A namorada do meu amigo se achegou a mim naquela noite
Ela disse rindo que gostava de dormir de conchinha, colou o corpo ao meu e, no escuro daquele quarto emprestado, entendi que não era brincadeira.
Ela disse rindo que gostava de dormir de conchinha, colou o corpo ao meu e, no escuro daquele quarto emprestado, entendi que não era brincadeira.
Passei uma semana longe dela e, assim que atravessei a porta da sua casa, soube que aquela aula não teria nada de prova.
Pensei que a tinha encurralado contra a parede. Demorei um segundo para entender que a única presa naquela casa vazia era eu.
Ela aceitou a sessão em busca de fotos elegantes para o perfil. Não esperava que essa câmera antiga fosse despir muito mais do que o corpo.
Ela a cumprimentava na portaria há meses, contendo o desejo. Naquela tarde, as sacolas da compra caíram e, enfim, tive uma desculpa para subir.
As calcinhas ainda estavam mornas quando ela as tirou da maçaneta. Não imaginava que essa curiosidade a levaria até a cama de uma desconhecida.
Eu estava meses sem sentir nada. Então ela entrou atrás de mim na cabine, trancou a porta e tudo o que eu achava que sabia sobre mim desabou.
O pai dela falava no meu ouvido pelo telefone enquanto ela, em silêncio, me baixava a calcinha. Sabíamos que um único gemido podia nos denunciar, e isso tornava tudo melhor.
Elas compartilhavam a mesma aula três dias por semana e trocavam olhares escondidas. Até que uma delas se cansou de fingir que nada estava acontecendo.
Eu vinha imaginando aquela cena na sala dela havia meses, mas nunca pensei que seria ela a dar o primeiro passo, com a tranca fechada e o perfume invadindo tudo.
Desde os quinze anos, guardei em silêncio a vontade de beijá-la. Agora, sentada à minha frente com aquele sorriso de sempre, eu não pretendia deixar passar a chance outra vez.
Fiquei semanas com o braço engessado e entediada quando uma série despertou algo em mim. Então ela apareceu na porta com um sorriso que não era totalmente inocente.
Quando passei em frente ao banheiro entreaberto e a vi nua de costas, soube que aquela noite na minha casa não ia terminar como duas velhas conhecidas tomando chá.
Não era época de liquidação e a loja estava vazia. A vendedora loira me seguiu até o provador com uma desculpa, e eu deixei a cortina aberta de propósito.
Quando entrei no carro dela naquela sexta-feira, soube que já não íamos falar do meu futuro. Havia outra coisa entre nós, e as duas passávamos semanas fingindo que não.
Senti uma mão no quadril e uma boca no ouvido: «Você cheira incrível». Quando me virei, era ela, a garota com quem minha amiga tinha vindo flertar.
Quando tirou a camiseta ensopada diante daquela garota, percebeu que já não estava suando só por causa do calor do celeiro.
Eu a adorava em silêncio desde criança. Na noite antes de partir, ela me pediu que a ajudasse a se despir, e minhas mãos tremeram ao enfim roçar sua pele.
Passei dez anos resignada ao sexo morno do meu casamento. Então Lorena fechou a porta do chuveiro por dentro e me beijou sem pedir permissão.
Marcamos as três na última quinta-feira de dezembro, com a desculpa de despedir o ano. Nenhuma disse em voz alta o que realmente íamos fazer.