melhor amigo dele enquanto assistia, sem perder nada.
Pintei os lábios apoiada no tronco, convencida de que estava sozinha. Então ouvi o estalo de folhas e soube que alguém vinha me observando havia um tempo.
Quando a mulher mais elegante do salão me tomou pela mão e sussurrou «vem comigo», eu soube que aquela noite não se pareceria com nenhuma outra da minha vida.
«Vem às cinco. Temos que falar do sábado. Sozinha.» Eu mandei isso pela manhã e, desde então, só pensei em ouvi-la descer a escada.
Eu estava casada havia sete anos e nunca tinha olhado para outro homem. Até que meu marido pegou minha mão e confessou o que realmente desejava.
Sentei na borda do cais sem procurar nada, mas o olhar dele, de homem que sabe o que quer, me desmontou antes de eu dizer uma única palavra.
Quando subi na caminhonete com meu namorado inconsciente no banco de trás, o pai dele já tinha aquele sorriso de quem sabe exatamente o que vai acontecer.
Quando cruzei o olhar com ele do outro lado do vidro, soube que naquela mesma tarde eu transformaria a curiosidade dele em algo que nenhum dos dois esqueceria.
Você me pedia em sussurros, prendendo a respiração enquanto eu procurava o lubrificante. E nunca te disse que eu esperava aquela madrugada tanto quanto você.
Eu estava secando as costas quando a porta se abriu de repente. Ela me viu inteiro, pediu desculpas e saiu correndo. Não imaginei que voltaria a encontrá-la ainda naquela manhã.
Desde o primeiro dia ela me pediu uma foto para se exibir às amigas. Nunca imaginei até onde iria o prazer dela em me mostrar para outras.